terça-feira, 2 de setembro de 2014

31/08/2014 14h41 - Atualizado em 31/08/2014 14h41

Lixo jogado em nascente de água afeta meio ambiente em Itapetininga

Pneus, garrafas entre outros deixam o cenário lamentável.
Moradores reclamam da falta de conscientização de alguns.

Do G1 Itapetininga e Região
Lixo e entulho estão jogados em uma nascente de água no Jardim Cambuí, emItapetininga (SP). Pneus, garrafas e outros lixos causam dano ao meio ambiente e geram reclamações de moradores. Um desses moradores que não se conformam com o descaso e a falta de conscientização de parte da população é o motorista Moisés Rodrigues. “Eu estava limpando até a rua e o vinho falou: ‘cade a prefeitura para limpar?’. Mas se eu não limpar vai ficar um chiqueiro”, reclama.
Com a chuva, a preocupação com os problemas é ainda maior. Isto porque o lixo vai parar na nascente com mais facilidade, pois desliza pelo barranco. O motorista Univaldo Delgado trabalha numa empresa de construção. Indignado, sempre que pode recolhe o lixo da nascente com o caminhão do serviço, mas não adianta, o cenário volta a ficar lamentável. “Com uma máquina eu empurro o lixo longe da nascente, mas depois de horas está tudo cheio de lixo de novo”, afirma.
Problemas ambientais também existem no Jardim Eldorado. Entulho, pneus, roupas, sapatos e até um sofá fazem com que a Avenida Costabile Matarazzo pareça-se com um lixão. O local virou depósito e constantemente é alvo da falta de consciência de alguns moradores. “Tem cachorro que às vezes aparece, bichos peçonhentos. Então não é um lugar agradável”, conta o aposentado Antônio Carriel.
O lixo esta espalhado por toda a avenida, em alguns trechos, a sujeira até invade a pista, atrapalhando a passagem de veículos. Os motoristas precisam fazer o desvio e muitas vezes é necessário dirigir na contramão.
O consultor de seguros Renato Murat tem chácara na região e diz que constantemente vê pessoas despejando lixo na maior tranquilidade. Segundo ele, a prefeitura faz a limpeza, mas como não existe fiscalização, o trabalho não dura muito tempo. “Uma vez a prefeitura estava limpando em um trecho e tinha gente jogando lixo em outro lugar. Acredito que falta um pouco de fiscalização, porque tem uns horários, normalmente na parte da manhã ou tardezinha, que o pessoal vem  e descarrega entulho. Nunca vi alguém fiscalizando aqui”, lamenta.
A prefeitura informou que terminou a limpeza do Jardim Eldorado e no Jardim Cambuí esta semana, mas que a população também precisa colaborar. Disse ainda que tem feito limpeza constantemente em todos os bairros do município e que a população pode levar os materiais ao ecoponto, que fica na Rua Orlando Scotto, s/n°, na Vila Arlindo Luz.
Quem descarta lixo ou materiais velhos em vias públicas pode ser multado entre R$ 50 e R$ 200. Em caso de reincidência a multa dobra.
Nascente de água é suja por pneus e garrafas, em Itapetininga (Foto: Reprodução/ TV TEM)Nascente de água é suja por pneus e garrafas, em Itapetininga (Foto: Reprodução/ TV TEM)Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2014/08/lixo-jogado-em-nascente-de-agua-afeta-meio-ambiente-em-itapetininga.html

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Concurso Ministério do Meio Ambiente 2015 autorizado em breve Postado em 25 DE AGOSTO DE 2014 por EDITOR DEIXAR UM COMENTÁRIO

Há alguns meses atrás o Ministério do Meio Ambiente (MMA) solicitou aoMinistério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) fez a solicitação para a realização de um novo concurso público com o objetivo de realizar o preenchimento de inúmeras vagas que estão abertas nesse órgão.
A assessoria de imprensa do Ministério do Meio Ambiente relatou também que nesse mês de agosto a solicitação para a realização desse certame foi liberada, porém, a contratação vai ser feita para o ano de 2015.
De acordo com os dados, o concurso que será lançado em breve tem como missão principal realizar a contratação de mais de 100 profissionais e todas as propostas vão ser para atuar na unidade que fica localizada em Brasília, Distrito Federal.
As vagas são para atuar no cargo de agente administrativo, sendo propostas direcionadas para profissionais de nível médio, na qual a conclusão deve ter acontecido em uma unidade que tem reconhecimento pelo Ministério da Educação (MEC).
No último certame que foi aberto por esse órgão público, a empresa que ficou responsável pela realização do processo seletivo foi a Cespe/UnB. Para o novo edital ainda não foi feita a confirmação se a empresa vai ser a mesma ou haverá alteração.
Todas as pessoas que tiverem interesse em se inscrever para o concurso público do Ministério do Meio Ambiente deverão se preparar para participar da seletiva que vai ter uma prova objetiva de múltipla escolha e de caráter eliminatório.
Essa prova objetiva vai ter questões de múltipla escolha, sendo 50 questões de conhecimentos básicos e 70 de conhecimentos específicos. Em cada pergunta haverá 5 alternativas com apenas uma opção correta.
Nessa prova alguns conteúdos que poderão estar nessas questões são de direito administrativo, relações humanas e gestão administrativa.
O ideal é estudar bastante e ficar atento a data para o início das inscrições para essa excelente oportunidade de trabalho efetivo. 
Por Josiane Fernandes de Jesus
MinisteriodoMeioAmbiente Concurso Ministério do Meio Ambiente 2015 autorizado em breve
Fonte: http://www.concursosatuais.com/2014/08/25/concurso-ministerio-do-meio-ambiente-2015-autorizado-em-breve/
19/08/2014 20h37 - Atualizado em 19/08/2014 20h37

MP investiga dano ao meio ambiente em obras na Lagoa, em João Pessoa

Obras no Parque Solon de Lucena começaram no mês de abril.
MP requisitou laudos ambientais e de preservação do patrimônio.

Do G1 PB
Obras na Lagoa interditam trânsito no rolamento esquerdo do Parque Solon de Lucena (Foto: Alessandro Potter/Secom JP)Obras na Lagoa do Parque Solon de Lucena
(Foto: Alessandro Potter/Secom JP)
O Ministério Público da Paraíba divulgou nesta terça-feira (19) a abertura de investigação sobre possíveis danos ambientais provocados pela revitalização na lagoa do Parque Solon de Lucena, em João Pessoa. Segundo o promotor João Geraldo Barbosa, são aguardados a partir da próxima semana documentos sobre questões urbanística, paisagística, turística e de preservação do patrimônio histórico e cultural, requisitadas aos órgãos competentes.
Segundo a prefeitura, as obras de infraestrutura e urbanização do Parque Solon de Lucena começaram no dia 9 de abril. O investimento é de mais de R$ 30 milhões com recursos federais.
O inquérito civil público foi instaurado pela 2ª Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Social de João Pessoa no dia 13 de agosto. O MPPB apura se há infração às leis ambientais 9.605/1988 (que versa sobre atividades lesivas ao meio ambiente), lei 6.938/81 (que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente) e a lei 6.766/1979 (sobre o parcelamento do solo urbano).
De acordo com o promotor João Geraldo Barbosa, os laudos e relatórios requisitados devem conter informações sobre vistorias para verificar se estão sendo atendidas exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor.
A promotoria requisitou o posicionamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) quanto às medidas administrativas e ou judiciais cabíveis em relação às intervenções no parque Solon de Lucena, que integra o patrimônio histórico da capital. Os dois órgãos têm até o dia 23 de agosto  para se pronunciar a respeito.
O Parque
O Parque Sólon de Lucena é um espaço público formado por uma lago rodeada por palmeiras imperiais e arborizada em todo o seu entorno. Ele foi tombado pelo Iphaep em 1980 como paisagem natural. Sua arborização teve início em 1920. Em 1940, seu processo de reurbanização foi coordenado pelo paisagista Roberto Burle Marx.
Fonte: http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2014/08/mp-investiga-dano-ao-meio-ambiente-em-obras-na-lagoa-em-joao-pessoa.html
MEIO AMBIENTE

Simpósio debaterá meio ambiente com pesquisadores do Brics

História ambiental

Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, sediará debate internacional de 27 e 29 de agosto
por Portal BrasilPublicado25/08/2014 18:45
O Rio de Janeiro (RJ) será cenário do simpósio 'Diálogo em História Ambiental: Brics', que reunirá pesquisadores da China, Rússia, Índia, África do Sul e Brasil para debater a história ambiental de seus países. O evento tem entrada franca e ocorrerá entre 27 e 29 de agosto. 
O objetivo do simpósio é explorar essas dinâmicas com uma perspectiva histórica. O encontro dará a estudantes e pesquisadores brasileiros uma oportunidade única para interagir com pesquisadores de ponta em todo o mundo, e em especial com historiadores de regiões com pouca tradição de debate com a historiografia brasileira.
O evento é organizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa, pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da UFRJ, pelo Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (COC/Fiocruz) e pelo Rachel Carson Center for Environment and Society (Munique, Alemanha).
Segundo a  historiadora ambiental e uma das coordenadoras do simpósio, Lise Sedrez, não existe nenhum outro congresso que traga pesquisadores ao Brasil para falar sobre Estado, sociedade civil e historiografia ambiental. "Haverá 16 participantes nacionais e estrangeiros, de todas as nações dos Brics e vamos publicar um livro depois disso. A ideia é promover, daqui a dois anos, outro simpósio na Índia", completa. 
Sedrez lembra ainda o fato de o Rio de Janeiro ter se tornado um centro de história ambiental. "A questão ambiental se tornou importante para países em desenvolvimento, há muitos problemas que se tornaram comuns e que queremos discutir", comenta.
Ao mesmo tempo que buscam expandir suas economias, as nações do BRICS enfrentam o consequente custo ambiental, com implicações significativas para seus cidadãos. Exemplos disso são prováveis crises de recursos naturais, crescente poluição e problemas crônicos de saúde. 
Inscrições 
Para painéis de manhã e tarde dos dias 28 e 29 de agosto, será necessário fazer uma inscrição prévia. Os inscritos receberão um certificado de que assistiram ao simpósio e poderão participar dos espaços de debate contidos nos painéis. Para garantir a vaga, os interessados devem escrever para Bruno Capilé (brcapile@gmail.com) e Natascha Otoya (nataschaotoya@gmail.com). 
Programação 
Dia 27 de agosto
19h - Abertura Sala do Trono (sala 200) do prédio IH/IFCS, UFRJ – Presença dos representantes das instituições participantes: Manolo Florentino (Casa de Rui Barbosa), Magali Sá (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz), Monica Grin (Programa de Pós-graduação em História Social/UFRJ) e Christof Mauch (Rachel Carson Center).
20h30 - Encerramento do primeiro dia
Dia 28 de agosto
10h - Primeira Sessão - Historiografia
Brasil: "História Ambiental no Brasil: aventurando-se entre o novo e o velho" – Lise Sedrez e Eunice Nodari
Russia: "História Ambiental da Rússia" - Julia Lajus
Índia: "Escrevendo Histórias Ambientais do Sul Asiático na Época do Antropoceno" – Rohan D'Souza
China: "História Ambiental da China" - Hou Shen
12h10 - Almoço
13h30 - Segunda Sessão – Historiografia
Africa do Sul: "Os historiadores do leão - História ambiental no Sul da África."
Debate sobre historiografia.
15h20 - Terceira Sessão – Estado
África do Sul: "Estado, Apartheid e meio ambiente na África do Sul" – William Beinart
China: "O papel dos estados da China na proteção ambiental" - Mei Xueqin
Índia: "O estado na história ambiental da Índia" - Ravi Rajan
Rússia: "O Estado e a transformação da natureza na Rússia do século XX" - Paul Robert Josephson
17h30 - Encerramento do segundo dia
Dia 29 de agosto
10h - Primeira Sessão – Estado
Brasil: "Estado e meio ambiente no Brasil" – Regina Horta
Debate sobre Estado.
11h15 - Segunda Sessão – Sociedade Civil
Brasil: "Sociedade civil e meio ambiente no Brasil" – José Augusto Pádua
Índia: "Sociedades civis: diversidade cultural e ambiental na Índia" - Shiv Viswanathan
12h - Almoço
13h30 - Terceira Sessão – Sociedade Civil
China: "Sociedade civil e movimento ambientalista chinês: uma perspectiva histórica" - Fei Sheng
Russia: "Sociedade civil na história ambiental da Rússia contemporânea" – Nikolay Dronin
África do Sul: "Sociedade civil, raça e meio ambiente na África do Sul" – Farieda Khan
16h - Quarta Sessão – Sociedade Civil
Debate sobre Sociedade Civil.
17h - Plenária final
Moderadores: Ravi Rajan e Lise Sedrez
19h - Encerramento do Simpósio

Agressões ao meio ambiente vão pressionar aumento do investimento em saúde

Com a elevação da temperatura global, os investimentos em saúde também precisarão crescer. No Brasil, estudo mostra que, no fim do século, gastos do SUS com internações por dengue e leishmaniose podem aumentar 275% e 57%, respectivamente

Paloma Oliveto - Correio Braziliense
Publicação: 25/08/2014 06:00 Atualização: 25/08/2014 09:51

Pacientes atendidos no Rio durante surto de dengue em 2008: internações também causam prejuízo na renda familiar, devido ao afastamento do trabalho (Bruno Domingos/Reuters)
Pacientes atendidos no Rio durante surto de dengue em 2008: internações também causam prejuízo na renda familiar, devido ao afastamento do trabalho
Há muito tempo cientistas e ambientalistas avisam: o planeta vai cobrar caro pelas agressões sofridas. E sobrará para todos, poluidores ou não. Mais vulneráveis aos impactos das mudanças de temperatura e precipitações, países que pouco ou nada contribuíram para a liberação de gases do efeito estufa na atmosfera poderão pagar tanto ou ainda mais que os grandes emissores. Embora não seja fácil fazer os cálculos, estudos econômicos preveem que os gastos com as consequências das mudanças climáticas provoquem, nos cofres públicos, um rombo maior do que o provocado na camada de ozônio.

Os impactos econômicos vão variar regionalmente, mas projeções do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas indicam que, em média, as perdas globais com um aumento de 4°C na temperatura abocanharão entre 1% e 5% do Produto Interno Bruto (PIB) das nações. Os cálculos consideram apenas as perdas, ficando de fora o que será necessário investir em políticas de adaptação e mitigação.


Na saúde, é ainda mais complicado estimar o custo das mudanças climáticas. “O público em geral e mesmo os formuladores de políticas geralmente não compreendem o que está por trás dos valores”, destaca o economista desenvolvimentista Guy Hutton, do Banco Mundial, no artigo “A economia da saúde e das mudanças climáticas: evidências-chave para tomada de decisões”. O especialista salienta que não há um padrão metodológico — enquanto alguns estudiosos se concentram nos custos diretos, como gastos com hospitalização, internação e medicamentos, outros se dedicam às perdas com seguro-saúde e aposentadorias precoces, por exemplo.

No Brasil, um estudo inédito da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, mensurou os impactos que duas importantes doenças no país — a dengue e a leishmaniose — terão sobre a saúde, tanto do ponto de vista do tratamento quanto da perda de renda familiar. Em sua tese de doutorado, o economista Chrystian Soares Mendes concluiu que, no fim do século, os custos anuais das internações por dengue vão crescer 275%, em relação a 1992-2002, no cenário climático mais pessimista. As hospitalizações por leishmaniose aumentarão 15%, com elevação de 57% no custo das internações. Juntos, os gastos com os pacientes das duas enfermidades ultrapassarão R$ 3,5 millhões por ano para o Sistema Único de Saúde (SUS). As perdas econômicas familiares também serão significativas: R$ 1,9 milhão anual, no caso da leishmaniose, e R$ 11 milhões em relação à dengue.

Incidências
Mendes conta que seu interesse em pesquisar o tema veio do fato de não ter encontrado, no país, trabalhos sobre as duas doenças com uma abordagem econômica. Natural de Montes Claros, o economista lembra que na cidade mineira está a maior incidência de leishmaniose visceral do estado. Essa é a forma mais grave do mal, que também se manifesta na versão cutânea ou tegumentar. Em ambos os casos, a transmissão é feita pelo mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis), que hospeda protozoários do gênero Leishmania. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada ano, 2 milhões de pessoas sejam infectadas.

O Brasil concentra 90% dos casos da América Latina, com 700 mil ocorrências registradas de 1979 a 2009, com 71,1% delas no Norte e no Nordeste. Nesse período, foram 5 mil óbitos — 62,9% no Nordeste e 9% no Norte. De acordo com Mendes, na última década, o perfil de distribuição geográfica das leishmanioses mudou, com a doença chegando ao Sul. Entre 1980 e 1999, houve apenas 10 casos confirmados na região, mas, entre 2000 e 2010, esse número passou para 119. Já a incidência da dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, aumentou 30 vezes nos últimos 50 anos em todo o mundo. Na América do Sul, entre 2001 e 2007, o Brasil foi responsável por 98,5% dos casos, que hoje se concentram particularmente nas regiões Sudeste (36,79%) e Nordeste (41,48%).

Para a tese de doutorado, o economista fez o levantamento junto ao SUS das internações por dengue e leishmanioses em todos os municípios brasileiros no período-base de 1992-2002, assim como os custos médios e a quantidade de dias de hospitalização. Ele também consultou informações do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para os cálculos de perda de renda. “Ao pegar o valor da renda média da população brasileira no período, que era de R$ 903,77, isso nos fornece uma média diária de R$ 30,12. Por exemplo, se a pessoa perdeu 10 dias de trabalho, ela teve uma perda de R$ 301,20 devido à doença. É uma conta simples, mas que nos fornece a perda por conta da internação”, explica.

Os quadros mostram o número e o percentual de internações previstas para 2070 - 2099, comparado à média anual registrada entre 1992 e 2002, considerando-se as alterações nos padrões de temperatura e precipitação. Também há estimativa de perda de renda média e custos do governos com as hospitalizações. Os modelos se baseiam em dois cenários futuros: A1B, de baixas emissões, e A2, de altas emissões
Os quadros mostram o número e o percentual de internações previstas para 2070 - 2099, comparado à média anual registrada entre 1992 e 2002, considerando-se as alterações nos padrões de temperatura e precipitação. Também há estimativa de perda de renda média e custos do governos com as hospitalizações. Os modelos se baseiam em dois cenários futuros: A1B, de baixas emissões, e A2, de altas emissões

Variáveis
Em seguida, o economista fez a previsão do número de internações por leishmanioses e dengue nos períodos de 2010-2039, 2040-2069 e 2070-2199 com base em dois cenários climáticos elaborados pelo IPCC: o A1B e A2, que estimam aumentos de temperatura de 2,8°C e 3,4°C até o fim do século, respectivamente. A partir daí, Mendes utilizou equações para simular a incidência das doenças no futuro, associadas à variação da temperatura, do padrão de precipitações e das duas variáveis juntas. “As estimativas indicaram que haverá uma elevação drástica tanto das leishmanioses como da dengue em todas as regiões do país”, conta.

Enquanto a umidade influenciou mais a proliferação da leishmaniose do que a temperatura, com aumento 15% e 13% nas hospitalizações (cenários A2 e A1B, respectivamente), as duas variáveis tiveram forte impacto sobre a dengue. O conjunto será responsável por uma elevação de mais de 19 mil internações pela enfermidade no fim do século, uma variação de 200% em relação ao período-base do estudo. Rondônia, Pará, Amazonas, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul serão os estados mais atingidos. No já árido Centro-Oeste, ocorrerá o contrário, com redução das hospitalizações tanto para leishmaniose quanto para dengue.

Em termos econômicos, o aumento do número de internações por leishmaniose no país levar a perdas de renda familiar de mais de R$ 1,9 milhão por ano no total. Os custos anuais do governo também vão crescer, passando de R$ 85 mil entre 2010-2039 para R$ 120 mil de 2070-2099, no cenário A1B. O outro modelo, A2, tem impacto R$ 10 mil maior no último período. “A dengue, por sua vez, registrou uma elevação ainda mais intensa que a leishmaniose, pois, em algumas regiões, as perdas de renda média totalizarão mais de R$ 11 milhões até o fim do século pelo cenánio A2, o mais pessimista para esse período”, conta o economista.

Peso
Quanto às internações, o peso no SUS passará de R$ 800 mil (2010-2039) para R$ 3 milhões (2070-2099) no cenário menos pessimista. Pelo modelo A2, no fim do século, as hospitalizações de pacientes com dengue consumirão R$ 3,8 milhões anuais. Gastos com medicamentos também devem ser levados em conta, observa o autor do estudo. Para leishmaniose, o tratamento padrão chega a custar US$ 2.190 por paciente. Como os remédios são fornecidos pelo governo, será uma conta a mais para os cofres públicos quitarem.

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde afirmou que “os efeitos sobre a saúde humana podem comprometer seriamente os resultados já obtidos na saúde pública”. “Vale ressaltar que as vulnerabilidades geográficas, sociais e econômicas da população, bem como as de infraestrutura e ambiental, influenciam nos efeitos da mudança do clima e na capacidade de resposta do SUS. Assim, uma análise multidisciplinar e a integração das políticas públicas sociais e econômicas e da sociedade são essenciais para a obtenção de resultados efetivos”, conclui a nota.

Fonte:http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2014/08/25/interna_tecnologia,561962/agressoes-ao-meio-ambiente-vao-pressionar-aumento-do-investimento-em-saude.shtml

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

POSSÍVEL FIM DA ONG MEAM.

Após reunião do ex-presidente da ONG MEAM, Genilson de Souza Cabral e a atual presidente, Lussimar Therezinha Assumpção, ambos entraram em acordo de um possível fim da entidade ONG MEAM de CNPJ. Nº 07.693.051/0001-95, UTILIDADE PÚBLICA MUNICIPAL Nº 1092/2006 e UTILIDADE PÚBLICA ESTADUAL Nº 5475/2009, que já existe há oito anos e nove meses. A entidade poderia ter novos diretores, mas no momento, diante de vários acontecimentos já previstos antes por muitos de seus associados, a entidade se encontra em divergência de idéias além de dificuldades financeiras.
Muitos fatos na área ambiental estão ocorrendo no mundo em detrimento a falta de informação, algo que a ONG MEAM já abordava com veemência em palestras e reuniões, desde sua criação! Entretanto, com muito pesar, pode ser que o fim desta entidade seja definitivo. 
Enfim resta aguardar pelo resultado disso tudo! Até porque, tudo tem um fim um dia, do nosso planeta...até a ONG MEAM!

Genilson de Souza Cabral
Ex-presidente da ONG MEAM.
contatos: ongmeam@ig.com.br
ongmeam@gmail.com.

Lucas Lucco Momozim - Clipe Oficial - HD

domingo, 27 de julho de 2014

ALERTA DO ESPAÇO

Terra pode sofrer um fenômeno solar perigoso em 2024

Segundo a Nasa, a 'tempestade solar perfeita' pode provocar apagões de energia generalizados e danificar tudo que esteja ligado na tomada

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A tempestade solar poderá atingir a Terra em 10 anos (Reprodução/Nasa)

De acordo com um estudo feito pela Universidade do Colorado, em parceria com a Nasa, há 12% de chance de que em 10 anos uma nuvem procedente de uma tempestade solar extrema possa alcançar em cheio a Terra. Esse mesmo fenômeno ocorreu há dois anos, no dia 23 de julho de 2012, mas não atingiu o planeta.
“Se tivesse nos atingido, ainda estaríamos catando os pedaços”, afirma Daniel Baker, coautor da investigação publicada na revista Clima Espacial. Baker descreveu em seu artigo como a poderosa ejeção de massa coronal (grandes erupções de gás ionizado a alta temperatura, provenientes da coroa solar) atravessou a órbita da Terra em 2012. Felizmente, devido à órbita terrestre, o planeta  não estava ali no momento e a nuvem golpeou a nave espacial Stereo. “Se a erupção tivesse ocorrido apenas uma semana antes, a Terra teria sido atingida”, diz Baker.
Mas o que é uma tempestade solar extrema? Elas começam com um estrondo ou explosão solar no dossel magnético das manchas solares. Assim, os raios-X e radiação ultravioleta em grau extremo atingem a Terra à velocidade da luz, ionizando as camadas superiores da atmosfera. O fenômeno provoca falhas no GPS e apagões de rádio.
Depois disso, surgem as partículas energéticas que poderão eletrificar os satélites, danificando seus componentes eletrônicos. Em seguida, a ejeção de massa coronal, com nuvens de um bilhão de toneladas de plasma magnetizado, “poderia provocar apagões de energia generalizados, desconectando tudo que estiver ligado na tomada”, informou a Nasa.
“A princípio me surpreendeu bastante o fato das possibilidades serem tão altas, mas as estatísticas parecem estar corretas”, esclarece Pete Riley, físico de Predictive Science.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Truticultores de Nova Friburgo recebem assistência da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio

Ações como novas técnicas de manejo e caminhões para escoamento podem dobrar produção de truta na cidade que hoje é a maior do Estado

  • Nova Friburgo é o maior produtor de truta do estado-Foto: Divulgação
Uma boa notícia para os criadores de truta de Nova Friburgo. Ações voltadas para a produção do peixe na cidade visam o suporte aos criadores com frentes que ajudem a suprir a demanda gerada no município. Nova Friburgo se consolidou como capital da truta por estar em primeiro lugar na produção do peixe em todo o Estado do Rio de Janeiro. Produzida em águas limpas e correntes, a truta é um peixe exigente, que só sobrevive em temperaturas entre 10ºC e 19ºC. Rica em Ômega 3, além de muito saborosa, se tornou prato obrigatório nos restaurantes e pousadas do município.
Além de cursos, palestras, orientações e assistência em geral, há novidades como técnicas de manejo, um caminhão para o transporte de peixe vivo (incluindo alevinos, os filhotes de peixe) e um outro frigorífico para o escoamento de peixe abatido, ambos com capacidade de até 1 tonelada. Todas essas ações visam atender as dez truticulturas cadastradas no município que atualmente tem uma produção mensal de 3 toneladas e trabalham para dobrar este número em um ano. Segundo o biólogo Marcelo Britto (da equipe do escritório regional da Fiperj na Região Serrana, com sede em Friburgo e servindo a outros seis municípios), a cidade tem todas as condições para aumentar a produção. ''Por ser um peixe característico de água limpa e fria, a truta vem se adaptando muito bem às condições climáticas de Friburgo. E a produção pode ser dobrada porque as truticulturas daqui operam abaixo da capacidade máxima, mas a maioria tem alto potencial para o cultivo. A expectativa para 2015 é de que o município dobre sua produção mensal'' - adianta Marcelo Britto, que atua na Fiperj como extensionista, profissional que leva assistência na ponta, em contato direto com o produtor.
Até o início do ano, a Fiperj contava apenas com a unidade de Cordeiro para dar assistência aos produtores de toda a Região Serrana que, em março, ganhou o escritório com sede em Nova Friburgo para atender também os municípios de Bom Jardim, Duas Barras, Sumidouro, Teresópolis, Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto. As demais cidades serranas continuam sendo assistidas por Cordeiro, que agora abriga uma unidade específica para a produção de peixes.
Fonte: http://www.novafriburgoagora.com.br/noticia-detalhes/truticultores-de-nova-friburgo-recebem-assist-ncia-da-funda-o-instituto-de-pesca-do-estado-do-rio-250.html