segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A voz do Presidente da ONG MEAM.

Primeiramente eu quero agradecer a Deus, depois a minha família, que entendeu que a minha vida faz parte de tudo isso, que hoje estamos comemorando, que é o quarto ano da ONG MEAM em São Fidélis.
As minhas palavras de nada servem se não forem ditas com sinceridade, franqueza e coragem!
Na verdade não são apenas palavras, podem acreditar! São sentimentos vindos do meu coração.
Ha algum tempo atrás, quando perseguia meus sonhos, queria saber o que eu seria no futuro, ainda jovem observava que todo mundo alcançava algum lugar, outros paravam no meio do caminho. Mas para mim ainda era uma incógnita, pois era muito jovem.
Estudei um pouco e fui ser funcionário publico! Ainda insatisfeito, constitui família e fiz um filho! Mas a minha vida ainda estava incompleta, faltava algo mais e não eram bens materiais! Então comecei a procurar o que me faltava fazer, pedi a Deus que me mostrasse então à resposta: Quando ainda criança, eu pedia sabedoria e conhecimento, eu queria fazer algo, cometendo poucos erros em minha vida, então me lembrei que sempre dizia que se um dia eu tivesse alguma coisa eu saberia dividir com quem precisasse. Mas o quê?
O tempo agora me diz que já que eu não tenho nada, tenho pelo menos que lutar para garantir o que é de todos.
Com um pouco de sensibilidade, percebi que o nosso futuro esta comprometido, porque os dias se passam e ninguém atenta para o que está acontecendo. Todos os dias ha no noticiário alguma informação de que causas naturais teriam acabado com os sonhos de alguém, que determinada poluição havia aniquilado uma comunidade, que algum sistema havia sido redescoberto, ou destruído, que a agricultura investe em transgênicos, que os seres humanos agora seriam vitimas de radiações e que sofrerão mutabilidades, todos, vitimas de radiações provenientes do enriquecimento de Urânio. Enquanto na nossa terra nossos rios são poluídos por empresas, nossos peixes dizimados por catástrofes, nossa agricultura empesteadas de agrotóxicos, que nos matam mais do que aos insetos e bactérias. Então olhei e vi, que aquela tal sensibilidade, não era apenas eu quem a sinto, pois ao redor do mundo muita coisa acontece, e aos nossos olhos que são néscios, não enxergam, fugiu a sensibilidade e a percepção do que estamos sendo atores em um cenário de grande degradação.
Não quis e nem devo ser juiz, pois os réus são também vitimas, mas, sobretudo ativos de uma condenação de uma juventude inocente, que herdarão destes cegos antecedentes, sofrimento e pobreza, pois onde houver dinheiro ainda assim haverá tristeza. Não se pode comprar a natureza, pode se amortecer as calamidades, não se pode mudar o rumo das ações climáticas, apenas amenizar seu impacto.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Quarto aniversário da ONG MEAM.

A ONG MEAM convida a todos para comparecer ao seu 4º aniversário, onde haverá uma comemoração ao som do grupo de pagode: " Jeito de Bamba", a partir das 18:00 horas, no CEACASTE, Centro de Educação Ambiental, Cultural, Artistico, Social, Turistico e Esportivo da ONG MEAM, localizada na Rua Cicinio Faria nº 356, Bairro São Vicente de Paulo, São Fidélis - RJ.

Venham comemorar conosco.

Genilson de Souza Cabral nº 006

Presidente da ONG MEAM.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

OS ACONTECIMENTOS DA ONG MEAM.

Nestes últimos dias a ONG MEAM, através de sua Delegacia no Bairro São Vicente de Paulo, o CEACASTE da ONG MEAM, Centro de Educação Ambiental, Cultural, Artístico, Social, Turístico e Esportivo da ONG MEAM, tem participado e realizado vários eventos, ainda no dia da árvore, realizou uma interação com as crianças do Colégio Francisco Hilarião, com a ação do presidente com as crianças. Nos dias que se sucederam, foi realizada uma festa para as crianças, onde houve cortes de cabelo pelo cabeleireiro: Irineu, foi realizada entrega de alguns brinquedos graças a Kátia Cilene, foi realizado a entrega de doces, graças a Vanderlei, foi realizada a entrega de pipocas, graças a Lulu Assumpção, refrigerantes, graças ao Leco, ao Chalé e a Distribuidora Nascimento. Foi planejada e executada a festa pelo presidente Genilson e o senhor Carlos Alberto (Bebeto), onde houve uma peça teatral, graças a Geraldo Chocolate e o senhor José Moreira o Palhaço Chefe da Peça: “Gaguinho faz de Conta”, que levou as crianças à loucura. Mas o principal foram as crianças do São Vicente de Paulo, que iluminaram o dia juntamente com seus pais. Porém, o que as crianças gostam muito não pôde haver, que é a apresentação de capoeira, com o professor fumaça.
A nossa organização tem participado assiduamente do desenvolvimento da cidade, onde o presidente faz parte do Conselho Municipal de Meio Ambiente, e, a vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura. Também, vem aconselhando e participando do Conselho de Desenvolvimento Rural do Município.
O CEACASTE funciona porque tem uma parceria com: Bigode Veículos, Denisa Móveis, Global Serviço Técnico, Igreja Segunda Chance, OPSOM e Associação Comercial e Agrícola de São Fidélis-RJ. Seus projetos são realizados por voluntários que desejam fazer a diferença, com o intuito único e exclusivamente de ter a satisfação do dever cumprido.
Não param por aí as ações da ONG, existem várias palestras e cursos sendo ministrados pela ONG MEAM. Um exemplo são as palestras ministradas com o intuito de conservar e preservar a saúde e o meio ambiente, onde a população purezense, participa assiduamente de cursos da FIRJAN, onde os professores Robson de Lemos Fernandes e a Ana Lucia P. Lopes, se inclinam em alfabetizar e abrir novos caminhos para aquela comunidade, levando a eles novas perspectivas, realidades e sonhos. Enfim, também no Centro de Educação Ambiental, Cultural, Artístico, Social, Turístico e Esportivo da ONG MEAM de São Fidélis e Região, também realiza aulas de reforço para crianças, palestras pela ONG e cursos de formação e qualificação pelo SESI, através da professora Kátia Cilene Dias dos Santos.

Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Estudo da ABETRE e da FGV detalha aspectos econômicos e financeiros da implantação e operação de aterros sanitários

Sex, 18/Set/2009 09:32 Lixo e Reciclagem
O trabalho fornece estrutura analítica para modelagem de custos dos empreendimentosAs etapas de encerramento e pós-encerramento de aterros sanitários, que duram 20 anos ou mais e representam de 7% a 8% dos custos totais do empreendimento, costumam ser subestimadas e até desconsideradas nos orçamentos públicos, o que distorce a apuração dos custos dos serviços e pode levar à insuficiência de verbas para assegurar operações minimamente adequadas no futuro. Além disso, os aterros sanitários de pequeno porte são menos econômicos que os de médio e grande porte. Perdem em economia de escala, por isso têm custos maiores e viabilidade reduzida. Os aterros de médio e grande porte conseguem ter preço de equilíbrio 50% inferior aos de pequeno porte. Estas são algumas das conclusões do estudo “Aspectos Econômicos e Financeiros da Implantação e Operação de Aterros Sanitários” desenvolvido pela Abetre – Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos em parceria com a FGV – Fundação Getúlio Vargas. O estudo foi elaborado com uma visão de empreendimento privado e com o objetivo de elaborar uma modelagem econômico-financeira abrangendo todas as etapas da vida de um aterro sanitário – da pré-implantação, implantação e operação ao encerramento e pós-encerramento – e de aferir o preço médio de equilíbrio por tonelada que assegure a viabilidade do negócio e a taxa de retorno aos acionistas no caso dos aterros privados. “O poder público também precisa adotar essa visão de mais longo prazo. Os aterros sanitários têm um ciclo de vida superior a 40 anos, portanto é preciso pensar no futuro do empreendimento após seu encerramento. É essencial assegurar recursos suficientes para cobrir todos as etapas do projeto, que começam nos estudos e investimentos no terreno, passam pelas obras de construção, atividades de operação, e não finalizam com o fechamento do aterro”, afirma o diretor presidente da Abetre, Diógenes Del Bel.Segundo Del Bel, é preciso também considerar no plano de negócios um longo período sem receitas, onde existem gastos com monitoramento ambiental e geotécnico, tratamento de percolados e gases, manutenção das instalações e segurança da área. Esses aspectos muitas vezes não são incluídos nos planos e orçamentos do Setor Público. “Nossa intenção é dar subsídios para que profissionais, pesquisadores e demais interessados pela área de resíduos sólidos formem uma visão correta dos custos envolvidos nas várias etapas de engenharia de um aterro sanitário.”O estudo considerou três portes de aterro, segundo a capacidade de recebimento por dia: pequeno porte (100 t/dia), médio porte (800 t/dia) e grande porte (2.000 t/dia). Foram modelados pela ABETRE segundo premissas de engenharia e orçados com base em referências práticas do setor e custos unitários de publicações especializadas. A partir dessa modelagem a FGV fez uso de conceitos fundamentais de Engenharia Econômica e Análise de Projetos de Investimento, como payback - tempo de recuperação do investimento, taxa interna de retorno (TIR) e valor presente líquido, para calcular a receita média de equilíbrio dos empreendimentos. As etapas de pré-implantação e de implantação compreendem estudos, projetos, licenciamento, compra do terreno e construção de todas as instalações, e representam de 4% a 6% do custo total. O terreno, embora seja menos de 1% do custo total, representa de 10% a 15% do investimento inicial, podendo chegar a 30% ou 40% se a localização for em áreas mais valorizadas. Por isso tem grande impacto no custo financeiro. “Os empreendimentos públicos não consideram o valor do terreno na formação do custo. Isso distorce a avaliação por não considerar a utilização de um bem público. Já as empresas privadas têm que considerar a perda do valor patrimonial desse ativo, pois o terreno não pode ser usado para outros fins e perde seu valor de mercado”, destaca Del Bel.A etapa de operação é a mais complexa e representa o maior custo, em torno de 87%. Sua parcela mais pesada, da ordem de 59%, refere-se à preparação de células e ao processo de espalhar, compactar e cobrir os resíduos, construindo ao mesmo tempo drenagens para percolados, gases e águas superficiais. O tratamento de percolados (chorume), necessário durante toda a vida do aterro, representa mais de 15% do custo total. As despesas de administração e manutenção são da ordem de 12%.Adotar um planejamento de longo prazo, que contemple todas as etapas do ciclo de vida do empreendimento, possibilita uma avaliação econômico-financeira realista, que assegure recursos para a operação futura. "Esse período após o encerramento , no qual o aterro não gera receita, também precisa de cuidado e atenção constante para evitar riscos à saúde pública e ao meio ambiente", alerta Del Bel.As empresas privadas de aterros sanitários também enfrentam uma certa "injustiça fiscal". Devido às peculiaridades do negócio, os custos relativos à aquisição do terreno e às etapas de encerramento e pós-encerramento acabam não sendo deduzidos do lucro. Assim, como mostra o estudo, o Imposto de Renda e a CSLL - Contribuição Social sobre Lucro Líquido incidem sobre um lucro tributável maior do que o lucro real, e os impostos pagos a mais não são recuperáveis.Abaixo, as estimativas de valores para as cinco etapas do ciclo dos aterros sanitários em três portes, correspondendo aos 42 anos do ciclo de vida:Sobre a ABETREA Abetre – Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos é a entidade de classe que representa as empresas especializadas em tecnologias de proteção ambiental em resíduos sólidos, tais como disposição em aterro, co-processamento, incineração e outros tratamentos térmicos ou biológicos.Fundada em 1997, congrega as principais empresas do setor de tratamento, representando 82% do segmento de resíduos industriais e 50% do segmento de resíduos urbanos. Suas 16 associadas administram 38 unidades operacionais, atendem 6.200 clientes e mantêm mais de 7 mil empregos diretos. Com instalações e operações devidamente licenciadas pelos órgãos ambientais, todas têm sua atuação pautada pelo estrito cumprimento da legislação e pelas práticas ambientalmente mais adequadas.Fonte:
Marcio De Meo

Empresários verdes

Sex, 18/Set/2009 09:35 Meio ambiente empresarial
Wanderlei Ferreira, é sócio da Terco Grant Thornton, auditoria e consultoria.
Se, até poucos anos atrás, os empresários do mundo, em especial os do Brasil, pouco se importavam com o meio ambiente, agora temos sinais claros de que essa mentalidade está mudando. O International Business Report 2009, pesquisa anual feita pela Grant Thornton International, com 7.200 empresas privadas de capital fechado (ou privately held businesses, PHBs) de 36 países, inclusive o Brasil, mostra que pelo menos 51% do total das companhias estão dispostas a abrir mão de parte dos seus lucros para proteger o meio ambiente.
É uma grande mudança de paradigma. Entre os brasileiros, o índice de empresários dispostos a perder parte da rentabilidade em prol da sustentabilidade é um pouco menor do que a média mundial, chegando a 43%. Mas é um número bem alto, se comparado ao que se via no passado, inclusive em anos mais recentes. Percebe-se claramente que a adoção de práticas verdes e de produção limpa vem norteando o planejamento estratégico de um número cada vez maior de empresas, de todos os tamanhos e setores.
Esse processo de evolução da sociedade com relação ao meio ambiente mostra, principalmente, que o meio empresarial está percebendo que o consumidor está cada vez mais preocupado com as questões ligadas à sustentabilidade e está mais exigente também. A tendência é que a pressão dos consumidores aumente nos próximos anos, levando o setor produtivo a mudar de atitude, nem que seja apenas para a preservação do próprio negócio. De qualquer forma, quem sai g anhando é o meio ambiente. Há mais um dado que merece ser destacado nesta análise. E
sses empresários perceberam que, se não cuidarem da sustentabilidade, no futuro itens como matéria-prima e água poderão ficar cada vez mais caros e escassos, elevando os custos e, consequentemente, diminuindo a rentabilidade e a produção. A pesquisa da Grant Thornton International mostra também que, entre todos os empresários ouvidos na América Latina, 56% garantem que adotariam práticas ambientalmente corretas. Já 37% preferem manter a rentabilidade. O Chile é o país com maior preocupação ambiental (89%) , seguido da Argentina (80%) e do México (60%). A região da Ásia Oriental concentra o maior número de empresários dispostos a defender o meio ambiente (61%).
Em uma outra pergunta da pesquisa, à qual os empresários deveriam responder se consideravam que a comunidade empresarial do seu país se preocupa ou não com o meio ambiente, foi feita uma média entre as respostas positivas e as negativas. A média mundial foi de 30%. Entre os brasileiros, esse número foi de 34%. Isso demonstra, mais uma vez, que o executivo brasileiro se importa cada vez mais com a sustentabilidade, com as práticas verdes. Na Argentina, no entanto, os números não são bons, pois foi o país onde essa percepçã ;o foi mais negativa – o índice final ficou em -34%. É interessante notar que nos países onde a percepção com a preocupação ambiental foi baixa, como no caso da Argentina, Turquia, Grécia e China, os empresários estão mais dispostos a abrir mão do lucro para melhorar o meio ambiente.
A pesquisa deixa claro que o lucro não é, obviamente, o único fator que conduz as práticas empresariais. Além da ética e da preocupação social do emprego, agora também chama a atenção o meio ambiente. Restará às empresas que ainda não atentaram a esse grande assunto rever seus planejamentos e inserirem-se no conceito de entidades que respeitam o meio ambiente. Sem dúvida, esse ser& aacute; um dos fatores importantes no sucesso dessas organizações.

Dia da Árvore no Condominio Edificio São Sebastião, realizado por um dos militantes da ONG MEAM, o Dr. Amalry de São Fidélis-RJ.


sábado, 26 de setembro de 2009

Rios e canais são destino de quase metade do lixo da Baixada Fluminense, mostra pesquisa


Nielmar de Oliveira
Rio de Janeiro - Uma pesquisa socioambiental da Secretaria do Ambiente no âmbito do Projeto de Limpeza do Rio Pavuna-Meriti, que corta a Baixada Fluminense, constatou que 45,83% dos moradores da região, ouvidos pelos entrevistadores, admitiram que os rios e canais que cortam a área são o destino do esgoto doméstico e que apenas 16,42% dos moradores jogam o lixo em locais apropriados. O estudo também revelou uma curiosidade: em meio ao lixo, carcaças de veículos e pneus, até mesmo jacarés já foram vistos pelos moradores no Rio Pavuna-Meriti.Para traçar um perfil dos moradores e das comunidades a fim de intensificar ações estratégicas de educação ambiental, 38 agentes aplicaram mais de dois mil questionários socioambientais à comunidade às margens do Rio Pavuna-Meriti, entre novembro de 2008 e abril de 2009.O levantamento foi divulgado na última sexta-feira (18) pela Secretaria do Ambiente, na presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.“Iniciativas como essa tem a importância de diminuir o lixo jogados nos rios, a agressão ao meio ambiente, implementar problemas de reflorestamento e envolver a criançada transformando a escola em um centro de reciclagem. Vamos ver se a gente planta a semente de uma sociedade com menos desperdício e menos poluição e, ao mesmo tempo, mais fraterna.”Durante a divulgação da pesquisa, a Secretaria do Ambiente do entregou, em São João de Meriti, certificados aos 38 agentes ambientais que participaram de pesquisa. Iniciado em novembro do ano passado, o projeto abrangeu os municípios de Nilópolis, Duque de Caxias e São João de Meriti e já retirou 4.387 toneladas de lixo entre novembro de 2008 e abril de 2009 das margens e do Rio Pavuna-Meriti.O Rio Pavuna-Meriti tem 20 quilômetros (km) de extensão, estendendo-se desde o Campo de Gericinó, passando por Nilópolis, São João de Meriti e Duque de Caxias até desembocar na Baía de Guanabara. Ao longo do seu trajeto, recebe carga de efluentes domésticos e industriais, além de muitos resíduos sólidos, desde sacolas de lixo atiradas pela população ribeirinha até sofás, geladeiras e carcaças de carro.Fonte: Agência Brasil.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ecologizar as Políticas públicas

Sex, 04/Set/2009 16:56 Maurício Andrés Ribeiro
Maurício Andrés Ribeiro - Autor de Ecologizar, de Tesouros da Índia para a civilização sustentável e de Ecologizando a cidade e o planeta http://www.ecologizar.com.br/ /
mandrib@uol.com.br
Ecologizar as políticas públicas é aplicar os conhecimentos das ciências ecológicas e a sabedoria da consciência ecológica a cada uma delas.
A Agenda 21, elaborada durante a Rio-92 é um documento de planejamento estratégico e participativo. É uma referência básica para a ecologização dos governos que alinha e imanta, induz e condiciona o rumo geral de cada política. Numa federação, tal processo precisa ocorrer na esfera federal, dos estados e dos municípios. Esferas mais abrangentes induzem o comportamento das demais. Assim, leis de ICMS ecológico aprovadas em alguns estados impulsionaram a priorização de pautas ecológicas nos municípios. Supranacionalmente isso também se aplica, quando estados nacionais pactuam e se comprometem a cumprirem metas: isso ocorre, por exemplo, com relação ao estado ecológico das águas na União Européia, que dispõe de uma diretiva-quadro abrangente sobre o tema, com metas definidas; ou com os protocolos internacionais fixam metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa.No âmbito do executivo federal, a ecologização das políticas econômicas – creditícia fiscal e tributária, de investimentos, monetária, de preços – tem poderoso papel indutor. Algumas formas de alinhar economia e ecologia são as resoluções do Conselho Monetário Nacional que limitem crédito para empreendedores antiecológicos; limitações aos bancos públicos para investirem em empresas ecologicamente destrutivas; reforma tributária ecológica, que onere o uso de recursos naturais e desonere o trabalho. Em todas as esferas, os conselhos de desenvolvimento econômico e social precisam ser ecologizados.O poder legislativo tem papel estratégico, ao aprovar legislação com conteúdo ecológico. A legislação – a constituição, leis, normas, decretos, portarias e resoluções- tem forte papel indutor. Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente têm papel indutor, como aquelas que fixaram metas para redução do teor de enxofre no óleo diesel usado em veículos automotores que circulam no Brasil, o que tem levado a gradual melhoria na qualidade do ar e redução de impactos sobre a saúde.Ecologizar as políticas públicas de energia, transportes, turismo, indústria, agricultura, de obras públicas, resulta na redução dos impactos causados pela implantação de infraestruturas, com a consciência dos limites ecológicos e da capacidade de suporte dos ecossistemas. Há múltiplas possibilidades para se ecologizarem as políticas sociais de responsabilidade dos governos, nas áreas de segurança, saúde, educação, moradia e habitação. A ecologização da política de segurança confere atenção a novos perigos que ameaçam a vida humana, tais como os eventos críticos decorrentes de mudanças climáticas. Secas, enchentes, deslizamentos de terras provocam danos sociais e econômicos e a ocorrência de refugiados ambientais. A redefinição do conceito de segurança, desmilitarizando-o e ecologizando-o, libera recursos humanos e financeiros do armamentismo, voltando-os para responder a novas prioridades. Aloca recursos para prevenir ou combater os riscos ambientais, pois a paz, o meio ambiente e o desarmamento representam aspectos complementares da mesma questão crucial. A justiça ambiental é um dos resultados da política ambiental, já que os mais pobres, menos informados e com menor poder político, marginalizados e excluídos são os mais penalizados pelas más condições ambientais. Prover meio ambiente de qualidade tem componente de justiça social.A segurança alimentar precisa ser tratada pela ótica da ecologia energética, cadeias alimentares e perdas de energia de um nível trófico para outro. A adoção de hábitos de consumo ecologicamente responsáveis e sustentáveis contribui para a segurança alimentar. Ecologizar a abordagem da segurança alimentar pode induzir a adoção de dietas que maximizem o acesso dos indivíduos ao alimento com a menor pressão sobre a terra, a água, os insumos e com as menores perdas energéticas.A adoção de políticas públicas integradas facilita a sua ecologização. Assim, por exemplo, o tema da saúde ambiental valoriza seu aspecto preventivo, cuidando para que o ambiente sadio reduza o risco das pessoas adoecerem. Para que se ecologizem as políticas públicas, é necessário que a autoridade máxima dê o tom – o presidente, o governador, o prefeito; que o compromisso com esse alinhamento não fique apenas a cargo da área ambiental dos governos – ministério ou secretarias de meio ambiente – órgãos que freqüentemente atuam na contramão de pressões e de correntes dominantes. A área ambiental, ao usar os instrumentos de controle de que dispõe, também pode pressionar pela ecologização dos demais setores dos governos, especialmente aqueles que fomentam e constroem. Cada setor, proativamente e guiado por sua própria consciência ecológica, pode se antecipar e adotar padrões de atuação que internalizem essa consciência em suas ações, sem necessidade de fiscalização ou de controle externo, de fora para dentro ou de cima para baixo. A formação de núcleos ecológicos em cada organismo governamental, em cada setor, para monitorar e auditar internamente suas ações, pode ser forma de internalizar a consciência e as práticas ecologizadas nas instituições que cuidam das várias políticas públicas.Concursos públicos, editais de contratação precisam incorporar cláusulas relacionadas ao conhecimento sobre as várias ecologias. Assim, por exemplo, nos editais para a concessão de serviços de transporte em áreas urbanas, é ambientalmente benéfica cláusula que especifique que o combustível a ser usado tenha baixo teor de enxofre. Uma cultura organizacional ecológica nos diversos setores da administração tende a reduzir desperdícios, usar de modo frugal os recursos do contribuinte e reduzir a pressão sobre a capacidade de suporte do ambiente. A Agenda Ambiental na Administração Pública – A3P – é um programa com esse tipo de postura. Processos participativos em conselhos e conferências submetem as políticas públicas ao crivo dos controles socioambientais.Para ecologizar as políticas públicas, é fundamental a ecoalfabetização dos gestores públicos. Merecem forte investimento as escolas de governo e de administração, pois da ciência e consciência ecológica de gestores públicos emanam decisões ecologicamente responsáveis (ou irresponsáveis). É relevante promover a eco ação, movida por interesse público e coletivo e por valores humanos mais elevados do que a ego ação, movida por interesses particularistas. A aplicação dos princípios da ecologia pessoal e transpessoal impulsiona a ecologização das políticas públicas.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A NOSSA ONG MEAM DE SÃO FIDÉLIS-RJ.

Na nossa cidade de São Fidélis existe uma organização não governamental muito atuante, onde realiza ações educativas em todos os parâmetros, da educação ambiental à educação informal escolar, como cursos preparatórios para concursos públicos, instruções de artesanatos e reciclagem, valorização pessoal, cultura e teatro. Além de ações sociais, com campanhas de atendimento ao próximo, através de doações e assistencialismo, onde há um advogado, o Dr. Getúlio, para atender todas as terças e quintas-feiras gratuitamente, das 08:00 horas às 12:00 horas.
Esta ONG tem demonstrado que todos podem e devem fazer a sua parte, valorizando o próximo, respeitando o meio ambiente, ensinando e aprendendo, doando e recebendo, somando e dividindo tarefas.
No dia 15 (quinze) de agosto, através da vice-presidente da ONG e presidente da Terra Viva Ecoturismo, Lussimar Therezinha Assumpção, juntamente com a prefeitura municipal de São Fidélis, Associação Comercial e Agrícola de São Fidélis, comerciantes locais, divulgados no dia do evento, como a Global Serviços Técnicos, Denisa Móveis, Bigode Veículos... foi realizada a IV Corrida de Barcos a Vela, onde compareceu pessoas de São João da Barra, Rio de Janeiro entre outros municípios. Os heróis foram os pescadores que concorreram, fenômenos como o Senhor: Dominguinhos que abrilhantaram o evento, pescador tradicional e histórico de São Fidélis-RJ. Esta ong é a ONG MEAM, que no dia 28 de julho, deu inicio a uma peça de teatro junto a comunidade de titulo: “Socorra-me”, que fala sobre segurança pública, lei Maria da Penha nº 11340/2006, lei de transito 9503/97, lei de tóxico 11343/2006, lei ambiental 9.605/98, Educação nas escolas, a falta de professores e a presença de Deus na vida.
No dia 08 (oito) de agosto, a ONG participou juntamente com um dos seus parceiros a Global Serviços Técnicos de um sorteio para os país fidelenses, onde o presidente: Genilson de Souza Cabral, juntamente com o diretor da Empresa Global, Jairo Aquino, felicitaram os pais e deixaram a mensagem de preservação do meio ambiente para as futuras gerações que terão a oportunidade de serem pais também. Enfim no dia 28 de agosto, na sala do CEACASTE, Centro de Educação Ambiental, Cultural, Artístico, Social, Turístico e Esportivo da ONG MEAM, foi realizada uma palestra para as crianças sobre educação ambiental, ministrada pela senhora Riva Teixeira Pessanha, Pedagoga, Ambientalista e Sanitarista, onde as crianças ficaram impressionadas com tanta informação.
Não se pode deixar de informar ao povo, que ações como estas estão sendo realizadas, pois o objetivo destas são servir de exemplo para que outros também venham a seguir.
Faça você também a sua parte, se oriente e conscientize alguém, será muito gratificante e seus descendentes agradecerão.

Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM.

Ensino e as ciências biológicas: a necessidade da parasitologia nas escolas

Pedagoga, Ambientalista e Sanitarista, Riva Teixeira Pessanha lança seu livro: "Ensino e as ciências biológicas: a necessidade da parasitologia nas escolas". Um estudo de casos. Neste livro são abordados situações do nosso dia a dia e que não estamos atentos. São fatos simples que as escolas podem estar preparadas para auxiliar os alunos e demonstrar as soluções de forma simples e equivalente.
Genilson de Souza Cabral nº 006Presidente da ONG MEAM.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Águas subterrâneas são principal fonte de água doce disponível no mundo

A maioria das pessoas não tem idéia do quanto a água para consumo humano é um bem escasso no mundo. Segundo a Associação Brasileira da Águas Subterrâneas (ABAS), somente 28 litros em cada 1 milhão de litros de água do planeta correspondem a água doce, ou 7 duzias de latinhas de cerveja em uma piscina olimpica de água. . Desse total, apenas 0,1 litro, (menos de meio copo) está disponível para consumo imediato, sob a forma de águas superficiais - rios, lagos, represas, açudes. Porém 6,17 litros (ou aproximadamente 17 latinhas de cerveja) encontram-se disponíveis sob a superfície da Terra: são as águas subterrâneas. Um manancial gigantesco de água doce no mundo, que apesar de invisíveis aos nossos olhos, estão presentes todos os dias em nossa vida. “Temos um produto de uso amplo por toda a população, mas que é do desconhecimento da maioria dela, afinal, todos bebemos água mineral”, comenta Everton de Oliveira, doutor em Hidrogeologia de Contaminação pela Universidade de Waterloo, no Canadá, e secretário executivo da ABAS. Exemplo disto é que só no Estado de São Paulo, 80% dos municípios são total ou parcialmente abastecidos por águas subterrâneas. O recurso natural atende a uma população de mais de 5,5 milhões habitantes. Dados que são pouco divulgados para a sociedade. Na maioria das cidades, no País e no mundo todo, o abastecimento público faz uso das águas subterrâneas. Diante de tal importância, este recurso natural necessita de atenção especial dos órgãos públicos e privados. Trabalhos de preservação, prevenção e recuperação de contaminações em aqüíferos são os únicos meios de garantir a conservação dos recursos hídricos subterrâneos e superficiais, já que eles também são retroalimentados por estas águas. “A água subterrânea tem uma importância muito grande dentro dos recursos hídricos e a prevenção à contaminação e a remediação de locais contaminados devem ser enfatizados”, comenta Oliveira. As interações ambientais e geológicas, que ocorrem debaixo de nossos pés, entre solo, rochas, águas subterrâneas e outros organismos, afetam diretamente o ambiente em que vivemos. Uma contaminação no solo interfere em todo o restante do meio ambiente: polui lençóis freáticos, rios, lagos, e, consequentemente, contamina vegetação e fauna. Na lista de áreas contaminadas, publicada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), atualizada até novembro de 2008, a maior fonte de contaminação são os postos de combustíveis. Já que entre as áreas contaminadas conhecidas, eles correspondem a 78% do número total de áreas contaminadas, seguidas das atividades industriais, responsáveis por 13% das contaminações. Já são 2514 áreas contaminadas conhecidas, incluindo o seu estágio de gerenciamento, em todo Estado. Os principais contaminantes encontrados são benzeno, tolueno, etilbenzeno e xileno, os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, destacando também a ocorrência de combustíveis em fase livre. Verifica-se também grande número de ocorrência de solventes halogenados, segundo dados da companhia.Para alertar a sociedade sobre a importância do assunto e reunir especialistas em busca de soluções para gestão e conservação destes recursos, a Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS) promove em setembro, o I Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo (CIMAS). O evento será realizado entre os dias 15 e 18, do próximo mês, no Centro Fecomércio de Eventos, em São Paulo, Capital. Entre os conferencistas estarão especialistas internacionais, como John Cherry, da Universidade de Waterloo e de Guelph, no Canadá, um dos mais importantes hidrogeólogos do mundo em estudos sobre a complexidade das contaminações subterrâneas; Holger Weiss, diretor do departamento de remediação de solo e águas subterrâneas do Centro de Pesquisas Ambientais Helmholtz, de Leipzig, na Alemanha; e Robert Cleary, consultor especializado em remediação de águas subterrâneas, da empresa Princeton Groundwater Inc, nos Estados Unidos, pioneiro no Brasil nesta área. Grandes personalidades brasileiras também farão parte da grade de conferencistas do evento. São eles, José Machado, presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), e Washington Novaes, renomado jornalista da área ambiental brasileira.Segundo Everton, que também é presidente da Comissão Organizadora do evento da ABAS, o congresso tem como principal objetivo colocar em debate, as discussões mais relevantes e atuais sobre o assunto, além de suas futuras implicações. “Este é o primeiro grande evento do país direcionado aos profissionais e empresas envolvidas no setor de meio ambiente subterrâneo. A ideia é proporcionar a troca de informações, além de divulgar o tema com maior clareza para a sociedade”, afirma ele. Os temas de destaque do evento são: Gestão integrada das águas superficiais e subterrâneas no País; Técnicas de investigação e novas tecnologias para remediação de áreas contaminadas; Impactos dos processos industriais no meio ambiente subterrâneo; Responsabilidades, riscos à saúde e sustentabilidade no uso das águas subterrâneas.Nas mesas redondas estarão os mais importantes e respeitados profissionais do setor como: Nelson Pereira dos Reis (FIESP); Gregory Sullivan (Environmental Protection Agency); Rodrigo Cunha (CETESB); Jim Barker (University of Waterloo); Otávio Antonio de Camargo (Instituto Agronômico); Christian Wolkersdorfer (University of Tubingen, Alemanha); Beth Parker (University of Guelph); Alfredo Carlos Cardoso Rocca (ESC-CETESB); Hugo Cassio Rocha (Cia do Metropolitano de São Paulo); Fábio Vilas Boas (Tecnisa); Maria Helena Orth (Proema Engenharia e Serviços Ltda); Everton de Oliveira (ABAS-HIDROPLAN); Elton Gloeden (CETESB); Bernard Kueper (Queen’s University); Milton Motta (Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo); Drª Telma Nery (CVE - Secretaria da Saúde de São Paulo); Troy Schultz (RAGs); Dra. Agnes Soares (OPAS / OMS); Daniela Buosi Rohlfs (Secretaria de Vigilância em Saúde - Ministério da Saúde); Everton Souza (ABAS); Adriana Tinoco Vieira Fixel (Adriana Fixel Advogados Associados ICF Brasil);).Paralelamente ao congresso, será realizada ainda uma feira de produtos e serviços para a água, a Fenágua - Feira Nacional da Água -, um espaço de exposição, empresarial e institucional, exclusivo para promoção dos negócios do setor. Entre os expositores confirmados para participação na feira estão Água e Solo, Ag Solve, ANA, Cetesb, Clean/Ambserv, Consulado do Canadá, Doxor, GPR, Hidroplan, Instituto Geológico, Omnes do Brasil/Schlumberger, Trionic, Fugro IN SITU, Secretaria de Recursos Hídricos, Waterloo Brasil e ITSEMAP do Brasil Serviços Tecnológicos, entre outras.
I Congresso Internacional de Meio Ambiente SubterrâneoLocal: Centro Fecomércio de Eventos - São Paulo - SPRealização: Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS)Informações: (11) 3871-3626E-mail:
cimas@abas.org
Site: www.abas.org/cimas
Fonte: ArtCom Assessoria de Comunicação -Isabella Monteiro

sábado, 22 de agosto de 2009

Em carta, Marina Silva comunica a Berzoini sua saída do PT

Altino Machado
A senadora Marina Silva já se desligou do PT. Em carta enviada na manhã desta quarta-feira, 19, ao presidente do partido, Ricardo Berzoini, a ex-seringueira e ex-ministra do Meio Ambiente comunicou a decisão:- Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.
Segue a carta na íntegra:
“Brasília, 19 de agosto de 2009Caro companheiro Ricardo Berzoini,Tornou-se pública nas últimas semanas, tendo sido objeto de conversa fraterna entre nós, a reflexão política em que me encontro há algum tempo e que passou a exigir de mim definições, diante do convite do Partido Verde para uma construção programática capaz de apresentar ao Brasil um projeto nacional que expresse os conhecimentos, experiências e propostas voltados para um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.O que antes era tratado em pequeno círculo de familiares, amigos e companheiros de trajetória política, foi muito ampliado pelo diálogo com lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores, a cujos argumentos e questionamentos me expus com lealdade e atenção. Não foi para mim um processo fácil. Ao contrário, foi intenso, profundamente marcado pela emoção e pela vinda à tona de cada momento significativo de uma trajetória de quase trinta anos, na qual ajudei a construir o sonho de um Brasil democrático, com justiça e inclusão social, com indubitáveis avanços materializados na eleição do Presidente Lula, em 2002.Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.Tenho a firme convicção de que essa decisão vai ao encontro do pensamento de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, que há muitas décadas apontam objetivamente os equívocos da concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, a título de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro. Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.É evidente que a resistência a essa mudança de enfoque não é exclusiva de governos. Ela está presente nos partidos políticos em geral e em vários setores da sociedade, que reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas públicas para mantê-las.Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas, comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte por quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País. Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dos Trabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.Finalmente, agradeço a forma acolhedora e respeitosa com que me ouviu, estendendo a mesma gratidão a todos os militantes e dirigentes com quem dialoguei nesse período, particularmente a Aloizio Mercadante e a meus companheiros da bancada do Senado, que sempre me acolheram em todos esses momentos. E, de modo muito especial, quero me referir aos companheiros do Acre, de quem não me despedi, porque acredito firmemente que temos uma parceria indestrutível, acima de filiações partidárias. Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço de exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searas já plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas.Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos.Saudações fraternas,Marina Silva"
Fonte: MST
Blog da Amazônia.

Coreanos interessados em reciclar lixo catarinense

Quarta-feira (08), uma comitiva sul-coreana, composta por representantes do governo daquele país e técnicos da empresa Forcebel, chegou a Palhoça, para dar início ao processo de instalação de uma usina de lixo reciclável. Os profissionais orientais permanecem na cidade entre 15 e 30 dias após a chegada e terão a missão de identificar o tipo de lixo produzido na Grande Florianópolis. A unidade a ser construída em Palhoça poderá atender a toda a região metropolitana.O anúncio da construção da nova planta já havia sido feito pelo prefeito do município, Ronério Heiderscheidt, após uma viagem feita a Seul, na Coreia do Sul, em maio. Para o governante, a solução para a produção de lixo e o fim do aterro sanitário será a instalação da usina industrial de reciclagem. Nela, todo o material resultante das operações da região poderá ser reaproveitado para novos componentes.Para se ter uma idéia de quantidade, a região metropolitana de Florianópolis produz por dia mil toneladas de lixo. Como informado, Palhoça será o primeiro município no ocidente a utilizar a moderna tecnologia coreana destinada para reciclar o lixo. Um acordo oficializado em maio de cooperação entre a cidade de Palhoça e o governo da Coreia para o desenvolvimento do primeiro Complexo Industrial de Reciclagem de lixo no município. O investimento total é de R$ 22 milhões.A aposta é que este seja um passo importante para a solução definitiva do lixo na região metropolitana, sendo também uma ação social. "Além do beneficio ao meio ambiente, essa usina vai gerar emprego e renda e dar dignidade para aquelas famílias que dependem do lixo para sobreviver”, avalia Ronério.
Fonte: Maxpress net

Audiência Publica da Central de Tratamento de Resíduos Santa Rosa

SECRETARIA DE ESTADO DO AMBIENTE – SEA

COMISSÃO ESTADUAL DE CONTROLE AMBIENTAL – CECA

C O N V I T E
Em nome da Comissão Estadual de Controle ambiental – CECA, da Secretaria de Estado do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, convido para Audiência Pública para apresentação do Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, no Processo E -07/201.653/2008, com relação ao requerimento de Licença Prévia da Empresa S/A PAULISTA DE CONSTRUÇÕES E COMÉRCIO, da Central de Tratamento de Resíduos Santa Rosa, localizada na Estrada Santa Rosa-Piranema, s/n, Município de Seropédica, Audiência esta a ser realizada no dia 26/08/09, às 19:00 horas, no Seropédica Atlético Clube, localizado na Av. Ministro Fernando Costa, n° 1.330, Centro, Município de Seropédica.Agradeço qualquer sugestão quanto a pessoas ou entidades a serem convidadas para o evento, bastando entrar em contato com a CECA através do e-mail:ceca.ambiente@yahoo.com.br
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
ou pelo telefone 2334.5905.
Atenciosamente,ANTONIO CARLOS FREITAS DE GUSMÃOPresidente da CECAComissão Estadual de Controle Ambiental - CECAAvenida Venezuela nº 110 - 5º andar - Praça Mauá - Rio de Janeiro - CEP 20081-312
Telefone: 2334.5905
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Fonte: http://www.portaldomeioambiente.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1393

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Você sabe o que é um "Aterro sanitário"

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Um aterro sanitário não controlado.
A Wikipédia possui o:Portal de Ambiente
Um aterro sanitário é um espaço destinado à deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana. Nele são dispostos resíduos domésticos, comerciais, de serviços de saúde, da indústria de construção, ou dejetos sólidos retirados do esgoto.
Índice[esconder]
1 Condições e características
2 Operação
3 No Brasil
4 Ver também
5 Ligações externas
[editar] Condições e características
A base do aterro sanitário deve ser constituída por um sistema de drenagem de efluentes líquidos percolados (chorume) acima de uma camada impermeável de polietileno de alta densidade - PEAD, sobre uma camada de solo compactado para evitar o vazamento de material líquido para o solo, evitando assim a contaminação de lençóis freáticos. O chorume deve ser tratado e/ou recirculado (reinserido ao aterro) causando assim uma menor poluição ao meio ambiente.
Seu interior deve possuir um sistema de drenagem de gases que possibilite a coleta do biogás, que é constituído por metano, gás carbônico(CO2) e água (vapor), entre outros, e é formado pela decomposição dos resíduos. Este efluente deve ser queimado ou beneficiado. Estes gases podem ser queimados na atmosfera ou aproveitados para geração de energia. No caso de países em desenvolvimento, como o Brasil, a utilização do biogás pode ter como recompensa financeira a compensação por créditos de carbono ou CERs do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, conforme previsto no Protocolo de Quioto.
Sua cobertura é constituída por um sistema de drenagem de águas pluviais, que não permita a infiltração de águas de chuva para o interior do aterro. No Brasil, usa-se normalmente uma camada de argila.
Com a compactação de lixo no aterro é possível a produção de gás, podendo assim diminuir a exploração de combustiveis fosseis. Este processo de produção é já utilizado em Portugal na zona de Leiria, "Projecto - Residuos + Petróleo.
Um aterro sanitário deve também possuir um sistema de monitoramento ambiental (topográfico e hidrogeológico) e pátio de estocagem de materiais. Para aterros que recebem resíduos de populações acima de 30 mil habitantes é desejável também muro ou cerca limítrofe, sistema de controle de entrada de resíduos (ex. balança rodoviária), guarita de entrada, prédio administrativo, oficina e borracharia.
Quando atinge o limite de capacidade de armazenagem, o aterro é alvo de um processo de monitorização especifico, e se reunidas as condições, pode albergar um espaço verde ou mesmo um parque de lazer, eliminando assim o efeito estético negativo. Recentemente foi encontrada uma célula produzida em aterros que contribui para o fortalecimento do sistema himunitario, podendo assim contribuir para a cura de muitas doenças.
Existem critérios de distância mínima de um aterro sanitário e um curso de água, uma região populosa e assim por diante. No Brasil, recomenda-se distância mínima de um aterro sanitário para um curso de água deve ser de 400m.
[editar] Operação
Um compactador de resíduos
A recepção dos resíduos inicia-se com a entrada do veículo (viatura em Portugal) de transporte de resíduos no aterro sanitário e a pesagem na balança. Depois de feito o controle na entrada e efetuada a pesagem, o veículo desloca-se até à zona de deposição, avança até à frente de trabalho, procedendo à descarga dos resíduos. Em seguida, o veículo passa pela unidade de lavagem dos rodados (quando houver) e é novamente pesado para a obtenção da tara, de forma a ficar registado o peso líquido da quantidade de resíduo transportada.
A operação segura de um aterro sanitário envolve empilhar e compactar os resíduos sólidos e cobrí-lo diariamente com uma camada de solo. A compactação tem como objetivo reduzir a área ocupada e aumentar a área disponível prolongando a vida útil do aterro, ao mesmo tempo que o propicia a firmeza do terreno possibilitando seu uso futuro para outros fins. A cobertura diária do solo evita que os resíduos permaneçam a céu aberto, com possível contato com animais (pássaros) e sujeito a chuva, e também para diminuir a liberação de gases mal cheirosos, bem como a disseminação de doenças.
[editar] No Brasil
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define da seguinte forma os aterros sanitários: "aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos, consiste na técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais, método este que utiliza os princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho ou à intervalos menores se for necessário."
No Brasil, um aterro sanitário é definido como um aterro de resíduos sólidos urbanos, ou seja, adequado para a recepção de resíduos de origem doméstica, varrição de vias públicas e comércios. Os resíduos industriais devem ser destinados a aterro de resíduos sólidos industriais (enquadrado como classe II quando não perigoso e não inerte e classe I quando tratar-se de resíduo perigoso, de acordo com a norma técnica da ABNT 10.004/04 - "Resíduos Sólidos - Classificação").
[editar] Ver também
O Wikimedia Commons possui multimedia sobre Aterro sanitário
Resíduo
Geossintético

terça-feira, 11 de agosto de 2009

São Fidélis não merece isso!

Estado inicia implantação de aterro sanitário no Noroeste

Por Ascom da Secretaria do ambiente.

O Governo do Estado dá mais um passo significativo para a erradicação definitiva dos lixões no Rio. A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, assina, nesta terça-feira (11/8), às 14h, na Prefeitura de Itaocara, protocolo com prefeitos do Noroeste Fluminense para a implantação de aterro sanitário consorciado.Pela manhã, Marilene Ramos estará na cidade do Carmo, na Região Serrana, para formalizar a inclusão da cidade de Sumidouro no consórcio de municípios que utilizará o aterro sanitário de Teresópolis, inaugurado no mês passado pelo governador Sérgio Cabral.A implantação do aterro sanitário consorciado no Noroeste Fluminense, que beneficiará 110 mil pessoas, integra o Pacto pelo Saneamento, cuja meta é erradicar os lixões em todo o estado no prazo de 10 anos.Estarão presentes à solenidade de assinatura do protocolo, os prefeitos de Itaocara, Alcione Araujo; de Italva, Eliel Ribeiro; de Cardoso Moreira, Gilson Siqueira; de Cambuci, Oswaldo Botelho; de Aperibé, Flávio Gomes de Souza; e de São Fidélis, Luiz Feneme, entre outras autoridades.De acordo com a secretária, as obras estão previstas para começar no início de 2010 e o aterro ficará sediado em São Fidélis.-Este empreendimento será construído nos mesmos moldes do aterro sanitário de Teresópolis, com a canalização do chorume produzido pelo lixo até uma estação de tratamento, além de tratar o gás produzido pelos detritos.Além disso, será enviado para aprovação das Câmaras dos Vereadores de cada município envolvido, o protocolo da Lei dos Consórcios. O objetivo é consolidar os consórcios de forma que os próximos prefeitos não desfaçam essa importante parceria - declarou Marilene Ramos.A implantação do aterro sanitário consorciado é uma iniciativa do Governo do Estado, sob a coordenação da Secretaria Estadual do Ambiente, por meio do seu Programa Estadual de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (PEGIRS).Aterro sanitário de TeresópolisO governador Sérgio Cabral e a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, inauguraram, no mês passado, o primeiro aterro sanitário consorciado do estado, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, com capacidade para receber cerca de 30 toneladas por dia de lixo produzido por Teresópolis e mais 10 toneladas por dia de resíduos produzidos pelas cidades de São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Carmo.O aterro, para o qual foram investidos R$ 5 milhões do Fecam, foi instalado no terreno onde funcionou, por muitos anos, o antigo vazadouro de lixo da cidade, posteriormente transformado em aterro controlado. Agora, com as obras, o local passará a operar como o primeiro aterro sanitário consorciado do estado.ServiçoQuando: Terça-feira (11/8), às 10h, em Carmo; e, às 14h, em Itaocara.Onde: Prefeitura do Carmo, Praça Princesa Isabel, 91, Centro; e Prefeitura de Itaocara, Rua Nilo Peçanha, 498, Centro.
http://www.governo.rj.gov.br/noticia...ior.asp?N=6679
__________________A vida é um teatro...

ESTADO AMPLIA CONSTRUÇÕES DE ATERROS SANITÁRIOS E SISTEMA DE TRATAMENTO DE ESGOTO28/ 07/ 2009.

O Governo do Estado vai ampliar as construções de aterros sanitários e sistema de tratamento de esgoto. A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, disse nesta terça-feira (28/07) que já começou a licitar as obras para a implantação de aterros sanitários consorciados em Paracambi, Vassouras e Quissamã. O anuncio foi feito durante a solenidade no Palácio Guanabara, na qual com o governador Sérgio Cabral e pelo menos 22 prefeitos, assinaram contratos para “Elaboração de Projetos de Novos Aterros Sanitários e Sistemas de Tratamento de Esgoto”. A iniciativa vai beneficiar mais de dois milhões de pessoas.- Isso é fruto de um consórcio de trabalho, que começa no legislativo com a aprovação de medidas que estão permitindo uma revolução ambiental. Nós aprovamos o ICMS Verde (ICMS Ecológico), uma lei em que os municípios precisam ficar atentos. O tratamento de lixo e esgoto conta pontos para a recepção desses recursos, importantes na gestão de cada prefeitura. Hoje, assinamos também convênios para projetos de esgoto com Itaboraí e São Gonçalo - explicou o governador, reiterando que vai ampliar de 5% para 10% o percentual dos royalties do petróleo destinados ao Fecam (Fundo Estadual para Conservação Ambiental).A Secretaria Estadual do Ambiente já selecionou, através de licitação, as empresas que farão a elaboração dos projetos para construção dos aterros sanitários a serem entregues até o final do ano. - O próximo passo será a licitação para a escolha das empresas que construirão os empreendimentos. As obras serão licitadas em conjunto com a Secretaria Estadual de Obras. Muitos desses projetos para elaboração de novos aterros sanitários já estão bem adiantados como é o caso de Paracambi, Vassouras e Quissamã, razão pela qual vamos iniciar a licitação para as obras – afirmou Marilene Ramos. De acordo com a secretária, o aterro sanitário sediado em Paracambi, receberá o lixo de Japeri, Miguel Pereira, Engenheiro Paulo de Frontim, Queimados e Mendes; o de Vassouras, beneficiará também as cidades de Valença, Rio das Flores e Barra do Piraí; o aterro sanitário de Quissamã, receberá os resíduos sólidos de Conceição de Macacu e São João da Barra; e o de Volta Redonda vai receber o lixo de Barra do Piraí, Pinheiral e Rio Claro.Além da degradação ambiental e do impacto na saúde da população, a falta de centros de tratamento de resíduos causam inundações, comprometimento das fontes de água, diminuição da qualidade de vida e perdas das atividades econômicas. Para erradicar todos os 46 lixões do estado e implementar aterros sanitários, a Secretaria do Ambiente conta com recursos de cerca de R$ 180 milhões e parceria do Fundo Estadual para Conservação Ambiental (Fecam). Municípios beneficiados pelo contrato: Médio Paraíba - o aterro sanitário, que será instalado em Resende, atenderá Itatiaia, Porto Real, Quatis, abrangendo também a região de Visconde de Mauá e Bocaina de Minas. Cerca de 170 mil habitantes serão beneficiados. Região dos Lagos – a ser implantado em Saquarema, o centro de tratamento receberá os resíduos sólidos de Araruama, Silva Jardim, Rio Bonito, Arraial do Cabo, futuramente podendo receber resíduos de Rio Bonito, Iguaba Grande e Búzios. Aproximadamente 360 mil moradores ganharão com a iniciativa. Norte Fluminense - São Fidélis será a cidade sede do aterro sanitário, que atenderá também aos municípios de Aperibé, Cambuci, Cardoso Moreira, Italva e Itaocara. O espaço receberá demanda de cerca de 110 mil pessoas. Região da Baía de Guanabara – São Gonçalo será sede do aterro sanitário que atenderá Niterói e Maricá. Os municípios de São Gonçalo e Itaboraí serão beneficiados com obras de esgotamento sanitário. Região do Vale do Café – remediação do lixão de Vassouras. Também participaram da solenidade o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, o presidente da Nova Cedae, Wagner Victer; a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva; o presidente da Alerj, Jorge Picciani; além dos prefeitos dos municípios beneficiados, entre outras autoridades.

Por Ascom SEA
Fonte:http://www.inea.rj.gov.br/noticias/not_print.asp?id_noticia=367

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O que não lhe serve, serve para alguém.

ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL – MEIO AMBIENTE
ONG - MEAM
FUNDAÇÃO EM 14 DE NOVEMBRO DE 2005
SOB CNPJ Nº 07.693.051/0001-95
AVENIDA 7 DE SETEMBRO Nº 156, CENTRO , SÃO FIDÉLIS, RJ.
UTILIDADE PÚBLICA MUNICIPAL Nº 1.092/06
UTILIDADE PÚBLICA ESTADUAL Nº 5.475/2009
Ongmeam.blogspot.com

CAMPANHA DA ONG MEAM.
Doe o que não lhe serve,pois serve para quem precisa.
Faça a sua entrega, de roupas usadas, brinquedos, remédios, calçados e alimentos não pereciveis, em uma das Delegacias da ONG MEAM, no Centro de Educação Ambiental, Cultural, Artístico, Social, Turístico e Esportivo da MEAM, localizado na Rua Cicinio Faria nº 356, Bairro São Vicente de Paulo, Municipio de São Fidélis-RJ.
Mantido pelos parceiros:
Bigode Veículos; Denisa Móveis; Global Serviços Técnicos; OPSOM; Igreja Segunda Chance; Associção Comercial e Agricola de São Fidélis.
Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

ONG pede apoio do Ministério Público para replantio de árvores na Dutra

A ONG resendense Crescente Fértil solicitaou no dia 28/7, articipação do Ministério Público Federal na busca de solução adequada para o replantio das árvores cortadas pela concessionária Nova Dutra. O corte de 3.600 árvores foi autorizado pelo Ibama, mas cabe ao Inea (Instituto Estadual do Ambiente) definir o plantio de árvores compensatório.No ofício enviado ao MP a ONG não questiona o corte autorizado, mas argumenta que o replantio deve ser realizado em local o mais próximo possível, para garantir a qualidade ambiental da região. A ONG considera fundamental a consulta aos municípios onde o corte se realiza. “Uma ação integrada entre Inea, Prefeituras e CCR Nova Dutra poderá garantir adequada reparação ambiental, em benefício da nossa região, possibilitando o plantio de milhares de árvores nativas da Mata Atlântica, com estrutura e porte mais adequados, que aumentem a beleza e melhorem o meio ambiente da região, sem comprometer a segurança do trânsito” – afirma o diretor Luis Felipe Cesar, que também coordena os projetos ambientais da entidade.O documento apresenta algumas sugestões para o encaminhamento da questão, além do simples plantio de árvores: Estabelecer compromisso de plantio e manutenção de novas árvores nativas da Mata Atlântica regional no local o mais próximo possível do ambiente alterado; articular a decisão com os Municípios envolvidos e o Inea; formalizar acordo definindo procedimentos para casos similares futuros e elaborar plano de mitigação de emissões resultantes da operação da rodovia. O último item é inovador, uma vez que representa a possibilidade de uma gestão ambientalmente responsável da mais emblemática rodovia brasileira.Mais informações; Luis Felipe Cesar - (24) 9998-2259Fonte:
Crescente Fértil
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A ONG MEAM nesta sexta-feira, dia 17 (dezessete) de julho, participou da Festa Julina em comemoração aos 25 (vinte e cinco) anos da Quadrilha: “Toco Cru Pegando Fogo” participaram cerca de 500 (quinhentas) pessoas na Rua Cicinio Faria nº 356, São Vicente de Paulo em São Fidélis-RJ, mais uma ação cultural que tem sucesso em nossa cidade. Todos nós precisamos valorizar a cultura deixada por nossos ancestrais, ainda mais que todos os valores estão sendo deixados para trás, não é justo que a geração futura fique sem saber o que nós fazíamos, quando nestas épocas. Os valores devem ser mantidos, nossa identidade preservada, pois também faz parte da nossa cidadania a conservação das nossas raízes. Por isso é que a CEACASTE, tem o dever de divulgar e participar das ações culturais e sociais.
Genilson de Souza Cabral nº 006

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Obras na Rua Cecinio Fária, São Vicente-São Fidélis-RJ.

Neste dia 24 de junho, foram realizadas obras na Rua Cecinio Fária, nº 326, Bairro São Vicente de Paulo, São Fidélis-RJ, ao lado do CEACASTE, Centro de Educação Ambiental, Cultural, Astistico, Social, Turistico e Esportivo, com o intuito de dar uma melhor apresentação ao bairro e atender a solicitação das entidades: ONG MEAM e Associação de Moradores do Bairro. As obras foram realizadas pela Secretaria de Urbanismo da Prefeitura de São Fidélis. O presidente da ONG MEAM solicitou ao prefeito por intermédio do ofício nº 81/19/06/2009, que seja realizada uma praça, que será usada como área de lazer para a comunidade e para a própria ONG, quando terá no espaço um pátio para teatro e outros eventos, pois serão implantadas mesas e bancos para uma melhor adequação do local.

Genilson de Souza Cabral nº 006 - Presidente da ONG MEAM.

CEACASTE.

No dia 21 de junho deste ano, foi realizada uma reportagem do Centro de Educação Ambiental, Cultural, Artístico, Social, Turístico e Esportivo, o “CEACASTE”, onde foram expostos os projetos da ONG MEAM, demonstrando o comprometimento da entidade com o povo e o meio ambiente, onde o objetivo é fazer com que possam interagir, podendo proporcionar uma melhor qualidade de vida a todos. Principalmente às crianças que serão o futuro. A Rede Record, através da sua repórter Milena, apresentou em primeira mão o que pode ser a esperança de um bairro humilde, que tem a possibilidade de se tornar um grande exemplo para a sociedade.
O Centro é destinado a realizar cursos ambientais, aulas de reciclagem e artesanato, artes cênicas, como teatro e folclore, realizar cursos de ecoturismo e esportes, como capoeira, futebol e outros. Pois a criança que pratica esporte, a noite ela vai dormir melhor, seu organismo funcionará melhor e ela não se envolverá com coisas ilícitas. No tocante aos demais, a cidade de São Fidélis não tem Guias Turísticos, há o intuito de se formar alunos do segundo grau em Monitores Ambientais, para levarem as pessoas aos pontos turísticos, dando-lhes uma fonte de renda e uma melhor apresentação da cidade.
Pois é! O sonho de um homem só se acaba quando ele se realiza, ou quando se acaba o homem. (Genilson de Souza Cabral nº 006 Presidente da ONG MEAM.)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Desertificação ameaça pelo menos 100 países

Fenômeno ocorre mais intensamente por conta do aquecimento global, diz diretor de programa para o meio ambiente. Vitimas podem chegar a 1 bilhão.

"Numa mensagem, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon disse que o número de migrantes ambientais, pessoas que têm que fugir de suas casas por severas condições climáticas, pode chegar a 200 milhões em 2050.Segundo Ban, atualmente 24 milhões de pessoas já vivem nestas condições. Ele lembrou que, nas últimas quatro décadas, um terço das terras para cultivo foram abandonadas após ser tornarem improdutivas.
De acordo com o Ifad, conflitos sobre posse da terra e água são um dos perigos do problema. Sob o tema, "A Conservação da Terra e da Água: Assegurar o Nosso Futuro Comum", a ONU ressalta as ameaças da degradação de solos aráveis que priva as pessoas de direitos básicos como o acesso ao alimento e à água.A Convenção da ONU para o Combate à Desertificação, Unccd, revela que mais de 250 milhões de pessoas já estão diretamente afetadas pela seca e degradação de terras de cultivo.AgênciasNeste 17 de junho, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma publicou vários exemplos de combate à desertificação.Uma das iniciativas é a criação de reservas naturais e mercados comunitários além de projetos de irrigação no Senegal, no Quênia e no Zimbábue.Os programas são financiados com a ajuda do Pnuma e outras agências internacionais.ConferênciaO Pnuma acredita que nove em cada 10 desastres naturais são causados por condições climáticas."O diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, disse que uma das formas de combater a desertificação é eliminar o aquecimento global.Steiner pediu o apoio de todos os países para aprovar a segunda fase de cumprimentos do Protocolo de Kyoto, numa reunião da ONU em dezembro.A Conferência sobre Mudança Climática da ONU será realizada em Copenhague, capital da Dinamarca.A primeira fase de cumprimentos do Protocolo de Kyoto está marcada para expirar em 2012.Para ouvir esta notícia clique em http://downloads.unmultimedia.org/radio/pt/real/2009/0906173i.rm ou acesse: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/165669.html
Fonte: Envolverde / Rádio ONU.

domingo, 14 de junho de 2009

Por que a Terra está se afastando do Sol?

Sol distante
A distância entre o Sol e a Terra é conhecida como Unidade Astronômica, ou simplesmente UA, uma espécie de "quilômetro espacial", usada para expressar as enormes distâncias interplanetárias. Uma Unidade Astronômica mede 149.597.870,696 km.
A medição mais precisa feita até hoje dessa distância entre o Sol e a Terra foi concluída em 2004 pelos astrofísicos russos Gregoriy A. Krasinsky e Victor A. Brumberg. E, ao término de seu trabalho, eles fizeram uma descoberta surpreendente: a Terra está se afastando do Sol a uma velocidade de 15 centímetros por ano.
Resfriamento global no futuro
Quinze centímetros por ano não parece ser muito, talvez apenas o suficiente para permitir uma previsão de que a Terra terá problemas de resfriamento global em algumas centenas de milhões de anos. Mas é o suficiente para exigir uma explicação. Afinal de contas, o que está afastando a Terra do Sol?
A explicação que primeiro se ofereceu foi a de que o Sol está perdendo massa, via fusão nuclear e pela emissão dos ventos solares. Perdendo massa, ele perderia sua força gravitacional e permitiria que os planetas ao seu redor se afastassem.
Outras possibilidades levantadas incluíram alterações na constante gravitacional G, efeitos da expansão do Universo e até influências da matéria escura. Mas nenhuma delas passou pelo crivo da comunidade científica.
Marés solares
Agora, Takaho Miura e seus colegas da Universidade de Hirosaki, no Japão, elaboraram uma nova explicação para o afastamento da Terra em relação ao Sol. O artigo científico deverá ser publicado em breve no periódico Astronomy & Astrophysics, mas a proposta foi adiantada em uma reportagem da revista New Scientist.
Segundo os cientistas japoneses, o Sol e a Terra estão literalmente empurrando-se mutuamente devido à interação de suas marés.
O fenômeno é o mesmo que explica o afastamento da Lua em relação à Terra: as marés que a Lua levanta em nossos oceanos estão gradualmente transferindo energia rotacional para o movimento lunar. Como resultado, a cada ano a órbita lunar aumenta cerca de 4 centímetros, e a velocidade de rotação da Terra diminui em 0,000017 segundos.
O tempo de fato está passando mais lentamente
Dezessete milissegundos por ano é outro dado nada apocalíptico, mas o suficiente para projetar que, ao contrário do que o senso comum aponta, ao invés do tempo estar passando mais rápido, ele de fato passa cada dia mais lentamente - literalmente 0,000017 segundos por ano - e os dias terrestres tenderão a ficar maiores no futuro.
Da mesma forma, afirmam os cientistas, a massa da Terra está causando o levantamento de marés na superfície do Sol, o que explica uma diminuição na rotação do Sol em 0,00003 segundos (3 milissegundos) por ano. Ao perder momento angular, o Sol permite que a distância entre ele e a Terra aumente gradualmente.
Embora já tenha sido aceito para publicação, o que significa que os revisores verificaram que a proposta é cientificamente válida, será necessário que outros astrofísicos avaliem os métodos e cálculos dos pesquisadores japoneses antes que se possa considerar esta como sendo a explicação "oficial" para o já bem documentado afastamento entre o Sol e a Terra.

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/06/2009

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=por-terra-esta-se-afastando-sol&id=010130090608

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Em busca de um futuro sustentável

5/5/2009
Com a palavra a Senadora Marina Silva:
O que me traz a esta tribuna são os ataques e retrocessos à legislação ambiental de nosso País. O meio ambiente é um tema estratégico para o nosso tempo, para este século. Como muitos já disseram, estamos vivendo a era dos limites, e não haverá saída se não formos capazes de resolver a crise ambiental global que estamos atravessando.
No Brasil, vemos atualmente uma situação estranha, que marcha na contramão da História e dos movimentos das demais nações do mundo. O movimento ambiental começou a ganhar força no mundo após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia. E, aqui no Brasil, após a Constituição de 1988, a partir da comprovação, cada vez mais cabal e alarmante, de que a forma como as atividades econômicas vinham sendo desenvolvidas estavam provocando danos graves e muitas vezes irreparáveis ao meio ambiente e à saúde das populações.
Neste segundo mandato do Presidente Lula, declarações de diversas autoridades públicas, bem como a manifestação de diversos representantes da área econômica nacional, estão buscando cunhar um novo diagnóstico: no lugar do meio ambiente, vítima das atividades econômicas malconduzidas, são as atividades econômicas que estariam sendo prejudicadas devido ao excesso de proteção do meio ambiente.
Essa inversão a gente vai percebendo no discurso, na narrativa, nas atitudes e nos encaminhamentos práticos que, mais adiante, vou mencionar. As evidências disso estão por toda parte. Podemos vê-las nas declarações públicas de algumas das mais altas lideranças políticas empresariais deste País, de vários setores das atividades produtivas e também de autoridades públicas, como, por exemplo, o Ministro da Agricultura, dos Transportes, das Minas e Energia, da Pesca, de Assuntos Estratégicos. Todos parecem buscar formar na sociedade a percepção de que foi um erro, ou talvez um deslize, terem sido criadas as leis e as instituições que têm a finalidade de proteger o meio ambiente. Alguns deles dizem abertamente que "a legislação ambiental do País foi criada para atender a interesses de estrangeiros ou a interesses escusos não confessos". Essa declaração foi do Ministro Mangabeira Unger; saiu em jornais do País e não foi desmentida.
Não faltam matérias na mídia em que representantes dos segmentos do agronegócio, da infraestrutura se revezam em um jogral de satanização das conquistas ambientais que a sociedade brasileira conseguiu inscrever no arcabouço legal de nosso País. Como exemplo, posso citar o caso de alguns segmentos do agronegócio.
Agora estão imbuídos em "convencer" a sociedade brasileira de que a legislação que protege o que restou da floresta, que protege a nossa biodiversidade e as margens dos rios é a maior inimiga para o crescimento e expansão da agricultura no País.
Essa inversão é nefasta, porque é exatamente o contrário. A proteção das florestas, da biodiversidade é a maior responsável pela proteção e pelo crescimento sustentável da agricultura, tão necessária ao desenvolvimento de nosso País. Basta ver que, para se produzir um quilo de frango, fazendo um cálculo bem subestimado, precisa-se de dois mil litros de água. Para um quilo de grãos, precisa-se de cerca de uma tonelada de água. Portanto, a proteção das florestas como responsável pela garantia e preservação dos cursos d'água não pode ser confundido como algo nefasto à agricultura.
Aproveitam para dramatizar ainda mais, dizendo que isso vai aumentar os preços dos alimentos e provocar escassez e fome. Com esse argumento, mudou-se a legislação ambiental no Estado de Santa Catarina - inclusive uma legislação estadual mudando uma lei federal, o que é claramente inconstitucional.
Quero ainda ressaltar, Sr. Presidente, que essa desdita, essa difamação que vem sendo feita da legislação ambiental brasileira é sempre acompanhada, seguida, de um conjunto de medidas que vão na direção de mudanças na legislação, em prejuízo dos acúmulos já alcançados.Segundo declarações recentes do próprio Presidente Lula, o Brasil tem 60 milhões de hectares de terras agrícolas degradadas que precisam ser recuperadas. Note bem, Sr. Presidente, 60 milhões de hectares de terras agrícolas, agricultável degradada que precisam ser recuperadas.Como essas terras ficaram degradadas? Com certeza não foi em função da ação da legislação ambiental. Foi exatamente o contrário: ações permissivas de modelos de desenvolvimento predatório levaram essas áreas a se tornarem inteiramente improdutivas. E para se tornarem novamente produtivas serão necessários altos investimentos.
Se os cuidados tivessem sido tomados à época, com certeza isso não teria acontecido. Na ocasião, talvez, não se tivesse o conhecimento técnico-científico, o conhecimento político e a sensibilidade social para o problema da degradação ambiental e, consequentemente, da degradação dos solos.
Naquele época não tínhamos, ainda, atentado para esses aspectos.Agora, não há nenhuma justificativa para se continuar defendendo o mesmo modelo predatório em prejuízo de uma ação preventiva que nos leve a um novo paradigma de desenvolvimento para todos os setores da sociedade.
Com a agricultura não é diferente. A propósito, seria bom que a Comissão de Meio Ambiente - e vou sugerir isso ao meu amigo o Senador e Presidente Casagrande - promovesse a exibição e um debate sobre o excelente comentário feito pelo jornalista Marcos Sá Corrêa e João Moreira Salles, cujo título é O Vale. Esse documentário, Sr. Presidente, trata da devastação da Mata Atlântica no Vale do Paraíba. É comovente assistir ao documentário. Terminei de vê-lo chorando, pois termina com uma imagem dramática.
Mostra tudo o que aconteceu no Vale do Paraíba. Depois vai para uma região do Pará, parece-me que é a região de Altamira, e termina focando uma grande área devastada como se dissesse que cem anos depois eles se mudaram para cá em uma economia de rapina que não respeita os processos de regeneração dos ecossistemas. Além dessas questões que estou mencionando aqui, Sr. Presidente, uma série de outros eventos vem acontecendo. Um deles é esse da desqualificação das pessoas que defendem o meio ambiente, da legislação ambiental brasileira.Uma coisa é certa: quando alguém... O Presidente Lula uma vez repetiu uma frase, que tomo emprestada não só do autor, mas já terceirizando-a do próprio Presidente Lula: "Não se importa que alguém tire uma flor do seu jardim? Depois, entra na sua casa, toma sua mulher, seus filhos e faz coisas muitos piores". Já não estão mais no nosso jardim. Já entraram há muito tempo na nossa casa, arrombando as portas da legislação ambiental brasileira. Só no Congresso Nacional são cerca de 18 projetos de decretos legislativos que propõem anular medidas administrativas de proteção ao meio ambiente, de criação de terras indígenas e de unidades de conservação, tanto do Ministério do Meio Ambiente quanto do Ministério da Justiça. São 18 projetos, Sr. Presidente.
Quanto às medidas provisórias, temos uma grande quantidade delas que, especificamente, vêm em prejuízo da legislação brasileira, sem falar naquelas que, não sendo objeto da legislação ambiental brasileira na sua origem, são geneticamente modificadas aqui dentro e são colocadas como verdadeiros cavalos de troia, em prejuízo dos avanços da legislação ambiental e das conquistas que já tivemos ao longo dos tempos.
Mas, para não ficar criticando os projetos de decretos legislativos dos colegas, porque são Senadores e Deputados que têm o direito de apresentar as suas propostas de lei, os seus projetos - mesmo divergindo do mérito, sei que eles têm esse direito -, vamos discuti-los e, no debate democrático, no discurso fraterno e na discussão do mérito, aprová-los ou não. Eu espero que não sejam aprovados porque serão maiores ainda os prejuízos. Mas é melhor a gente se ater à própria Casa e, dentro de Casa, a mim não me agrada, em hipótese alguma, o que está acontecendo. Primeiro, foi a Medida Provisória nº 422, que mudou os processos de regularização de terras na Amazônia, ampliando o limite de 400 hectares para 1.500 hectares de terras públicas. Foi aprovada um dia desses.
Graças a Deus, com o meu voto contra e o da minha Bancada, exceto por um Senador da minha Bancada, do Estado de Roraima, mais outros Senadores, somando 28 Srs. Senadores contrários a essa medida provisória a que colocamos a alcunha de Medida Provisória da Grilagem.
Agora nós temos a MP 458, que também trata de regularização fundiária.
A MP 458, a despeito de enfrentar o caso fundiário da Amazônia, com a finalidade de aumentar a governança ambiental e a justiça social na região, foi concebida a partir da lógica do crescimento do fato consumado e assim, certamente, irá aprofundar os dois problemas, que são a grilagem - as pessoas ocuparam indevidamente as terras na Amazônia e agora vem um processo de regularização que vai alcançar aqueles que, de boa fé, têm posse mansa e pacífica e que já estavam contemplados no plano de combate ao desmatamento, quando elaboramos o plano, com os eixos que propusemos. E dentro de um dos eixos, que era o de ordenamento territorial e fundiário, estava a questão da regularização fundiária.
Infelizmente foi abandonada a ideia, a estratégia do ordenamento territorial e fundiário e ficamos só com a regularização.
Essa regularização da forma como está proposta, ainda que com o cuidado dos Ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário de colocar algumas ressalvas para que as pessoas estivessem de acordo com a legislação ambiental, respeitando reserva legal e áreas de preservação permanente e outros dispositivos, tem outros artigos, Sr. Presidente, que dizem que o processo é autodeclaratório e que dispensa a vistoria.
Ora, Sr. Presidente, se o processo é autodeclaratório e dispensa a vistoria, todas as cláusulas que estão postas, com todo respeito, acabarão sendo "para inglês ver", porque ninguém que agiu de má-fé, que invadiu terra de forma criminosa vai declarar que de fato não tem direito àquela terra, que de fato a sua posse não é mansa e pacífica e que tem um monte de "laranjas" que estão querendo se regularizar.
Essa medida provisória está tramitando. Ela poderia ser uma limonada, mas será um limão para a sociedade brasileira, um limão para a Amazônia e um limão para esta Casa, para o Congresso Nacional, que ficará na história por, em plena crise ambiental global, estar abrindo literalmente a porta para regularizar, titular, privatizar 64 milhões de hectares de terras na Amazônia, um total equivalente ao Estado de Minas Gerais e de Santa Catarina.
Quando veio para esta Casa o projeto de gestão de florestas públicas, que tratava de 13 milhões de hectares por cerca de 20 anos, em um processo altamente transparente e controlado que previa inclusive auditorias independentes de pesquisadores, de cientistas, em um processo de licitação em que as florestas continuarão florestas e continuarão públicas, em um processo em que a prioridade para criação de unidade de conservação, demarcação de terra indígena, assentamento de comunidades tradicionais - depois é que seriam feitas as concessões onerosas em licitação -, quando há todo um processo de responsabilização, diziam que era privatização da Amazônia.
Agora, são 64 milhões de hectares, com dispensa de vistoria, em um processo autodeclaratório. E eu não ouço os que diziam que era privatização dizerem que agora, sim, é privatização, para que deixem de ser floresta se não tivermos cuidado e ainda se transformem em terras privadas.
Continuando, Sr. Presidente, uma outra medida provisória, a MP 452, está criando um precedente pelo qual, no meu entendimento, poderemos ter novas Balbinas sendo construídas neste País, depois de tantas décadas de um empreendimento de triste memória que nos ensinou muito, e ensinou pelo erro, nos ensinou pela dor. Podemos estar abrindo novos precedentes para novas Balbinas.
Vou ler rapidamente, Sr. Presidente, pois sei que já estou abusando do acolhimento de V. Exª, o que diz a Medida Provisória nº 450. (leitura)
Outro exemplo é o da MP nº 450, que foi aprovada na quinta-feira na Câmara e que traz um artigo que guarda um grande potencial de problemas e agressões ambientais - podemos estar diante de novos desastres da dimensão de Balbina.
A "bomba" está no art. 17 da referida MP. A atual legislação das usinas hidráulicas até 30MW, que são as PCHs, estabelece limites para o tamanho do lago, que deve obedecer a uma fórmula que define uma relação entre o tamanho da barragem, a capacidade instalada e a área do lago, limitado a 3km². Ou seja, o lago de uma PCH não pode ultrapassar 3km², Sr. Presidente.O art. 17 da referida MP, que é o cavalo de Tróia que sempre está chegando aqui, cria uma nova categoria de usinas hidráulicas, entre 30MW a 50MW, que terão rito sumário de autorização...
O SR. PRESIDENTE
(Mão Santa. PMDB - PI) - Senadora, acabou a lei; agora, a graça. A senhora quer quanto tempo da graça divina?
A SRª MARINA SILVA (Bloco/PT - AC) - Olha, o tempo da lei tinha um limite, que era até o Novo Testamento. O tempo da graça é ilimitado; todavia, quando se tem a graça, a gente mesmo cria a lei. E eu estou indo para me autoconter. Muito obrigada.
Na referida MP, as autorizações "sem as características de pequenas centrais hidrelétricas", ou seja, sem limites para o tamanho do lago, isso implica que poderemos ter muitas Balbinas espalhadas por aí, porque não há mais limite para o tamanho do lago de 30MW a 50MW e não haverá processo de licenciamento. Será um rito sumário, Sr. Presidente. Não haverá um processo crível, respeitável.
Por último, Sr. Presidente, a Medida Provisória nº 425 foi encaminhada ao Congresso Nacional, para tratar do Fundo Soberano.
Na discussão, na Câmara dos Deputados, o Deputado Guimarães, do Ceará, apresentou uma emenda que dispensa os processos de licenciamento para investimentos que, segundo entendimento dele, já estão consolidados. O que seriam esses investimentos consolidados? E qual seria o alcance para, enfim, recuperação de estrada, duplicação de estrada ou estradas que já têm uma picada, uma pequena vicinal? Acontece, Sr. Presidente, que, quando se tem um pequeno ramal, como chamamos lá no Acre, ou uma pequena vicinal, e isso é transformado em uma BR asfaltada, com toda uma infraestrutura logística, a história nos mostra que, pelo menos, 50km de um lado, 50km do outro são destruídos.
No meu entendimento, essa flexibilização de alcance não mensurado por aqueles que propuseram e por aqueles que aprovaram essa medida provisória - e me parece que uma boa parte nem tinha consciência do que estava aprovando, para fazer justiça com alguns que, agora, com toda certeza, podem ir a público e dizer que não conheciam o alcance e o prejuízo que poderiam estar causando ao País e, particularmente, à Amazônia - vai favorecer um empreendimento que é de altíssima gravidade, de altíssima complexidade ambiental, que é a BR-319, no Estado do Amazonas.
É uma das obras do PAC. O problema é que para viabilizar as obras do PAC não precisa passar por cima da legislação ambiental brasileira. Nós licenciamos a BR-163 dentro de um processo amplo, complexo, envolvendo 22 Ministérios, Sr. Presidente. Mas fizemos um plano de desenvolvimento sustentável para a área de abrangência da BR, que eu espero seja implementado.
A licença foi dada sem questionamento de nenhum segmento da sociedade, com um consórcio socioambiental para acompanhar os investimentos. Infelizmente, as coisas não têm andado, porque aquilo que é feito de forma estruturante dá mais trabalho, é mais difícil, mas, com certeza, é melhor do que os atalhos.
Para concluir, Sr. Presidente, quero chamar a atenção de cada um de nós aqui. Essa medida provisória foi aprovada na Câmara dos Deputados.
Com todo o respeito aos meus colegas parlamentares, ela virá agora para o Senado. E espero que este Senado, que, simbolicamente, é a Casa da reflexão; este Senado, que, simbolicamente, é a Casa dos homens e mulheres mais amadurecidos - eu já tenho 51 anos -; possa fazer jus à ideia de um espaço da política institucional que tenha a obrigação não só de pensar aqui e agora, mas de ter um pensamento estratégico, uma visão de desenvolvimento sustentável, que seja capaz de fazer jus à potência ambiental que é o Brasil.
Que possamos preparar este País para o século XXI, na energia, no transporte, na agricultura, na educação, na saúde, nas mudanças climáticas que precisamos enfrentar em todos os seus aspectos. Que possamos fazer ver um fato ao Presidente Lula, que eu não sei se foi do conhecimento dele.
Hoje um Deputado, na Comissão de Meio Ambiente, disse que teve o encaminhamento da Casa Civil, mas eu espero que esta Casa possa reparar esse erro lamentável de abrir as porteiras para a devastação da Amazônia na situação que nós estamos vivendo de metas de redução de desmatamento, de metas em relação à redução de emissão de CO2, com catástrofes ambientais em todo o Planeta. E o Brasil, que tem um grande diferencial de ser um país que pode fazer a diferença, mesmo sendo um país em desenvolvimento, está perdendo sua vantagem diferencial.
Que possamos nos debruçar sobre essa matéria e, com todo respeito pelos Srs. Deputados, reparar o que aconteceu.
Trata-se da MP 405-42. Nós devemos reparar o que foi aprovado na Câmara dos Deputados. Se por ventura (espero em Deus que não aconteça) for aprovado aqui também, espero que o Presidente Lula, em respeito ao esforço que ele fez nestes últimos quase oito anos de mandato (com plano de mudança climática, com plano de combate ao desmatamento, tendo reduzido a emissão de CO-2 em mais de um bilhão de toneladas, criado quase 30 milhões de hectares de unidade de conservação, tendo feito um esforço para haver medidas estruturantes de combate ao desmatamento), ponha um freio de arrumação nisso.
Cada um acha que pode dar palpite nas questões ambientais como se não tivéssemos uma política com estrutura, com vértebra! Que o Presidente vete o artigo que abriu a porteira para se fazer investimento desta envergadura sem licença prévia para isso. Mas espero que isso não seja preciso porque não é verdade todo esse discurso de desqualificação da legislação ambiental brasileira, em que as pessoas primeiro vão dizendo que a legislação foi feita com interesses escusos, que ela atrapalha o desenvolvimento, que os ambientalistas não se preocupam em ter energia, em ter estrada. Não é verdade!
Durante muito tempo, Senador Marco Maciel, os ambientalistas perguntavam aos desenvolvimentistas: "O que vocês podem fazer pelo meio ambiente?" Agora somos nós, os ambientalistas, que estamos dispostos a contribuir para ajudar o desenvolvimento.
Já foram chamados os ambientalistas para ajudar o Governador Blairo Maggi. Hoje, vi numa revista ele e o Ministro Minc dizendo que estão numa relação muito próxima. Eu até disse que só foi possível essa proximidade porque, no momento em que o Governador propôs revogar as medidas do Plano de Combate ao Desmatamento, as medidas foram sustentadas pela sociedade brasileira, mesmo com a minha saída do Ministério e com a chegada do novo Ministro, que deu continuidade às medidas. Agora é possível uma sinalização de que vão "fumar o cachimbo da paz". Mas, se as medidas tivessem sido revogadas como ele queria, com certeza, o desmatamento estaria aumentando.
Espero podermos fazer aqui um amplo debate, com uma visão estratégica do que é o desenvolvimento em pleno século XXI, em plena crise ambiental global num País que tem a magnitude e a dimensão do Brasil, a responsabilidade, a audiência que tem o Brasil por ser um País menos adverso, por ser a maior potência hídrica do planeta.
Concedo o aparte a V.Exª, Senador Garibaldi Alves Filho.
O Sr. Garibaldi Alves Filho (PMDB - RN) - Senadora Marina Silva, quero congratular-me com V. Exª não apenas pelo conteúdo das suas palavras, mas até mesmo pela vibração, pelo entusiasmo com que V. Exª aborda os problemas da Amazônia, sobretudo problemas ligados ao meio ambiente.Quero dizer da minha admiração pelo trabalho de V. Exª não apenas como Parlamentar, mas também como Ministra que lançou as bases para uma efetiva política de proteção ambiental que se concretiza hoje graças ao trabalho de V. Exª e, agora, com o atual Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que está continuando esse trabalho. Portanto, é sobretudo esta palavra de admiração que eu quero trazer e incorporar ao discurso de V. Exª.
A SRª MARINA SILVA (Bloco/PT - AC)
- Muito obrigada, Senador Garibaldi, nosso Presidente do Congresso até ainda há pouco. Agradeço as palavras afetuosas de V. Exª e concluo, Sr. Presidente, dizendo que o Congresso - façamos justiça - tem, aqui no Senado, uma comissão de meio ambiente, uma comissão de mudanças climáticas. Estamos criando estruturas novas dentro da Casa para debater o tema e que, aos poucos, ele possa ser internalizado não apenas no nosso discurso, no espaço institucional, mas nas nossas decisões.
Fonte:m REBIA Nacional.

terça-feira, 26 de maio de 2009

PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 480 de 2007

Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica. Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas. JUSTIFICAÇÃO = No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público. Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios. Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos. Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República - deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoras. O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos: a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo; b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas; c) financeiro: evitará a "evasão legal" de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação; d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil. Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos. Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo -, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres. Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.

Sala das Sessões, Senador CRISTOVAM BUARQUE

NO DIA DO MEIO AMBIENTE, TERCEIRA ECOMADALENA

21 Maio 2009
ECOMADALENA.
Em sua terceira edição, o evento Ecomadalena foi criado com o propósito de manifestar e sensibilizar a sociedade madalenense e cidadãos da região serrana, para a importância da preservação do meio ambiente.Um de seus criadores, o atual Secretário de Meio Ambiente de Santa Maria Madalena, Paulo Araújo, organizou o primeiro EcoMadalena em setembro de 2006 e o segundo em 2007.O evento tornou-se um grande sucesso e que aglutina várias instituições, órgãos de Governo Estadual, Secretarias Municipais e a grande participação do público e alunos das escolas do Município de Santa Maria Madalena.O Terceiro Ecomadalena será nos dias 3, 4 e finalizando no dia mundial do meio ambiente, 5 de junho.
Edição de texto e fotografia: Mário Guimarães, Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Santa Maria Madalena.
Postado por MARIO GUIMARAES às 14:43 0 comentários

quinta-feira, 21 de maio de 2009

PROJETO DO SENADOR CRISTÓVAM BUARQUE (PDT) - EDUCAÇÃO PÚBLICA.

ATO CÍVICO NA ALERJ - 2008EMAIL RECEBIDO:
Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas.Uma idéia muito boa do Senador Cristóvam Buarque.Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.As conseqüências seriam as melhores possíveis.
Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar.E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM.Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país.O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Destino Correto do Lixo Hospitalar em São Fidélis-RJ.

O presidente da ONG MEAM juntamente com a sua vice-presidente e um de seus associados, participaram da reunião realizada hoje no auditório da Associação Comercial de São Fidélis-RJ, localizado na Av. Sete de Setembro, nº 156, Altos, Centro, onde os proprietários de farmácias, secretário de saúde do município, presidente da Associação Comercial e Agrícola de São Fidélis, o presidente do Hospital Armando Vidal, a proprietária da Casa de Saúde de São Fidélis, presidente dos Guardiões do Rio Paraíba do Sul entre outros comerciantes e empresários, como o senhor José Carlos da Semaf de São Fidélis-RJ e o senhor Nelson Ferreira representante da empresa Global, juntaram-se com o intuito de destinar os resíduos provenientes destes locais, para a incineração, proposta pela empresa “Creamor”, através do seu diretor administrativo. Onde a alegação é o cumprimento da Lei, que visa destinar todos os resíduos não contaminantes para aterro sanitário e os de contaminação e vencidos, como os remédios passados da validade para o incinerador.
Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM.

domingo, 3 de maio de 2009

PODER LEGISLATIVO DO RIO DE JANEIRO: 50% DOS PROJETOS DE LEI SÃO INCONSTITUCIONAIS OU DE BAIXA RELEVÂNCIA.


sexta-feira, 1 de maio de 2009

ONGs querem metas mais ambiciosas de redução de emissões para garantir sobrevivência dos mais vulneráveis

1º de Maio de 2009
Texto de Gaines Campbell, conselheiro e representante do Vitae Civilis no encontro da Convenção de Clima, Bonn, entre 28 de março e 9 de abril
Bad Godesberg, Alemanha – Os membros da Rede mundial de ONGs que atuam para a segurança climática, a Climate Action Network – CAN (http://www.climatenetwork.org/) não tem folga na sua obsessão de advogar em nome de populações mais vulneráveis e de um planeta em perigo. Uma vez que eles chegam no local das reuniões da UNFCCC, não existe mais horário, não existe outro compromisso mais importante que aproveitar cada minuto disponível para vencer o grande obstáculo que resta entre os efeitos catastróficas das mudanças de clima e a sobrevivência num mundo sustentável – a obstinada resistência das delegações de nações signatárias da Convenção de Clima e o Protocolo de Kyoto. Nos dois “lados”: o dos países industrializados e o dos países em desenvolvimento.
Por incrível que parece, por mais contraditória que parece, são justamente estas, as delegações convocadas para buscar uma solução negociada que obstruem e desprezem as suas responsabilidades. Mas, ao mesmo tempo em que a busca de uma solução negociada continua o mundo real nos atormenta com sinais e eventos climáticos absolutamente assustadores.
Por vários anos a CAN tem proposto e defendido uma faixa de redução dos gases de efeito estufa entre 25% a 40% para o conjunto dos países do Anexo I¹ do Protocolo de Kyoto. Esta redução, referente ao ano 1990 seria, de acordo com o IPCC², o mais apropriado para manter o aquecimento global num nível inferior a 2ºC. Mas, observações recentes indicam que já estamos vivendo o pior dos cenários descritos pelo IPCC. Para evitar os efeitos catastróficos das mudanças de clima seremos obrigados a manter o aumento de temperatura num nível muito inferior a 1,5ºC. Isto significa que todos os países terão que aumentar seu grau de responsabilidade de reduzir as suas emissões em ritmo muito mais acelerado. O momento de poder encarar o desafio do aquecimento global com soluções menos urgentes e emergenciais já passou. Para milhões de seres humanos a questão atual já é de sobrevivência.
No dia 14 de abril o jornal inglês “The Guardian” publicou uma pesquisa entre os participantes de uma reunião de cientistas, empresários e outros no mês passado. Esta pesquisa revela que 90% dos participantes não acreditam no sucesso dos esforços políticos de limitar o aquecimento global aos 2ºC até 2100. Um aumento de 4 a 5ºC, até o final deste século, é mais provável. Uma mudança de temperatura deste nível provocará ruptura no fornecimento de alimentos e água, exterminar milhares de espécies de flora e fauna e desencadear um enorme aumento do nível do mar que inundará as casas de centenas de milhões de pessoas. Esta pesquisa expõe inequivocamente o distanciamento entre a retórica política e as opiniões científicas com respeito às mudanças de clima. A pesquisa sugere que o aquecimento global poderá chegar com mais força e mais rapidamente que imaginado até agora.
Os países mais ameaçados, os mesmos que já vivem hoje as conseqüências nocivas do aquecimento global, exigem agora que os países industrializados, todos citados no Anexo 1 do Protocolo de Quioto, reduzam as suas emissões em 45% até o ano 2020. Só assim que eles poderão vir a ter uma probabilidade maior de não serem engolidos pelo aumento do nível mar (países insulares), por secas ou inundações e outros fenômenos que afetarão a segurança alimentar, a segurança hídrica e ambiental, entre outras conseqüências. Se metas mais ambiciosas de ações para deter o aquecimento global não forem tomadas, embaixo do mar vão ficar países insulares inteiros, suas ruas, casas, escolas, memórias, histórias, palavras, gramáticas, poesias, canções, danças, alegrias e tragédias de séculos dos seus povos ancestrais. Os túmulos dos antepassados não mais poderão ser visitados. As crianças de hoje não vão sentir falta do passado que não viveram. Os que já morreram também felizmente não vão sentir nada. Mas, no peito dos pais e especialmente dos avôs de hoje virá a dor. Oh, como vai doer. Dói só contando ou ouvindo histórias dessas pessoas que vivem nas comunidades e regiões mais vulneráveis. Eles, sim, têm gravados nas suas memórias a vida como era no passado, as agressões que estão sofrendo hoje e o medo do que poderá vir a ser as suas vidas no muito próximo futuro.
Diante do agravamento da realidade, por um lado, e com base nos princípios de justiça, dignidade e direito à vida, por outro lado, os membros da CAN não tiveram outra opção, se não, encarar a reformulação da sua posição com respeito à redução dos gases de efeito estufa entre 25% a 40% para o conjunto dos países do Anexo I do Protocolo de Kyoto. A CAN, que celebrou recentemente seu vigésimo aniversário, quase sempre se alinhou a favor de países em desenvolvimento no que concerne aos impactos e às suas necessidades de lidar com as ameaças das mudanças de clima e esta aliança foi, até agora, recíproca. Mas, diante o cenário atual, a posição da CAN estava ficava cada vez mais difícil de ser encarada como um alinhamento automático e perene. Foi avaliado que é necessário mais exigente com os países industrializados e ter clareza com as demandas específicas que CAN quer apresentar aos diferentes grupos de países em desenvolvimento.
O dilema foi colocado no início da primeira semana da Conferência da UNFCCC em Bonn, no dia 30 de março. Embora uma revisão da posição da CAN fosse, indiscutivelmente, a “coisa certa” a fazer, moralmente e cientificamente falando, não seria suficiente para que todos acolhessem a idéia com tranqüilidade. Havia uma grande barreira a enfrentar: à vontade e a capacidade dos membros da rede promover politicamente esta nova posição nos seus países de origem. Como a CAN trabalha tradicionalmente com base no consenso dos seus membros, dois procedimentos teriam que ser respeitados: primeiro, uma nova posição teria que ser elaborada discutida e aprovada até domingo dia 5 de abril, a última oportunidade prevista para reunir todos os membros da CAN presentes em Bonn; segundo, os membros da CAN, não presentes na reunião de Bonn, deveriam ter um prazo de pelo menos 24 horas para aderir ou não à nova posição. Uma comissão de redação foi criada imediatamente e durante a semana sucessivas versões foram divulgadas na lista global da rede, avaliadas e corrigidas rapidamente. No domingo, cerca de 300 pessoas representando ONGs de todas as regiões do mundo reuniram, ouviram os argumentos científicos, morais e políticos em defesa da nova posição da rede. Juntaram-se em pequenos grupos com a finalidade de avaliar o grau de consenso em cada grupo, identificar preocupações e fazer comentários e sugestões. A adoção da nova posição da CAN foi histórica. Não tenho dúvida que todos aqueles que participaram vão guardar este momento como um marco na vida da rede. No final da reunião houve uma sensação de dever cumprido e da necessidade de cerrar fileiras para enfrentar a luta política eminente. Para nós da Vitae Civilis ficamos com uma imensa gratidão para com nossos colegas da CAN, uma vez que fomos escolhidos para sermos facilitadores da reunião e de alguma maneira contribuído para “fazer uma diferença”.
A parte essencial da nova posição da CAN diz o seguinte:
“Países desenvolvidos têm uma obrigação duplamente qualificada de reduzir emissões domesticas e apoiar países em desenvolvimento nos seus esforços de reduzir as suas emissões habituais:

Países desenvolvidos devem adotar uma meta agregada de redução de emissões superior a 40%, referente a 1990, até 2020. Metas nacionais devem ser derivadas desta meta agregada.
Países desenvolvidos devem se comprometer a fornecer tecnologia e apoio financeiro aos países em desenvolvimento para cobrir os custos acordados de ações nacionais de mitigação apropriadas – NAMAS³ que sejam mensuráveis, relatáveis e verificáveis MRV4. Esses compromissos dos países desenvolvidos devem ser quantificáveis, mensuráveis, relatáveis e verificáveis.
A combinação de MRV NAMAs e ações autônomas de mitigação nos países em desenvolvimento, de acordo com a as suas respectivas capacidades, devem conduzir a um desvio substancial das suas emissões em relação aos níveis habituais.
O pico global das emissões deve ser atingido no próximo período de compromisso (2013-2017) seguido de um forte declínio.
Tudo isso deve ser consagrado no acordo de Copenhagen.”
Notas desse artigo:
¹Países do Anexo I aceitam o compromisso de reduzir as suas emissões de GEE para um nível inferior ao de 1990. Não conseguindo, devem comprar créditos de carbono ou investir em conservação. Os países do Anexo I são: Alemanha, Austrália, Áustria, Belarus, Bélgica, Bulgária, Canadá, Comunidade Européia, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, da América, Estônia, Federação Russa, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Mônaco, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte, República Tcheca, Romênia, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia.
²Painel Intergovernamental sobre Mudanças de Clima. O IPCC foi estabelecido para fornecer aos tomadores de decisão e outros interessados em mudança de clima uma fonte objetiva de informação sobre o tema. Os relatórios do IPCC devem ser neutros com respeito a políticas, porém devem tratar objetivamente fatores científicos, técnicos e socioeconômicos politicamente pertinentes. Eles devem obedecer aos mais altos padrões científicos, técnicos, excelência, abrangência geográfica e refletir um leque de visões.
³ NAMAs – Nationally Appropriate Mitigation Actions
4 MRV – Measurable, Verifiable and Reportable
Fonte: http://www.portaldomeioambiente.org.br/noticias/2009/maio/01/8.asp.

Impacto humano vai além do clima, diz geólogo espanhol

1º de Maio de 2009
Fernanda B MullerA magnitude das mudanças climáticas deve nos preocupar, mas não podemos esquecer de outras alterações provocadas pela humanidade na natureza, alerta o professor Antônio Cendrero Uceda.
A ação humana é entre dez e cem vezes maior do que os processos naturais, com a formação de aproximadamente 50 mil quilômetros quadrados ao ano de novas ‘antropogeoformas’, ou formas geográficas terrestres, explica Uceda, que é professor pesquisador do Departamento de Ciencias de la Tierra y Física de la Materia Condensada da Universidad de Cantabria, Santander, Espanha.
A combinação de população, tecnologia e riqueza levam a impactos humanos sobre as formas dos terrenos (geomorfologia) de cerca de 7,5 m2/ano por pessoa, de acordo com Cendrero. E, com a tendência de aumento da população e da riqueza, esta taxa deve crescer ainda mais.
“É urgente atuar, mas não apenas na frente climática”, alerta o professor, que esteve no Brasil nesta semana discutindo ´mudanças climáticas, ações humanas e riscos naturais` em um evento na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Entre as mudanças causadas pelo homem no meio ambiente que nada tem a ver com o clima, Cendrero cita o caso de praias mediterrâneas que já não recebem mais a quantidade necessária de sedimentos, pois os rios que antes os carregavam foram canalizados e receberam barragens.
Cendrero relembra ainda os episódios de novembro do ano passado em Santa Catarina, quando enchentes e desmoronamentos tiraram a vida de mais de cem pessoas, com prejuízos econômicos milionários. Ele relaciona o aumento do número de episódios extremos com a crescente exposição humana e também às mudanças geomorfológicas causadas pela humanidade.
Mudanças Climáticas
Para o geólogo, estamos entrando em uma etapa sem precedentes. “O clima está mudando? Sem dúvida, como sempre aconteceu. A questão é, qual a causa? Há influência humana?”, indagou a um auditório lotado durante uma palestra realizada na noite desta terça-feira (28) em Florianópolis.
O professor exibiu gráficos e dados que mostram significativas variações no clima ocorridas nos últimos dois séculos em relação aos últimos mil anos. Esta conclusão é reforçada se levado em conta as tendências apresentadas por vários tipos de modelos e combiná-los com o que foi observado recentemente. “Vemos que existe alta correspondência, mas não certezas”, completa Cendrero.
A modelagem climática é realizada com o auxílio de tecnologias avançadas e representações matemáticas que a cada dia ganham uma melhor definição espacial. Ao relacionar dados como a dinâmica atmosférica e oceânica, este tipo de estudo simula o clima terrestre tanto do passado quanto do futuro. Mas, as variáveis são muitas, algumas até mesmo desconhecidas, e faltam informações em muitas partes do mundo.
O professor espanhol diz que em 2006 a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera cresceu 35% alcançando 381 partes por milhão (ppm). O crescimento da atividade econômica global foi o grande responsável por este aumento, seguido pelo aumento da intensidade de carbono na produção e a redução da eficiência dos sumidouros naturais, cada fator representando, respectivamente, 65%, 17% e 18%.
Os sumidouros são os responsáveis pela estocagem do CO2, como a fotossíntese (30%), os oceanos (24%) e a própria atmosfera, que guarda cerca de 45% do CO2, de acordo com Cendrero. Ele destaca que as emissões registradas em 2006 foram maiores do que o cenário mais pessimista do último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC).
Além dos modelos, outros dados analisados recentemente indicam uma mudança do padrão climático, como o aumento do conteúdo calorífico do oceano, o derretimento das geleiras (entre 1912 e 2003, a cobertura de gelo do Monte Kilimanjaro decresceu 80%) e o deslocamento de espécies da fauna e flora, como observado na Europa.
“As mudanças são claríssimas,” afirma Cendrero, “mas mudanças de magnitude superior já ocorreram na história da Terra, talvez não nesta escala”.
Fonte: Envolverde / CarbonoBrasil.

Santa Catarina é o estado com maior cobertura de Mata Atlântica do Brasil

1º de Maio de 2009
Estado possui 41% do seu território coberto com vegetal nativa
Os catarinenses podem comemorar o fato de habitarem o estado com a maior Mata Atlântica do País. Estudo em execução por diversas instituições e coordenado pela Universidade Regional de Blumenau - FURB apresentou um panorama de como se encontra a situação dessas florestas em Santa Catarina. Nesta fase o trabalho apontou que o estado possui 41% do seu território com cobertura vegetal nativa, compostos por formações florestais em estágio de regeneração médio e avançado.
"Os catarinenses possuem a maior cobertura de Mata Atlântica do Brasil, com certeza, isso é motivo de muito orgulho", afirmou em jornal do estado o engenheiro Carlos Leomar Kreuz, hoje ex-presidente da FATMA - Fundação de Meio Ambiente, órgão ambiental do estado de Santa Catarina, na ocasião ocupando o cargo.
O mapeamento contratado pela FATMA, ainda diagnosticou que 31% do território catarinense são compostos por pastagens, 16% áreas agrícolas e 7% com cultivo árvores (reflorestamentos). Todo o trabalho é baseado em imagens recentes de satélite de alta resolução.
O trabalho, chamado de Inventário Florístico Florestal, tem como objetivo passar um panorama de como se encontra a situação da cobertura florística e florestal do estado, seja para o levantamento da realidade das espécies ameaçadas de extinção, seja para o planejamento de um zoneamento agrícola ou para fins de conservação. O inventário tem como principal finalidade fornecer informações qualitativas e quantitativas básicas para conservação, planejamento e manejo desses recursos florestais, além de informar sobre a distribuição espacial e o estado dessas florestas.
"Até então, dados como esses eram controversos em virtude de outros estudos efetuados por entidades não oficiais. Agora, Santa Catarina tem um marco zero, um ponto de partida de onde poderá monitorar, pautar e construir o futuro", aponta Ulisses Ribas Junior, Presidente da ACR - Associação Catarinense das Empresas Florestais e diretor da Battistella Florestas.
Para Ribas, o diagnóstico, além do valor científico, tem significativo valor político e fiscalizatório. Com base no estudo e nos levantamentos, novas normas legais e políticas estaduais de conservação e desenvolvimento poderão ser definidas.
"Mesmo sendo um estado pequeno em relação a outros estados brasileiros, com o estudo, Santa Catarina revela a sociedade brasileira que o setor econômico não ocorre a "qualquer custo". As autoridades ambientais têm agora um parâmetro para controlar o desmatamento e as práticas irregulares, separando de forma correta e justa as ações que buscam preservar, como os empresários que visam trabalhar com o desenvolvimento sustentável", conclui Ribas.
Os dados e números desta fase do Inventário Florístico Florestas foram apresentados durante um evento científico realizado na cidade de Blumenau, na primeira quinzena de março.
Sobre o grupo de empresas Battistella
A Battistella, com 60 anos de atuação no mercado, atua em quatro setores: Battistella Veículos Pesados, Battistella Florestal, Battistella Distribuidora e Battistella Logística. O grupo de empresas Battistella, com sedes no Paraná, Santa Catarina e São Paulo, comercializa produtos e serviços em todo o território nacional, sendo que parte de seu portfólio também é exportado, com negócios da ordem de R$ 800 milhões por ano. A Battistella ainda está lançando o projeto do porto de contêineres de Itapoá, Santa Catarina, contemplando a sua atuação no setor de logística.
Fonte: Carlos Guimarães - NQM Comunicação.

Defensores da Legislação Ambiental derrotam manobra dos ruralistas

1º de Maio de 2009
Anteontem, dia 29/04, em Audiência Pública, no Senador Federal, os representantes dos ruralistas e do agronegócio tiveram uma retubante derrota.
A Senadora Kátia Abreu (DEM-To) aprovou em 11 comissões do Senado um requerimento para apresentar estudo pseudo-científico dos Srs. Evaristo Miranda e Gustavo Ribas que, dentre outras perolas, afirma que não há mais terras para agricultura em função da legislação ambiental, particularmente por causa do Código Florestal.
O objetivo da manobra era realizar uma Audiência Pública para conseguir o apoio do Senado Federal para o Código Ambiental de Santa Catarina, convencer os Senadores que o Código Florestal é ultrapassado e aprovar a criação de uma Comissão Especial para elaborar um Projeto de Código Ambiental Nacional.
Os debatedores Heman Benjamim, Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Tasso Resende (Ministério do Meio Ambiente), Beto Ricardo (Instituto Socioambiental-ISA), Adalberto Veríssimo (Imazon) e Márcio Meira (Presidente da FUNAI), mostraram que a legislação ambiental é atual e que também são necessários recuperar 50 milhões de hectares de terras degradas, frutos da ação de um modelo de desenvolvimento insustentável.
No decorrer do debate, a maioria dos Senadores recriminou a aprovação do Código Ambiental de Santa Catarina por sua inconstitucionalidade, bem como, afirmou a necessidade de aplicar as leis ambientais brasileiras.
Sem forças para sustentar seus argumentos, a bancada ruralista não teve o apoio necessário para aprovar a comissão para elaborar o Projeto de Código Ambiental, vendo assim sua manobra no mínimo adiada.
Cabe aos movimentos ambientalistas e socioambientalistas, juntamente com os parlamentares comprometidos com o desenvolvimento sustentável, intensificarem a mobilização para defender o meio ambiente e o desenvolvimento com sustentabilidade.
Abaixo documento da Aliança Camponesa Ambientalista e pesquisa sobre a legislação ambiental.
Legislação ambiental brasileira é compatível com a agricultura familiar camponesa.Desmonte do Código Ambiental é manobra do agronegócio para destruir o meio ambiente.Associação Alternativa Terrazul (Representação de Brasília)
Ao longo de várias décadas construiu-se na sociedade brasileira o falso antagonismo entre produção de alimentos e preservação ambiental. Falso, porque a produção de alimentos no Brasil está fortemente alicerçada sobre os agricultores camponeses e familiares, quilombolas, comunidades tradicionais, extrativistas e assentados da reforma agrária. E justamente sob o manejo destes povos do campo e da floresta que estão as principais áreas conservadas da biodiversidade florestal brasileira.
Esse antagonismo interessa apenas ao agronegócio. São os projetos dos latifundiários e grileiros que se confrontam ao meio ambiente nacional, sendo baseados no uso extensivo das áreas, com alto consumo de fertilizantes químico-indústrias e agrotóxicos e, fundamentalmente, na expansão ilegal da propriedade. É a produção para exportação de commodities rurais que necessita da devastação dos biomas, do desmonte das leis ambientais e da institucionalização do grilo, por meio de medidas provisórias - e não a produção que abastece a mesa do brasileiro.
É a partir deste esclarecimento que a Aliança Camponesa e Ambientalista em Defesa da Reforma Agrária e do Meio Ambiente vem afirmar que a posição dos verdadeiros produtores de alimentos deste país é a de manutenção do código florestal atual. Entendemos que a atual legislação, da qual os camponeses só conhecem as multas e repressões equivocadamente realizadas pelos órgãos ambientais estaduais, é moderna e permite uma série de adaptações necessárias para a reprodução social da família camponesa. É importante ressaltar alguns pontos:
- É permitida a utilização da APP para fins não-madereiros, tais como plantios de frutíferas nativas e extrativismo;
- É função da Reserva Legal promover a utilização racional do recurso florestal. Portanto, para o camponês a reserva legal, se manejada com assistência técnica e recursos financeiros apropriados, pode ser o salto qualitativo para a transição agroecológica;
- Os pequenos produtores podem ter em sua área de Reserva Legal computada a APP;
- É tarefa do Estado prover à pequena propriedade assistência técnica para os processos de recuperação ambiental e de manejo florestal.
No entanto, para alcançarmos uma realidade de desenvolvimento rural sustentável no Brasil, se faz necessário optar-se pelo modelo de agricultura nacional baseado na agricultura camponesa familiar. E, para viabilizar a sustentabilidade da agricultura familiar e camponesa deve-se implementar uma série de medidas que vão de encontro ao fortalecimento do Código Florestal e sua definitiva aplicação:
- Construção de uma resolução que oriente o manejo florestal e agrosilvopastoril em reserva legal;
- Construção conjunta com os movimentos sociais do Macrozoneamento Ecológico e Econômico e dos ZEEs estaduais;
- Criação do Programa Nacional de Adaptação das Unidades Produtivas Camponesas a Legislação Ambiental:
a- Assistência técnica para os camponeses e povos da floresta de forma continuada e eficiente, com qualificação apurada sobre manejo agroflorestal e florestal;
b- Fomento para a recuperação do passivo ambiental das unidades produtivas, visando à recomposição por meio de sistemas produtivos sucessionais;
c- Política robusta de comercialização da produção diversificada:. Fortalecimento do PAA com incorporação efetiva dos produtos da sociobiodiversidade;. Estabelecimento de preço mínimo para os produtos oriundos do agroextrativismo;. Estruturação logística de canais de comercialização populares.
d- Instituição de uma política de Pagamento de Serviços aos camponeses que preservam as áreas florestadas, de forma que a agricultura convencional não exerça pressão sobre a área preservada.
Portanto, a compreensão construída coletivamente pelos diversos movimentos sociais e entidades ambientalistas é de que a alteração do Código Florestal que está neste Congresso beneficia apenas aos interesses dos grandes produtores e que, além disto, o Código Florestal é uma arma para o agricultor e sua terra e não ao contrário.
E, para além disto, refutamos toda e qualquer iniciativa que confronte um estado contra a nação brasileira, tal qual o Código Ambiental recém aprovado em Santa Catarina. Porque os ruralistas não defendem então o Zoneamento Ecológico Econômico, o qual ordena as especificidades de cada estado e região, adequando o Código Florestal as milhares de realidades brasileiras.
A solução para o equilíbrio entre campo e meio ambiente está na opção clara e definitiva por um modelo popular de desenvolvimento do campo, construído conjuntamente entre os movimentos do campo e ambientalistas. Está nas transformações infra-legais e no reconhecimento do Estado de sua dívida histórica com os agricultores: que ao invés de polícias e multas, sejam enviados às unidades camponesas técnicos e propostas de construção de uma agricultura sustentável e popular.
Aliança Camponesa e Ambientalista em Defesa da Reforma Agrária e do Meio Ambiente
Fonte: Ivan Marcelo.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

G-20 vai considerar plano do príncipe Charles para salvar florestas tropicais

3/4/2009
São Paulo, SP - Líderes do Grupo dos 20 (G20, os países ricos e os principais emergentes) concordaram em considerar o plano proposto pelo príncipe Charles para salvar as florestas tropicais do mundo. A decisão ocorreu durante o encontro entre o G-20 e o príncipe, no Palácio St. James, Inglaterra, cujo um dos objetivos era discutir as ações que podem ser feitas a fim de proteger as florestas tropicais e, assim, diminuir o ritmo das alterações climáticas.
Intitulado de "Um Pacote Emergencial para Florestas Tropicais" (An Emergency Package for Tropical Forests - em inglês), o plano defende o pagamento de bilhões de libras aos países em desenvolvimento para evitar o desmatamento por meio de mecanismos do mercado. Enquanto o plano não é colocado em prática, o príncipe defende a adoção de um "pacote de emergência", que investirá bilhões na salvação de florestas já no começo do ano que vem.
Os 15 líderes mundiais presentes, incluindo o ministro de relações Exteriores, Celso Amorim, e a secretária de Estado Hillary Clinton, concordaram em tentar criar um meio de aumentar o financiamento de emergência.
"Acredito que o consenso alcançado nesta reunião vai permitir o desenvolvimento de uma abordagem para lidar com a questão do desmatamento, sendo capaz não só de aliviar o sofrimento de milhões de pessoas pobres do nosso planeta, mas também de nos dar o presente mais evasivo e precioso em nossa luta contra as alterações climáticas, o tempo", conclui o príncipe.
Mais sobre o plano
Em termos gerais, o relatório descreve um pacote de medidas de emergência para diminuir o desmatamento das florestas tropicais do mundo inteiro. Ao todo há dez propostas, entre elas: pagamento às nações que possuem florestas para conter o desmatamento e ação global para mapear os responsáveis pela devastação.
Neste ano, o plano será trabalhado e discutido com as partes interessadas para melhorar ainda mais a proposta e integrá-la com outras iniciativas.
A implementação deste pacote de emergência dependerá da aceitação por parte dos governos e das comunidades de nações que possuem florestas tropicais e os governos dos principais países desenvolvidos, em conjunto com a participação ativa dos mercados de capitais privados.
Veja o plano completo: An Emergency Package for Tropical Forests
Fonte: Amazonia.org.br.

Mudanças no Código Florestal: Tudo que o Diabo queria

3/4/2009
As mudanças propostas de alteração no Código Florestal Brasileiro, que trata de temas afetos a proteção das florestas naturais de nosso país, está com os “dias contados” já faz alguns anos, pois a discussão e os “interesses” em manipular as regras da legislação ambiental é de longa data, e devido a antiga sanha destruidora e pecaminosa de “certas criaturas” na Terra que pensam estarem alterando apenas letras “mortas” em páginas antigas, em livros cobertos pelo tempo e pelo pó, vivemos uma realidade climática, que alterou, e está colocando em risco o mundo e as gerações futuras, se houverem.
Não observam que as alterações maiores serão aquelas “legalizadas” pelas “otoridades” do Congresso Nacional, e possivelmente sancionadas pelas “otoridades” do Governo, quando alterado o Código, muitas situações futuras, como exemplos recentes em São Paulo, Santa Catarina e outras regiões que sofreram com os alagamentos e as perdas de vidas humanas. Cenas que se repetirão com demasiada freqüência e com isso afetando milhares de pessoas nas cidades, suas famílias, seus bens e patrimônios.
E milhares de pessoas nas cidades estão a cada dia que passa, sendo manipuladas pela forma como lhe são apresentadas as notícias, as informações enviadas pelos meios de comunicação de massas, que alteram a manifestação da verdade e colocam em risco nosso poder de “pensar ou refletir” sobre o que ocorre a nossa volta e obtermos “consciência” de que somos parte disso tudo, e possivelmente os grandes culpados pela situação onde se encontra o mundo, seja pela omissão, seja pela submissão.
Muitos devem pensar que o assunto não lhes compete, e que isto é coisa de técnicos do “bem” e do Capital versus ambientalistas “radicais” que são contra a economia, o agricultor, os “agro-boys” com suas camionetes poluentes, hidrelétricas, usinas nucleares; símbolos de um “Progresso sem Ordem”.
Quanto a isso, sabemos que não teremos como alterar o conceito que se alastra com o tempo contra os que denunciam a grande armação que se desenrola nos corredores, Gabinetes e até na sala do “cafezinho” no Poder, onde a situação criada por aqueles que se julgam os “corretos” estão levando o planeta ao abismo. Quando assistimos os emissários do governo em reunião no estrangeiro defender a proposta de que “água não é patrimônio da humanidade”, bem humano e público, além de outras atitudes contra a Amazônia, com a volta de Programa Nuclear, que teve até mesmo pá de cal jogada em cima da idéia pelo Governo Collor em 1986, aplaudida pelos que governam hoje, querendo abrir o buraco da “bomba nuclear”, nos preocupa saber que sociedade está acéfala sobre sua condição de cidadão e com poder de mudar esse “futuro” que se avizinha.
O que se observa com o tempo, e o calor que assola cidades e o campo, com o aquecimento global se mostrando “real” e a água poluída e contaminada, as florestas postas abaixo para criarem pasto e gado e soja para o gado “ianque”, e o perigo de uma guerra sem precedentes na história humana, é que está sendo criado o cenário perfeito, bem típico, “como o Diabo gosta” e queria.
Julio WandamAmbientalista
Fonte: Os Verdes Tapes.

EFEMÉRIDES: 2009 - 03 - 24-03-2009 - AGENDA 21 LOCAL, PROJETO EM CURSO PARA SANTA MARIA MADALENA

EFEMÉRIDES: 2009 - 03 - 24-03-2009 - AGENDA 21 LOCAL, PROJETO EM CURSO PARA SANTA MARIA MADALENA

EFEMÉRIDES: 2009 - 03 - 20-03-2009 - DIA MUNDIAL DA ÁGUA FOI COMEMORADO EM TRIUNFO

EFEMÉRIDES: 2009 - 03 - 20-03-2009 - DIA MUNDIAL DA ÁGUA FOI COMEMORADO EM TRIUNFO

segunda-feira, 23 de março de 2009

DIA 22 DE MARÇO, DIA DA LIMPEZA DO PARAÍBA DO SUL.

videoUma ação que envolveu as entidades: Guardiões do Rio Paraíba do Sul, Terra Viva Ecoturismo, ONG MEAM, Colônia dos Pescadores Z-21 e Prefeitura Municipal de São Fidélis - RJ.

domingo, 22 de março de 2009

NESTE DIA 22 DE MARÇO, DOMINGO, FOI REALIZADA UMA LIMPEZA NO RIO PARAÍBA DO SUL.

Nesta data, 22 de março de 2009, na cidade de São Fídélis, foi realizada uma limpeza simbólica no Rio Paraíba do Sul, através da união das entidades: Guardiões do Rio Paraíba do Sul, Colônia dos Pescadores de São Fidélis - Z-21, ONG MEAM, Grupo Terra Viva Ecoturismo e Prefeitura Municipal de São Fidélis-RJ.
Tudo tem sentido quando a causa é nobre, pois uma simples atitude, que durou 2 (duas) horas, subtraiu do rio um caminhão lotado de materiais, como: garrafas peti, pedaços de geladeiras, pedaços de guarda-roupas, armários, cadeiras de ferro, etc.
As pessoas têm que se conscientizarem, pois a tirada de lixo do rio, é apenas uma forma de mostrar quanto falta educação nas pessoas. Uma das pessoas que estavam fazendo a coleta, era um garotinho, ele disse uma coisa muito importante:"As pessoas sabem que tem caminhões de lixo que passa regurlamente, por quê jogam lixo no rio"? Faço da pergunta dele a minha, será preguiça? Falta de consciência? Esmazelo? Porquisse? Ou falta de penalidade? Nâo podemos mais sermos cúmplices destes ilicitos! Devemos tomar atitudes!
Quanto ao grupo consciente, que lideram movimentos como estes, temos que agradecer, informando a eles, que não estão enchugando gelo não! Estão fazendo a sua parte e dando o seu recado, com ações dignas que devem ser seguidas.
O que Deus criou é para ser respeitados, fazendo cada um de nós a nossa parte, estaremos comprimentando a parte de alguém, que como nós, também está se movimentando. Assim, se cada um fizer a sua parte, estaremos comprimentando a parte de alguém, e não faltará nada para fazer.
Juntos somos fortes, e poderemos mudar o mundo!
Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM.



O DIA MUNDIAL DA ÁGUA É O DIA 22 DE MARÇO, ESTABELECIDO PELA ONU EM 1992.

A ONG MEAM, quer agradecer a presença de todos os alunos e professores que compareceram neste dia 20 de março, na comemoração do "Dia Mundial da Água" onde houve uma breve palestra sobre a água, seguido de uma caminhada de conscientização.
Queremos agradecer: ao Colégio Maria Firmina, Professores: Sara Cristina, Tânia Mara e Sheila; à Coordenadoria Norte Fluminense III, Sidnéia; ao TG III de São Fidélis, Sargento Elso, ao Colégio Estadual Barão de Macaúbas, Silma Gandra, Adriana Oliveira, Maria Márcia, Micheliny, Telma e Vângela; à Pestalozzi de São Fidélis, Ronilda, Célia e Carlinho (motorista); à APAE, Jeferson, Delsa e Wellington; ao Colégio Estadual de São Fidélis, Adriano e Christiano, ao Colégio Estadual Montese, Coordenador de Turmas Waltensi; aos representantes de instituições Civis: Presidente da Associação de Moradores do São Vicente: Agápto; ao Presidente dos Guardiões do Rio Paraíba do Sul, Santos; Ao Presidente do Sindicato dos Trabalhadores de São Fidélis, Joel Barbosa; ao Pastor Luiz Antônio da Igreja Segunda Chance; à Secretaria de Educação de São Fidélis, Riva; aos Secretários da Prefeitura Municipal, de Esportes, José Willian e ao de Meio Ambiente, Theodoro, que juntos com os associados e voluntários da ONG MEAM, realizaram a comemoração do Dia Mundial da Água, que foi estabelecido pela ONU, em 22 março de 1992, tendo em vista a escasses deste bem tão precioso para a vida। Onde com tal ação consciente, busca-se perpetuar esta ação, pois muito em breve, a água será o petróleo do mundo!
Genilson de Souza Cabral nº 006,
Presidente da ONG MEAM.

O DIA MUNDIAL DA ÁGUA É O DIA 22 DE MARÇO, ESTABELECIDO PELA ONU EM 1992.

Dia 20 de Março, "Comemoração do Dia Mundial da Água em São Fidélis".


























































































Genilson de Souza Cabral nº006

Presidente da ONG MEAM.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Novas obras de correção nas Vias Públicas de São Fidélis.

Com uma grande injeção de animo, os trabalhadores estão recuperando as vias públicas de nossa cidade, realizando pequenos consertos na Ipuca e no Centro, deixando uma melhor passagem para os cidadãos, com total responsabilidade sanitária e ambiental.
A empresa que realiza a ação é a TECNO PAV, de Campos dos Goytacazes, Guandu, onde o coordenador responsável é o senhor Valdemir Moreto, atendendo solicitação dos Secretários de Urbanismo desta cidade.

Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM.

MOVIMENTO PARA CRIAÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE.

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“Manifestação para a criação do Conselho Municipal de Meio Ambiente de São Fidélis”

No dia 17 (dezessete) de março deste ano, na Sede da Associação Comercial e Agrícola de São Fidélis, localizada na Av. Sete de Setembro, nº 156, sobre a Sala da ONG MEAM, Centro, São Fidélis – RJ encontraram-se reunidos: o “Secretário de Agricultura e Meio Ambiente do Município de São Fidélis: Senhor Theodoro; o Secretário de Urbanismo de São Fidélis: Senhor Marcelino (Dadau); o Presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural da Associação de Moradores de Boa Esperança em São Fidélis: Senhor Reginaldo; com seu Secretário: Senhor Josemir; O Presidente do Sindicato Rural: Senhor Erny; O Vice-Presidente da Colônia de Pescadores de São Fidélis, Z-21: Senhor Domingues; Representante do Presidente do Sindicato Patronal: Senhora Sônia; o Diretor da Associação Comercial e Agrícola de São Fidélis: Senhor Ferreira; O Presidente da ONG MEAM de São Fidélis e Região: Senhor Genilson (Cabral), sua Vice-Presidente da ONG MEAM: Senhora Lussimar (Lulu); o Presidente da Associação de Moradores do Bairro São Vicente de Paulo de São Fidélis: Senhor João Carlos (Véio); Representante da SEMAG: Senhor Carlos; Presidente da Associação de Penedo de São Fidélis: Senhor Geneci; Presidente dos Guardiões do Rio Paraíba do Sul e membro da Maçonaria Salomão Ginabarros de São Fidélis: Senhor Adilson (Santos); Representante da Secretária de Educação de São Fidélis: Senhor Professor Roberto (Robertinho), com sua possível suplente, a Pedagoga, Ambientalista, Sanitarista e Coordenadora: Senhora Riva; o Representante da Emater-Rio-São Fidélis, o Técnico Senhor Jeovaci (Cici); Presidente do Clube dos Castores de São Fidélis: Senhor Cristóvão (Spalla); o cidadão representante da sociedade fidelense: Senhor Vanderley (Vandinho), num total de 19 (dezenove) pessoas, representantes dos interesses locais, para a formação do Conselho Municipal de Meio Ambiente de São Fidélis.
Na pauta ficou estabelecido: O que é; Para quê serve; Como Funciona e quem pode e deve fazer parte. Sendo deixado para a próxima segunda, dia 23 (vinte e três) de março, outra reunião, que dará seguimento aos passos a serem seguidos para criação do Conselho.

Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Filmagem do 4º Raly de Carroça em São Fidélis-RJ.

video

“4º Raly de Carroças de São Fidélis”

Neste domingo dia quinze de março de dois mil e nove, aconteceu neste município o “4º Raly de Carroças”, onde a organizadora Lussimar Therezinha Assumpção nº 046, Vice-Presidente da ONG MEAM, formada em Turismo, fundadora do grupo Terra Viva Ecoturismo de São Fidélis, com vários cursos em Meio Ambiente, desenvolveu mais uma vez, com o Patrocínio da Global Serviços Técnicos de Niterói e do comércio local de São Fidélis, e com o Apoio da: ONG MEAM, Associação Comercial de São Fidélis-RJ, Guardiões do Rio Paraíba do Sul, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Prefeitura Municipal de São Fidélis-RJ, um evento onde a sociedade pôde participar atuante e de forma autônoma, demonstrando o brilho que existe na humilde e digna profissão de carroceiro, que realizada com seriedade e responsabilidade, mostrou o valor dos seus animais, que mesmo não sendo um dos mais caros do município, têm raça por excelência. Seus condutores, profissionais de carteirinha, pessoas do povo, conhecidas do dia a dia, foram atores principais, numa realização onde teve a participação do prefeito da cidade: Luiz Fenemê, o Presidente dos Guardiões do Rio Paraíba do Sul, Santos, o Presidente da ONG MEAM, Genilson de Souza Cabral nº 006, Secretário da ONG MEAM e Presidente do Clube do Cavalo de São Fidélis, Wanderley Cardoso da Silva Verdan, nº 051, o Presidente da Associação de Moradores do São Vicente de Paulo ( Véio) e a “REDE RECORD” divulgando os campeões desta competição, divididas em duas categorias:
Categoria : “Cavalo e Égua”:
1º - lugar: Marcos Alex (Careca) – Tempo – 00:17:55 minutos _ Prêmio – R$ 150,00 ;
2º - lugar: Agenir Cortes (Russo)- Tempo – 00:19:14 minutos _ Prêmio – R$ 100,00;
3º - lugar: João Cortes – Tempo – 00:19:53 minutos _ Prêmio – R$ 50,00
4º - lugar: Marco Antônio - Tempo- 00:21:20 minutos_ Prêmio – ½ saco de milho e 1-troféu.
5º - lugar: Claudinho – Tempo- 00:21:42 minutos _ Prêmio – ferradura + ½ saco de milho.
Categoria : “Burro-Mula e Jegue”:
1º - lugar: Antônio José – Tempo- 00:21:01 minutos_ Prêmio – R$ 150,00;
2º - lugar: Zezinho- Tempo – 00:24:25 minutos_ Prêmio – R$ 100,00;
3º - lugar: Roberto- Tempo – 00:25:43 minutos_ Prêmio-R$ 50,00;
4º - lugar: Max – Tempo – 00:30:11 minutos_ Prêmio- ½ saco de milho e 1-troféu.
5º - lugar: Marquinho (Obama) – 00:33:05 minutos_ Prêmio- ferradura + ½ saco de milho.
Havendo no final um churrasco sob as músicas tocadas e cantadas por Isidoro e Sampaio.

Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM.

quinta-feira, 5 de março de 2009

OBRAS AMBIENTAIS NA CIDADE DE SÃO FIDÉLIS.

Durante algum tempo o município de São Fidélis sofreu ações ambientais catastróficas em decorrência de ações antrópicas, realizadas ao longo dos anos, e de permissões de governantes que ignoravam o meio ambiente, valorizando equivocadamente ações sociais, que eram perdidas a cada enchente ocorrida no município.
Neste tempo, a ONG MEAM, também enviou para a prefeitura um projeto de recomposição de mata ciliar, desde a cabeceira do Valão Catarina, até o seu final. Mas não bastaria isto, tendo em vista que havia casas sobre suas margens, construções tão antigas, quanto a própria cidade.
A prefeitura então procurou uma forma mais rápida para resolver o problema, onde, embora na época, foi muito criticada, acredita-se que foi resolvido, uma vez que São Fidélis, foi a única a não sofrer a última catastrofe, que inundou as cidades visinhas. Porque esta obra dá vazão à água pluvial até seu encontro com o Rio Paraíba do Sul.
O fato é que não é só do poder público, a culpa das enchentes, trata-se também de um pouco de educação dos que jogam lixo nas vias públicas.
Enfim, para dar uma melhor condição a esta nossa cidade, a ONG MEAM, tenta conscientizar o povo, quanto à educação ambiental, dando os braços a todas as instituições que se comprometam a conservar e preservar o que Deus criou. Esperando assim, que sejam revitalizadas as cabeceiras de todas as nascentes do nosso município, para que haja uma melhor retenção de água e menos aquecimento da nossa cidade.

Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Eleição da Associação de Moradores do Bairro São Vicente de Paulo do Município de São Fidélis-RJ.

No dia vinte e oito de fevereiro deste ano de dois mil e nove, houve uma confraternização da comunidade, onde algumas lideranças do bairro formaram uma chapa para concorrer com algumas propostas, na eleição de domingo dia primeiro de março.
A chapa Verde era do senhor Marquinho, a Amarela do Senhor Wanderley e a Azul, do vencedor “Agapto”.
A concorrência foi acirrada, o Senhor Agapto, foi eleito com 380 (trezentos e oitenta) votos, Wanderley 280 (duzentos e oitenta) votos, o Senhor Marquinho 233 (duzentos e trinta e três) votos.
Tem que ser mencionado, que a população daquela comunidade se encontra cada vez mais consciente de que precisa: participar, interagir e competir, com idéias direcionadas a uma melhor qualidade de vida.
Nesta segunda-feira, dia dois de março, houve uma confraternização de apoio a chapa vencedora, onde todos vão ajudar a fazer um “São Vicente de Paulo” diferente, unido, determinado e com satisfação, podendo realizar ações sociais, ambientais e culturais, para melhor assistir esta comunidade guerreira.

Genilson de Souza Cabral nº 006, Presidente da ONG MEAM.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

YouTube - Aurora Boreal (Carmina Burana)

YouTube - Aurora Boreal (Carmina Burana)

AURORA BOREAL

Será o Fim do Mundo?

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=pazXkHxzR2g&NR=1

Minc propõe compromisso mútuo de países ricos e em desenvolvimento contra aquecimento global

20/2/2009
Ronie Lima
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu nesta quarta-feira (18), durante encontro internacional promovido pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) em Nairobi, no Quênia, um compromisso entre países desenvolvidos e em desenvolvimento para que sejam adotadas metas mais ousadas de redução das emissões dos gases estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2).
Batizada de Espiral Descendente de Carbono, a proposta fundamenta-se na responsabilização conjunta e diferenciada de países desenvolvidos e em desenvolvimento para enfrentar o problema das mudanças climáticas, e condiciona-se à provisão de recursos financeiros e à transferência de tecnologias limpas para as nações em desenvolvimento, para que se possa chegar a um acordo internacional de alto nível na Conferência do Clima de Copenhagem (Dinamarca), em dezembro, quando deverão ser estabelecidos os novos parâmetros da segunda fase do Protocolo de Kyoto, após 2012.
A proposta - em discussão com o Itamaraty e o Ministério da Ciência e Tecnologia - foi feita por Minc na Consulta Ministerial sobre Mudança do Clima organizada pelo governo da Dinamarca, no Fórum Global de Ministros de Meio Ambiente, durante a 25ª sessão do Conselho de Administração do Pnuma.
O pacote proposto envolve três linhas de ação. Na primeira, os países desenvolvidos devem ampliar suas metas e formatar os mecanismos do fundo de financiamento de mitigação de emissões e adaptação das regiões que serão mais atingidas pelas mudanças climáticas. Esse fundo deverá ser superior a 100 bilhões de euros.
Atualmente, os países mais ricos da União Européia, como a Alemanha, admitem a meta máxima de 20% de redução até 2020, podendo chegar a 30% se as nações em desenvolvimento também se comprometerem com reduções.
Minc, porém, acha essa meta tímida. Ele lembra que o próprio IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, na sigla em inglês) estabeleceu que os países ricos devem reduzir suas emissões em 40%, em 2020, em relação às emissões de 1990, numa tentativa de se evitar o desastre ambiental que se avizinha com o crescente aquecimento do planeta.
O ministro do Meio Ambiente ressalta que a proposta Espiral Descendente de Carbono pressupõe um compromisso mútuo, mas diferenciado, em prol do combate ao aquecimento global. As iniciativas tomadas pelos países desenvolvidos, aliadas à disponibilização de recursos do Fundo Clima e Parcerias Tecnológicas (mais efetivas e pertinentes do que as chamadas transferências tecnológicas, que pouco resultaram), deverão ser sucedidas por resultados significativos de mitigação e redução nas curvas de crescimento das emissões dos países em desenvolvimento - dependendo, portanto, umas das outras.
Para o ministro, "há que restabelecer urgentemente a confiança. Hoje o mundo emite mais do que quando foi assinado o Protocolo de Kyoto. Bilhões de dólares estão sendo injetados na atual crise financeira em bancos e empresas, e o clima planetário não pode ficar aquém".
A iniciativa brasileira respalda-se na proposta apresentada em Poznan, na Polônia, em dezembro passado, durante encontro sobre o clima da ONU, em que um plano significativo de redução de emissões do Brasil foi elogiado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e pelo ex-presidente dos EUA Al Gore, entre outros.
Segundo o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, apresentado na Polônia, o Brasil se compromete a reduzir 70% do desmatamento da Floresta Amazônica até 2017. Trata-se de meta ambiciosa de redução, já que, no caso do Brasil, as queimadas e desmatamentos de florestas representam cerca de 75% das emissões de CO2 do país.
No encontro de hoje, o ministro Minc propôs mais duas linhas de ação contra o aquecimento global. Em primeiro lugar, os países ricos devem se comprometer a aplicar cerca de 10% do valor total das transações anuais dos projetos de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) e 10% do lucro da produção e comercialização do petróleo e do carvão no Fundo Clima, a ser utilizado em ações imediatas de mitigação do efeito estufa e de adaptação de regiões atingidas.
No Brasil, por exemplo, o Nordeste seria a região mais atingida pelas mudanças climáticas, podendo perder 30% de sua economia em decorrência de um aumento de 2 graus na temperatura planetária.
Os recursos do Fundo Clima seriam também aplicados na preservação de florestas, com investimentos em programas de países que reduzam o desmatamento, preservem ou criem novas áreas verdes.
A idéia básica dessa subconta do Fundo Clima é incentivar que os países em desenvolvimento que ainda contam com florestas, num total avaliado em 2 bilhões de hectares, sejam incentivados a mantê-las intactas ou a ampliar sua coberturas, com iniciativas como as de criação de corredores florestais ou a recuperação de áreas degradadas.
Para isso, seria estipulado um valor por hectare de floresta, ainda a ser proposto. O país que reduzisse sua cobertura florestal passaria a receber cada vez menos recursos. Aquele que aumentasse suas florestas passaria a receber valores crescentes por hectare.
Todas essas ações propostas por Minc em Nairobi poderiam ser financiadas com a constituição de um fundo geral internacional que, inicialmente, poderia contar com recursos advindos de várias fontes, como o Mercado de Carbono e taxações sobre a comercialização do petróleo.
"O conjunto dessas ações poderia fazer o mundo sair desse impasse ambiental, transformando a Conferência da Copenhagem em um pacto pela descarbonização das economias e pela salvação do planeta", afirma o ministro do Meio Ambiente.

Fonte: Imprensa MMA.

ONU lança relatório com sete pontos para reduzir risco da fome no mundo

20/2/2009
Segundo o estudo, 25% da produção alimentar pode ser perdida devido a degradações ambientais até 2050
Thais Iervolino
Durante a 25 ª sessão do Conselho de Administração do Pnuma / Fórum Ministerial Mundial do Ambiente que vai até sexta-feira (20), a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio de seu Programa Ambiental (Pnuma), lançou um relatório que divulga sete pontos para reduzir o risco da fome e o aumento da insegurança alimentar no século 21.
O estudo, divulgado durante reunião que busca soluções para as atuais crises ambiental, alimentar, energética e financeira, aponta sete questões sobre os modos de como os alimentos são produzidos, manuseados e eliminados em todo o mundo, desde a exploração agrícola até chegar aos aterros sanitários, passando por frigoríficos e comercialização do produto em lojas.
Denominado de "As crises alimentares e de meio ambiente: o papel do meio ambiente para evitar futuras crises de alimentos" (tradução de 'The Environmental Food Crisis: Environment's role in averting future food crises'), o documento afirma que, ao mudar todos esses processos, pode-se alimentar a crescente população mundial e ajudar os serviços ambientais que são o fundamento da produtividade agrícola.
Segundo o Pnuma, a menos que haja sistemas agrícolas mais inteligentes e criativos, a crise alimentar de 2008 - que fez com que milhões de pessoas passassem fome - pode trazer uma crise ainda maior nos próximos anos.
O relatório, compilado por especialistas do Penuma e pelo secretário geral das Nações Unidas Ban Ki-moon, conclui que os preços dos alimentos podem aumentar em 30 a 50% dentro de décadas, com impactos críticos àqueles que vivem em extrema pobreza - que podem chegar a gastar até 90 por cento do seu rendimento em comida.
Outra conclusão do estudo é que até 25% da produção alimentar pode ser perdida devido a "degradações ambientais" até 2050, a menos que sejam tomadas medidas. Já, cereais rendimentos estagnaram em todo o mundo e desembarques peixes estão em declínio.
Atualmente, mais de um terço do consumo mundial de cereais é utilizado como alimento para animais. Esse número aumentará em 50% até 2050. Segundo o Pnuma, se esse dado continuar a crescer, a pobreza e a degradação ambiental irá aumentar.
Fatores
O relatório mostra que muitos dos fatores responsáveis pela atual crise alimentar - seca, os biocombustíveis de primeira geração, os preços elevados do petróleo, grãos e especulação, especialmente em reservas alimentares - podem piorar substancialmente nas próximas décadas.
A alteração climática surge como outro fator que pode minar as chances de alimentação de mais de nove bilhões de pessoas até 2050.
Outras ações no âmbito do plano de sete pontos incluem:
- Reorganização do mercado dos alimentos para regular os preços e gerar redes de segurança alimentar para pessoas em situação de risco, apoiados por um fundo de micro-financiamento para impulsionar produtividade da agricultura de pequena escala nos países em desenvolvimento.
- Supressão dos subsídios agrícolas e promoção dos biocombustíveis de segunda geração com base em resíduos, em vez de culturas primárias - isto, segundo o estudo, poderia reduzir a pressão sobre terras férteis e as críticas dos ecossistemas, como as florestas.
Veja o documento na íntegra

Fonte: ef@amazonia.org.br.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Minc quer reafirmar municipalismo no RJ em busca da preservação do meio ambiente

Brasília - Ao participar de um encontro com prefeitos de municípios do Rio de Janeiro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou nesta teça-feira que pretende reforçar o que chamou de “linha do municipalismo” na região. O objetivo, segundo ele, é que os municípios fluminenses concorram uns com os outros em busca da preservação do meio ambiente e da qualidade de vida.
Durante a reunião, Minc lembrou que 38 cidades do interior do Rio de Janeiro já possuem licenciamento ambiental e que o estado conta ainda com 16 unidades de parques nacionais. O ministro voltou afirmar que a idéia do governo é investir em corredores ecológicos na região.
O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando de Souza, o Luiz Fernando Pezão, avaliou que o governo estadual nunca havia tido esse tipo de espaço e que, com a iniciativa, “quem ganha é o país”.
Pezão afirmou, entretanto, que a situação dos aterros de lixo no estado não avançou nos últimos anos e que é preciso investir em consórcios com as prefeituras.
“Perdemos tempo nesses dois anos. O que precisa são os municípios se consorciarem e terem bons projetos. A gente vê as dificuldades ao tocar as obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] por falta de projetos”, disse.
Questões como esgoto sanitário, resíduos sólidos, mananciais de abastecimento urbano, Agenda 21 e Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) também foram tratadas durante a reunião. À tarde, os prefeitos devem se unir aos cerca de 3,5 mil gestores municipais eleitos em todo o Brasil para o Encontro dos Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília.
Agência Brasil

Fonte: http://odia.terra.com.br/ciencia/htm/minc_quer_reafirmar_municipalismo_no_rj_em_busca_da_preservacao_do_meio_ambiente_229057.asp

Em coletiva no Rio, Al Gore afirma que conter aquecimento global é optar pela vida

Diogo Dantas
Rio – O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al gore, esteve no Rio neste sábado para divulgar o projeto Live Earth, show gratuito que reunirá bandas nacionais e internacionais no próximo dia 7 de julho na Praia de Copacabana, e tem como objetivo mobilizar a população para o combate ás mudanças climáticas. O político afirmou, durante coletiva no Hotel Copacabana Palace, que a sociedade atual pode ser lembrada no futuro como aquela que evitou uma catástrofe ambiental, e preservou o futuro das próximas gerações. "Faremos isso porque amamos nossos filhos e netos", disse.
Gore sustentou que a crise global que gira em torno do clima não é uma questão de optar entre a o desenvolvimento econômico e o meio ambiente, mas uma questão de certo ou errado. O ex-vice presidente defendeu ainda que países em desenvolvimento tenham que respeitar metas de redução da poluição, mas que a iniciativa deve partir das nações ricas e historicamente mais poluentes, assim como determina o Protocolo de Kyoto. O político lembrou que a China, tido como país em desenvolvimento, deve ultrapassar ainda este ano os Estados Unidos e se tornar o maior poluidor do mundo.
Al Gore lembrou as conseqüências climáticas que a inação do homem vem causando ao longo deste século, entre as quais os furacões Katrina em Nova Orleans, Estados Unidos, e o Catarina, que atingiu o sul do Brasil em 2004. O político alertou que as geleiras no Pólo Norte vêm derretendo três vezes mais rápido que o esperado por cientistas, e resumiu o aumento gradual da temperatura na Terra em uma frase: "O planeta está com febre".
Economia pode aquecer se problema for enfrentado
Um nova face da economia global pode se criar se os países se comprometerem em combater as mudanças no clima. Essa é a tese defendida por Al Gore. De acordo com o político, a maneira de relacionar economia e meio-ambiente será modificada para o bem. "A maior parte do trabalho virá de pedidos para reverter essa crise. Quando o mundo concordar em aceitar esse desafio as oportunidades serão bem maiores", afirmou Gore. Segundo o ex-vice-presidente, os países devem apostar nessa sustentabilidade para crescerem sem degradar o ambiente.
Gore lembrou dos relatórios da ONU divulgados este ano, que apontam que o combate ao problema custaria menos que negligenciá-lo. "A opção é nossa, por isso a escolha é a vida. É uma escolha entre proteger o futuro das gerações ou desistir", disse.
Educação ambiental
A necessidade de educar as crianças para uma nova maneira de lidar com o meio ambiente também foi lembrada. Gore afirmou que deve haver uma capacitação de professores para que eles possam ensinar ás crianças como lidar com o problema.
O ex-vice presidente destacou também que cada estado, empresa, família, deve tomar as iniciativas sustentáveis que lhe cabem, independente de uma legislação do país. Gore lembrou que apesar de os Estados Unidos não terem ratificado o Protocolo de Kyoto, os estados norte-americanos já se esforçam para a aplicação de um desenvolvimento sustentável em suas regiões.
O evento
O show Live Earth que chega ao Brasil dará o exemplo no combate ao aquecimento global. Toda a emissão de gases de efeito-estufa produzida será neutralizada. Gastos com energia e viagens de artistas, por exemplo, serão carbono zero. O evento será movido em parte por energia eólica. O Live Earth foi criado por Kevin Wall, produtor-executivo da série de shows Live 8. A campanha acontecerá durante 24hrs em 7 continentes. A acomeçar pela Austrália, seguindo para o Brasil, depois no Japão, China, África do Sul, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.
A apresentadora Xuxa Meneguel esteve ao lado de Al Gore durante entrevista. Xuxa, que será a principal divulgadora do evento, afirmou que no que puder vai ajudar a conscientizar as crianças sobre a importância do combate às mudanças no clima

Fonte: http://odia.terra.com.br/ciencia/htm/geral_98122.asp

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ICMS Verde RJ 2009: Saiba quanto seu município receberá

8/1/2009
2009 renova as esperanças dos cidadãos fluminenses quando o assunto é Floresta e Água!
SAIBA QUANTO SEU MUNICÍPIO RECEBERÁ DE ICMS VERDE NESTE ANO.
Após anos tramitando na ALERJ o ICMS Verde foi finalmente aprovado na forma da Lei n. 5100 em 4/10/07 e passa a vigorar a partir deste ano, quando distribuirá cerca de 36 milhões de reais aos municípios segundo critérios de conservação ambiental. Este valor (estimado pela Secretaria de Fazenda) ainda representa somente 1% do valor total arrecadado no ICMS, mas a lei já garante 1,8% em 2010 e 2,5% em 2011.
O ICMS Verde é um novo imposto?
Não. Trata-se da redistribuição de 2,5% do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) segundo critérios ambientais.
Esta redistribuição foi pensada para compensar os municípios que tinham historicamente, o uso de seu território limitado pela presença de unidades de conservação (reservas, parques e etc) ou por mananciais estratégicos para o abastecimento das cidades.
Quais são os critérios para a distribuição destes recursos aos municípios?
Os recursos do ICMS Verde serão distribuídos da seguinte maneira:
I – área e efetiva implantação das unidades de conservação, das Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN, conforme definidas no SNUC, e Áreas de Preservação Permanente – APP, 45% (quarenta e cinco por cento), sendo que desse percentual 20% (vinte por cento) serão computados para áreas criadas pelos municípios;
II – índice de qualidade ambiental dos recursos hídricos, 30% (trinta por cento);
III – coleta e disposição adequada dos resíduos sólidos, 25% (vinte e cinco por cento).
Ou seja, 75% dos recursos ou 27 milhões de reais (estimativa) serão destinados em 2009 para os municípios que tratarem bem suas florestas e águas.
Estas informações são coletadas nos bancos de dados do Estado, principalmente os da FEEMA, SERLA e IEF (atuais INEA), e por meio de questionários encaminhados aos municípios. A Fundação CIDE fica responsável pelos cálculos. Infelizmente em 2008, 14 municípios não responderam estes questionários, ficando com suas pontuações zeradas e não receberão recursos em 2009.
Existirá controle social sobre estes recursos?
Sim. Os municípios só poderão receber os recursos do ICMS Verde se o seu Sistema Municipal do Meio Ambiente estiver estruturado minimamente por:
I - Conselho Municipal do Meio Ambiente;
II - Fundo Municipal do Meio Ambiente;
III - Órgão administrativo executor da política ambiental municipal (Secretaria específica);
IV – Guarda Municipal ambiental.
Saiba quanto seu município receberá e exija transparência na aplicação dos recursos.
Os recursos do ICMS Verde serão obrigatoriamente utilizados para a conservação ambiental?
Infelizmente não. Os recursos podem ser utilizados para quaisquer objetivos, obviamente, legais. No entanto, com um pouco de inteligência o gestor público perceberá que quanto mais investir em ações que melhorem os indicadores verificados no ICMS Verde, mais ele receberá no próximo ano. Por exemplo, se um município não tem nenhuma unidade de conservação (UC) em seu município, poderá investir recursos recebidos em 2009 na criação de uma, para que, em 2010, possa receber mais.
Mas lembre: Unidades de Conservação de Uso Sustentável, como as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) contarão pouco na pontuação. Portanto, se forem criar uma UC, esta deverá ser preferencialmente de Proteção Integral. Ou seja, um Parque, uma Reserva Biológica, uma Estação Ecológica ou mesmo apoiar a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) certificadas pelo Governo do Estado.
Outro exemplo é o município que já tem uma UC criada e que investirá seus recursos do ICMS Verde para estruturá-la, com a elaboração do Plano de Manejo, sede, postos de fiscalização ou sinalização. Ou mesmo o município que teve baixa pontuação no índice de qualidade da água e quer melhorar em curto prazo seus indicadores, investindo no controle de sedimentos e tratamentos de efluentes por meio de sistemas alternativos e de baixo custo. Tudo isso contará mais pontos e fará com que o município receba mais no próximo ano.
Enfim, o gestor inteligente será aquele que tiver a capacidade de investir estrategicamente os recursos do ICMS Verde para ganhar mais a cada ano!
Participação Social em 2009:
Para incentivar esta dinâmica, este “círculo virtuoso” que é o ICMS Verde, a Secretaria de Estado do Ambiente irá, todos os anos, refinar seus indicadores em parceria com a sociedade civil organizada e os municípios. Neste sentido, a partir deste ano o Instituto Terra, o Instituto BioAtlântica, a Associação Mico- Leão-Dourado, em parceria com o Secretaria de Estado do Ambiente iniciarão uma parceria com o intuito de garantir o aperfeiçoamento desta importante ferramenta de conservação ambiental que é o ICMS Verde.
A previsão é de que, já em 2010, o valor bruto do ICMS Verde seja triplicado. Portanto, vamos fazer bom uso destes recursos em 2009, para que ele cresça em 2010.
Saudações Verdes,
Instituto Terra de Preservação Ambiental
Veja abaixo a tabela com os valores discriminados por município.Para fazer o download, clique aqui
Estimativa de Distribuição de ICMS Verde em 2009
Valor distribuido de ICMS Verde em 2009 =
R$ 36.000.000
Estimativa da Secretaria de Fazenda
Município
IFCA
IrMA
IrTE
IrDL
IrRV
IrAP
IrAPM
Índice Final
Manancial de Água
Esgoto
Destino do Lixo
Lixões
Áreas Verdes
Áreas Municipais
Angra dos Reis
1.080.716
0
0
88.889
42.857
907.641
41.329
Aperibé
42.857
0
0
0
42.857
0
0
Araruama
518.891
199.906
268.329
0
0
50.656
0
Areal
0
0
0
0
0
0
0
Armação dos Búzios
700.129
0
651.064
0
0
44.376
4.689
Arraial do Cabo
111.805
0
0
0
0
111.805
0
Barra do Piraí
133.723
0
0
88.889
42.857
537
1.440
Barra Mansa
37.315
0
0
0
0
10.811
26.504
Belford Roxo
140.901
0
140.901
0
0
0
0
Bom Jardim
269.517
0
0
266.667
0
2.850
0
Bom Jesus do Itabapoana
0
0
0
0
0
0
0
Cabo Frio
461.153
96.005
325.073
0
0
40.076
0
Cachoeiras de Macacu
1.861.628
886.510
0
0
0
975.118
0
Cambuci
0
0
0
0
0
0
0
Campos dos Goytacazes
454.121
0
336.109
0
0
118.012
0
Cantagalo
310.445
0
0
266.667
42.857
250
671
Carapebus
469.053
0
0
266.667
42.857
159.529
0
Cardoso Moreira
309.524
0
0
266.667
42.857
0
0
Carmo
110.317
0
0
88.889
21.429
0
0
Casimiro de Abreu
525.929
186.256
0
0
0
339.673
0
Comendador Levy Gasparian
0
0
0
0
0
0
0
Conceição de Macabu
927.538
0
0
266.667
42.857
167.828
450.186
Cordeiro
328.510
0
0
266.667
42.857
5.156
13.831
Duas Barras
309.524
0
0
266.667
42.857
0
0
Duque de Caxias
720.933
0
102.359
88.889
42.857
486.828
0
Engenheiro Paulo de Frontin
59.057
0
0
0
0
59.057
0
Guapimirim
1.228.819
295.374
0
88.889
42.857
801.698
0
Iguaba Grande
1.419.557
0
1.315.503
0
0
74.150
29.905
Itaboraí
244.323
17.401
0
88.889
42.857
65.176
0
Itaguaí
29.210
0
0
0
0
29.210
0
Italva
0
0
0
0
0
0
0
Itaocara
0
0
0
0
0
0
0
Itaperuna
680.164
0
680.164
0
0
0
0
Itatiaia
818.463
0
0
88.889
42.857
686.717
0
Japeri
31.267
0
527
0
0
30.739
0
Lage do Muriaé
0
0
0
0
0
0
0
Macaé
320.701
0
0
266.667
42.857
11.177
0
Macuco
0
0
0
0
0
0
0
Magé
336.340
1.907
0
0
0
334.433
0
Mangaratiba
318.411
0
80.123
0
0
238.288
0
Maricá
238.241
0
0
88.889
42.857
106.495
0
Mendes
25.687
0
0
0
0
17.290
8.397
Mesquita
1.306.047
0
0
88.889
42.857
362.296
812.004
Miguel Pereira
177.783
0
0
0
0
173.719
4.064
Miracema
131.746
0
0
88.889
42.857
0
0
Natividade
137.318
0
0
88.889
42.857
5.572
0
Nilópolis
144.464
0
12.718
88.889
42.857
0
0
Niterói
1.284.385
0
852.804
88.889
42.857
298.805
1.030
Nova Friburgo
744.672
0
0
266.667
42.857
435.149
0
Nova Iguaçu
1.365.894
0
0
266.667
42.857
746.501
309.869
Paracambi
152.234
0
38.267
0
0
113.866
0
Paraíba do Sul
0
0
0
0
0
0
0
Parati
686.868
0
0
0
0
686.868
0
Paty do Alferes
319.159
0
8.879
88.889
42.857
48.483
130.051
Petrópolis
1.223.091
0
390.183
266.667
42.857
518.761
4.623
Pinheiral
131.746
0
0
88.889
42.857
0
0
Piraí
377.914
43.138
0
266.667
42.857
23.732
1.519
Porciúncula
131.746
0
0
88.889
42.857
0
0
Porto Real
131.746
0
0
88.889
42.857
0
0
Quatis
110.744
0
0
88.889
21.429
116
311
Queimados
282.104
0
0
266.667
0
15.438
0
Quissamã
429.804
0
0
266.667
42.857
120.280
0
Resende
1.304.807
0
0
0
0
566.436
738.371
Rio Bonito
331.393
150.719
0
88.889
42.857
48.928
0
Rio Claro
1.206.246
1.156.862
0
0
42.857
6.527
0
Rio das Flores
131.746
0
0
88.889
42.857
0
0
Rio das Ostras
961.540
4.231
306.248
266.667
42.857
305.314
36.223
Rio de Janeiro
1.195.046
0
267.523
266.667
42.857
411.819
206.180
Santa Maria Madalena
632.759
0
0
266.667
42.857
323.235
0
Santo Antônio de Pádua
0
0
0
0
0
0
0
São Fidélis
327.979
0
0
266.667
21.429
39.884
0
São Francisco de Itabapoana
38.266
0
0
0
21.429
16.837
0
São Gonçalo
319.647
0
161.964
0
21.429
136.255
0
São João da Barra
0
0
0
0
0
0
0
São João de Meriti
248.409
0
116.663
88.889
42.857
0
0
São José de Ubá
0
0
0
0
0
0
0
São José do Vale do Rio Preto
377.715
0
0
88.889
42.857
66.796
179.174
São Pedro da Aldeia
962.253
4.400
926.794
0
0
31.059
0
São Sebastião do Alto
22.517
0
0
0
21.429
295
793
Sapucaia
351
0
0
0
0
351
0
Saquarema
292.212
0
217.706
0
0
74.507
0
Seropédica
19.799
0
0
0
0
19.799
0
Silva Jardim
1.139.444
527.292
0
0
0
612.153
0
Sumidouro
88.889
0
0
88.889
0
0
0
Tanguá
206.897
0
0
0
0
56.185
150.712
Teresópolis
907.733
0
0
88.889
42.857
775.987
0
Trajano de Moraes
309.524
0
0
266.667
42.857
0
0
Três Rios
0
0
0
0
0
0
0
Valença
9.380
0
0
0
0
7.651
1.730
Varre-Sai
0
0
0
0
0
0
0
Vassouras
2.121
0
0
0
0
2.121
0
Volta Redonda
119.097
0
0
0
0
32.700
86.396
Somatório
36.000.000
3.600.000
7.200.000
7.200.000
1.800.000
12.960.000
3.240.000


Fonte: Agenda 21 RJ.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Pré-Vestibular Social

Pré-Vestibular Social

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ATUANDO EM MEIO AMBIENTE.

Grupo de representantes de comunidades rurais e estudantes do ensino médio, que concluiram o curso ministrado no Colégio Agricola de São Fidélis, tiveram aulas de Eco-Turismo, com Lussimar Therezinha Assumpção da ONG MEAM na quinta feira, durante o dia , sendo elaborado e ministrado palestras de 04:00 (quatro) horas aula, de Meio Ambiente, pela ONG MEAM, na sexta-feira dia 22 de janeiro de 2009, havendo total interação e assistência da EMATER de São Fidélis, que emitirá um "Certificado", com o desenvolvimento da Agricultura Familiar.

Genilson de Souza Cabral nº 006

Presidente da ONG MEAM.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ministro retira apoio a propostas polêmicas de ONGs ambientalistas e faz acordo com colegas

João Domingos
BRASÍLIA, DF - Diante do impasse sobre o Código Florestal, em exame pelo Congresso, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, decidiu retirar o apoio a mais de metade das propostas de ONGs ambientalistas. Entre as que caíram está a mais polêmica de todas, a que previa a prisão de agricultores familiares que continuassem plantando café, erva-mate, maçã e uva em encostas, rechaçada em conjunto pelos ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e da Agricultura, Reinhold Stephanes.
Com a mudança de posição, Cassel e Minc voltaram a atuar em conjunto nos debates a respeito do Código Florestal. E decidiram ampliar o fórum que tratará do tema, a partir de fevereiro, quando o Congresso retomar suas atividades.
Foram convidados a participar das discussões, além do Ministério da Agricultura, parlamentares envolvidos com a questão agrária, a presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), e secretários estaduais de Meio Ambiente.
Por causa da proposta dos ambientalistas, que acabaram sendo assumidas por certo tempo pelo Meio Ambiente, os debates sobre o Código Florestal entraram num impasse tão grande no fim do ano que Stephanes dissolveu a comissão que cuidava do assunto. Os ambientalistas ainda tentaram uma saída, deixando de lado a possibilidade de prisão dos pequenos agricultores que insistissem em trabalhar nas encostas, mas Cassel exigiu que as propostas fossem enxugadas.
Agora, com o acordo feito entre Minc e Cassel, das 13 propostas iniciais dos ambientalistas restaram apenas 6. E elas prometem ser bem menos polêmicas do que as anteriores, porque permitirão a flexibilização nas regras do Código Florestal. Por exemplo: fora da Amazônia os agricultores poderão utilizar as margens dos rios - chamadas áreas de proteção permanente - para compor a reserva legal, que é de 20% da área.
Também deverá ser autorizado o plantio de espécies exóticas arbóreas perenes nas reservas legais, como o dendê ou a teca, ambos de alta produtividade e valor comercial. Falta definir somente o porcentual máximo de plantio. Também será permitida a compensação de reserva legal em outra sub-bacia na mesma bacia federal, no mesmo bioma e ecossistema.
“Sou um ministro do diálogo. Quero dialogar para resolver essa questão do Código Florestal. Acho que, com a entrada dos representantes da CNA e dos governos estaduais, nós vamos avançar muito”, disse Minc.
Até então, havia queixa por parte dos representantes do Ministério da Agricultura de que nas reuniões os ambientalistas ocupavam todos os espaços.


Fonte: Manchetes Socioambientais / OESP, 21/1, Nacional, p.A8.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

CAMPANHA "DIGA NÃO ÀS ENCHENTES"

16/12/2008
INSTITUTO SOS RIOS DO BRASIL
NÃO PERMITA QUE AS TRAGÉDIAS SE REPITAM EM SUA CIDADE
DIGA NÃO ÀS ENCHENTES
VERIFIQUE SE OS BUEIROS ESTÃO TODOS DESENTUPIDOS – RECLAME SE NÃO ESTIVEREM.
NÃO JOGUE E NÃO DEIXE JOGAR LIXO NOS RIOS, NAS RUAS E NOS TERRENOS BALDIOS. DENUNCIE !
SOLICITE LIMPEZA NOS CURSOS D' ÁGUA DAS REGIÕES ONDE OCORRERAM ENCHENTES.
SE NOTAR DERRUBADAS DE MATAS E INVASÕES EM ÁREAS DE RISCO, AVISE A DEFESA CIVIL OU A PM.
TERRAPLANAGENS E ATERROS SUSPEITOS PODEM PROVOCAR DESABAMENTOS. DENUNCIE !
SE AS ÁGUAS COMEÇAREM A SUBIR, SAIA DA CASA IMEDIATAMENTE...SUA VIDA VALE MUITO MAIS !
NÃO ENFRENTE INUNDAÇÕES COM O SEU CARRO. ELE PODE SER ARRASTADO PELA FORÇA DAS ÁGUAS.
AJUDE A EVITAR PREJUÍZOS E MORTES ! ©
CAMPANHA DO INSTITUTO SOS RIOS DO BRASILÁGUA – QUEM USA, CUIDA!
http://sosriosdobrasil.org email: contato@sosriosdobrasil.org
(Ajude a salvar vidas! Seja solidário e responsável, faça a sua parte! Divulgue!)

Os Problemas das Monoculturas de Eucalípto

14/1/2009
Os números são expressivos: 8 mil hectares de eucaliptos já plantados no Rio Grande do Sul. A previsão da grande empresa Aracruz é de plantar 154 mil hectares até 2010.
Estudo mostra impacto das monoculturas de eucalipto sobre as mulheres
Agência Envolverde
Um estudo de caso produzido pela Friends of the Earth e Movimiento Mundial por los Bosques Tropicales (WRM), em parceira com o Núcleo Amigos da Terra/Brasil, mostra a realidade vivida por mulheres que se encontram na região de expansão dos monocultivos de eucalipto das papeleiras, o bioma Pampa. O trabalho será apresentado nesta sexta-feira (19/12), na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, às 14h.
Trata-se de um subsídio ao encontro organizado pelo Movimento Nacional em Direitos Humanos, "Relatório da violação dos direitos humanos pela atividade da silvicultura no Estado do Rio Grande do Sul 2005-2008". A autora é a bióloga e mestre em Educação Ambiental Cíntia Pereira Barenho.
"É uma importante ferramenta não só para a luta contra a expansão dos megaprojetos de celulose e papel dos movimentos sociais e ambientalistas, mas também para todos os setores da sociedade porque mostra a realidade de mulheres que pouco ou quase nada têm sido divulgado pela mídia," diz. Conforme a bióloga, a situação destas mulheres ainda é de invisibilidade social, apesar de elas já estarem à frente de lutas de resistência.
Contaminação do ambiente
O estudo de caso contou com a participação de vinte mulheres de movimentos sociais do campo e da cidade que relataram diferentes impactos da silvicultura em suas vidas. As participantes moram em Rio Grande, Hulha Negra, Piratini, Encruzilhada do Sul, Barra do Ribeiro, São José do Norte, Santana do Livramento, Herval e Porto Alegre.
Dentre os problemas decorrentes dos monocultivos relatados pelas mulheres, constatou-se dificuldades acerca das condições sociais e de sobrevivência diária, como a contaminação do ambiente e de animais devido a utilização de grande quantidade de agroquímicos nas lavouras de eucalipto e também a precária situação das estradas rurais devido ao tráfego de veículos pesados.
Além disso, elas relatara, situações de violência e assédio sexual com o início das plantações de eucalipto; escassez de água; degradação da terra e precárias condições de trabalho nos plantios. A reforma agrária foi paralisada e o abandono do campo tem se intensificado.
Clique para ler o estudo AQUI.

Fonte: NAT Brasil (Envolverde/Ecoagência)© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.


Fonte: REBIA Sudeste / Blog SOS Rios do Brasil / NAT Brasil.

RJ: Estado avança no controle da poluição por agrotóxicos

14/1/2009
A secretaria estadual de Agricultura teve bons motivos para comemorar, neste domingo (11/1), o Dia de Controle de Poluição por Agrotóxicos. Nos últimos dois anos, as ações de controle e conscientização sobre o uso de agrotóxicos trouxeram importantes ganhos ambientais para o meio rural.
Neste período, o Rio de Janeiro se destacou no ranking dos estados brasileiros, apresentando o maior crescimento no recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos. Foram retiradas do campo 52 toneladas deste material, representando um aumento de 104,7%.
Segundo o engenheiro agrônomo e coordenador de controle de agrotóxicos da secretaria, Leonardo Vicente da Silva, o resultado é reflexo do trabalho de conscientização junto aos agricultores, aliado ao aumento do número de postos para recebimento desse material no estado.
O agrônomo ressalta que estas embalagens descartadas de forma inadequada podem representar sérios riscos à saúde e contaminar o meio ambiente.
- Depois de utilizar o produto, o agricultor deve devolver as embalagens vazias em um posto de recebimento credenciado ou na revenda onde adquiriu o produto. O material recolhido é encaminhado para recicladoras ambientalmente licenciadas para este fim - orientou.
Na avaliação do secretário de Agricultura, Christino Áureo, o Rio de Janeiro caminha para se firmar como um pólo de agricultura sustentável, atendendo à crescente demanda de mercado por produtos saudáveis, com redução ou até mesmo ausência de aditivos químicos.
- Além do trabalho que já vem sendo desenvolvido, vamos realizar, neste ano, uma grande campanha de conscientização e esclarecimento sobre o assunto, tanto para o consumidor quanto para o produtor - enfatizou.
Em 2008, a Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal da secretaria iniciou ainda a retirada de produtos agrotóxicos vencidos, obsoletos e proibidos, armazenados na zona rural e no comércio. Estas ações, em parceria com a Feema, removeram cerca de seis toneladas destes produtos.
- Devido ao grande perigo que representava, todo o material foi levado para destruição em incinerador industrial, especialmente preparado para essa finalidade. Entre os produtos apreendidos, havia clorados, organofosforados e piretroides, entre outros, destacou.
As ações da secretaria na área de controle de agrotóxicos são integradas por projetos educacionais como o Campo Limpo, Lavoura Limpa e Organizada e campanhas de recolhimento de embalagens vazias. Além disso, os técnicos fazem mapeamento da utilização destes produtos nas áreas rurais e mobilizam as comunidades com cursos e palestras de capacitação.
- O nosso maior objetivo é, através da informação e conscientização, mudar a atitude dos agricultores com relação ao uso de agrotóxicos em suas lavouras - finalizou.



Fonte: Subsecretaria de Comunicação Social.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

FIM DAS OBRAS DA PREMAG.

A ONG MEAM esteve verificando o término das obras de São Fidélis na altura do antigo matadouro, onde será viabilizada uma rota direta, deixando de ocorrer dificuldades de escoamento de águas pluviais, podendo agora ser mais seguro e rápido o esvaziamento das ruas e valões, que outrora deixava alagadas as casas fidelenses.
A empresa contratada, é a PREMAG, empresa com um longo curriculum de obras em várias áreas do estado, tendo, segundo o exucutor, senhor Antônio, um histórico de 35 (trinta e cinco) anos de existênica.
Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Quer ser um colaborador?

Se você desejar ser um colaborador da ONG MEAM, entre em contato com o presidente da ONG, e-mail: ongmeam@yahoo.com.br, ou pelo tel.: (22) 99464220, sua logomarca poderá ser divulgada como um colaborador da ONG neste blog. Muitas pessoas não querem aparecer, mas é bom mostrar quem são os colaboradores, para que sirvam de exemplo para as demais pessoas, cujo o cunho disto também é a transparência do nosso trabalho.

Solidariedade.

A ONG MEAM em parceria com a ONG AS DOSE PEDRAS DE ISRAEL, de São Fidélis, realizou nesta data 25 de dezembro, Natal, a distribuição de várias cestas básicas compostas pelos principais alimentos, que foram direcionadas a alguns pescadores entre outros populares que também encontravam se em situação difícil. Sabemos que neste final de ano, muitas coisas aconteceram, muitas catástrofes, que desencadearam condições diversas para as pessoas comuns e até mesmo para o comércio local.

As ONGs envolvidas recebem contribuições deste comércio local, para a realização de ações sociais e ambientais. É fato que passamos por uma crise financeira mundial, por onde temos que nos informarmos para ajudar na resolução destes problemas.
Como o próprio presidente disse, não podemos deixar de agir, temos que pensar.
A ONG MEAM, planeja para o próximo ano, realizar um banco de mudas, para reflorestamento das Áreas de Preservação Permanente, se possível envolver os produtores rurais, para recuperação principalmente das nascentes de água e topos de morro. Porque a falta desta mata, é que nos traz o excesso de catástrofes, desmoronamentos, erosão, assoreamento, soterramentos, etc.
Temos que ser mais conscientes, buscar para nossa população um desenvolvimento sustentável, onde possa gerar renda e uma melhor qualidade de vida para todos. Principalmente agora, que o Rio Paraíba do Sul vai ficar um longo tempo em período de defeso.
A ONG MEAM e a ONG AS DOSE PEDRAS DE ISRAEL, deseja a todos um feliz natal e um próspero ano novo.

Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM.

domingo, 21 de dezembro de 2008

OBRAS QUE FORAM BEM VINDAS NO MOMENTO CERTO EM SÃO FIDÉLIS.

Temos que dar o braço a torcer, nestas primeiras chuvas, no período do ano
passado, já teria inundado a cidade. Porém parece que surgiu efeito,
pelo menos momentâneo, para a solução do problema da enchente em São
Fidélis. Haja vista que em outras cidades, que com esta chuva
ficaram alagadas, este município não sofreu o mesmo caus intenso, ao qual
passaram outras cidades vizinhas, a exemplo de Campos, Cambuci, Aperibé,
Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé e outros mais. Parece que as
obras foram acertadas, até mesmo no momento oportuno. Pois sabe se
que é um período natalino, onde o comércio local, precisa receber, e as pessoas,
precisam ter pelo menos, um pouco mais de escolha, senão o de adquirir novamente
o que se perdeu em enchentes.
O Rio Paraíba do Sul esteve novamente bem cheio, e é por isso que devemos
respeitar a lei 4771/65, Art. 2º,(RESOLUÇÃO 303 e 302) em relação a construção em área de preservação permanente, pois as casas construidas dentro da área de proteção, são as que estão em risco. As que estão próximas do rio, são alagadas, as que estão em morro, desabam, as que estão em área de decrive acima de 45º, são soterradas.
Por isso existe a ONG MEAM, no caso de dúvidas para qualquer eventual atitude ou atividade, procure orientação, para que se possa prevenir acidentes catastróficos, aos quais a lei já prevê.

Genilson de Souza Cabral nº 006

Presidente da ONG MEAM.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

NOTA DE FALECIMENTO.

Faleceu no dia 12 de dezembro deste ano de 2008, o heróico Pescador e Presidente da Z-21, Associação de Pescadores de São Fidélis, Joaci, cuja história é conhecida em todo o Estado do Rio de Janeiro, pois foi "O CARA", com sua humildade, seu carisma, seus objetivos, fez uma história de luta por seus associados e pelo Rio Paraíba do Sul. Muitas foram as vezes que sorriu, mas diversas vezes chorou, em 2003, com o desastre da Cataguazes, com o falecimento de alguns pescadores, e atualmente com o desastre da Servantis.
Todos nós sabemos que os heróis tem lugar certo no céu, pois não há e nem nunca houve um homem, que sendo temente a Deus, não fosse um herói aqui na terra, e Joaci, foi temente a Deus sempre, homem exemplar, bom pai, bom amigo, ótimo lider, e um grande vencedor.
Vá com Deus meu amigo, pois sabemos que há um lugar no céu, onde os grandes homens são colocados, e aqui na terra, seu lugar estará sempre guardado no coração de cada um que te conheceu, e que vai levar consigo o grande exemplo que deixou.
Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Vazamento de pesticida no Paraíba do Sul foi maior que informado pela empresa

28/11/2008
Rio - A suspeita de que o vazamento do inseticida Endosulfan, no Rio Pirapetinga, afluente do Paraíba do Sul, foi maior do que os 1,5 mil litros informados pela Servatis, e está sendo apurado pela Feema.
Na vistoria realizada na Servatis, sediada em Resende, os técnicos da Feema descobriram que a capacidade do caminhão de onde vazou o Endosulfan, durante o descarregamento do produto, era 30 mil litros, no entanto, somente doze mil litros, ainda assim misturados à água da chuva, foram recolhidos do dique de contenção da empresa.
O vazamento, portanto, considerando os danos causados ao Paraíba do Sul, teria sido bem maior, estimado na avaliação dos técnicos, em até 10 vezes mais do que fora relatado pela empresa.
A Secretaria estadual do Ambiente está neste momento elaborando os laudos sobre os impactos na ictiofauna do Paraíba do Sul, e estuda com o Ibama, a necessidade de criar de um defeso emergencial visando dar prazo para à recomposição das espécies afetadas. A medida pode ser necessária uma vez que os pescadores venham a ficar impossibilitados de exercer suas atividades.
A pluma tóxica tem provocado mortandade de peixes nas cidades por onde passa. Orientados pelos técnicos, estes municípios atingidos têm suspendido temporariamente a captação de água, por medida de precaução até que a contaminação se reduza a um nível aceitável. Além disso, os técnicos também alertam para que não sejam consumidos os peixes mortos.
O limite tolerado pelo homem, de acordo com o Ministério da Saúde, é de 20 microgramas por litro, já os peixes, são extremamentes sensíveis ao inseticida e suportam um limite de apenas 0,2 micrograma por litro.
O monitoramento que vem sendo feito permite o acompanhamento preciso do andamento da pluma tóxica que, ontem, chegou às localidades de Itaocara, Pureza, Cambuci e Portela, onde as captações de água foram interrompidas.


Fonte: REBIA Nacional / O DIA Online.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Comissão da ALERJ entra com Notícia-crime contra a SERVATIS

27/11/2008
O presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj, deputado estadual André do PV, entregou ao delegado da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, Fernando Reis, noticia-crime contra a indústria química Servatis, localizada em Resende, região do Médio Paraíba. A empresa é responsável pelo vazamento do pesticida endosulfan no rio Parapetinga, afluente do Paraíba do Sul, o que vêm ocasionando a mortandade de toneladas de peixes. A notícia-crime contém toda a documentação sobre o acidente, com fotos, dados completos do produto endosulfan 350 e seus efeitos no meio ambiente e em seres humanos. "Já fui informado que algumas pessoas chegaram a ingerir os peixes envenenados. Este acidente é gravíssimo e medidas precisam ser tomadas", afirmou o deputado, que entregou uma cópia da notícia-crime ao Ministério Público rstadual.
Na última sexta-feira (21/11), André do PV enviou ao governador Sérgio Cabral o pedido de assinatura de um decreto proibindo a instalação de indústrias que trabalhem com substâncias organocloradas às margens do Paraíba do Sul e de seus afluentes.
Fonte: Comunicação Social da Alerj.

Esperando resposta da SERVATIS S.A

OFICIO ENVIADO À SERVATIS

O Presidente da ONG MEAM, enviou para a SERVATIS S.A um oficio carimbado e assinado,de nº 40/26/11/2008, solicitando uma atitude dela quanto aos fatos ocorridos, conforme cópia abaixo.
No entanto, é necessário, que o representante da CEDAE, o Presidente da ASSOCIAÇÃO COMERCIAL e AGRICOLA DE SÃO FIDÉLIS, o presidente da COLÔNIA DE PESCADORES, todos presidentes de ASSOCIAÇÕES DE BAIRROS, representantes do poder público, e entidades civís (ONGs)(OSCIPs), façam um balanço dos prejuízos computáveis, e como podem ser indenizados todos os prejudicados, sem deixar de fora os problemas ambientais e sociais, em quaisquer dos seus patamares.
Para que juntos possam entrar com uma ação coletiva no Ministério Público de Interesses Difusos, apontando uma somatória de motivos e prejuízos, para preitear todos os direitos constitucionais, aos quais se tem cada cidadão fidelense, que de alguma forma foi lesado.
Incrua se neste assunto, um abaixo assinado de toda a população, inclusive os estudantes, que fazem parte da nova geração, que é vitima deste presente e será o futuro desta terra.

Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM
OFICIO Nº.
40/26/11/2008 LOCAL E DATA.
São Fidélis, 26 de novembro de 2008
DO:Presidente da ONG MEAM.CARIMBO
AO:Sr. Gustavo Henrique de Souza
ASSUNTO: Conscientização Ambiental.
Informo-vos que nesta data foi orientado o (a) Senhor (a) quanto ao ato de ilícito degradante por se tratar de Crime Ambiental previsto no Art. 54 da Lei 9605/98.

( ) Queimada de Pasto Art.27 da 4771/65

( ) Queimada de Florestal em APP Art. 41 da Lei 9.605/98

( ) Incêndio Florestal sem aceiro Art. 250 da Lei 2.848/40

( ) Desmatamento em APP Art. 38 da Lei 9605/98

( ) Corte de Arvores Seletivas em APP Art. 39 da Lei 9605/98

( ) Desvio de Curso D’água Art. 161 da Lei 2.848/40

(x ) Poluição Art. 54 da Lei 9605/98

( ) Motosserra Art. 51 da Lei 9605/98

( ) Caça Predatória Art. 29 da Lei 9605/98

( ) Construção Irregular Art. 60 da Lei 9605/98

( ) Construção em Solo não Edificável Art. 64 da Lei 9605/98

( ) Pinchação Art. 65 da Lei 9605/98

(X) Art. 72 da Lei 9605/98 prevê:

Art. 72. As infrações administrativas são punidas com as seguintes sanções, observado o disposto no art. 6º:

I - advertência;

II - multa simples;

III - multa diária;

IV - apreensão dos animais, produtos e subprodutos da fauna e flora, instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração;

V - destruição ou inutilização do produto;

VI - suspensão de venda e fabricação do produto;

VII - embargo de obra ou atividade;

VIII - demolição de obra;

IX - suspensão parcial ou total de atividades;

X - VETADO

XI - restritiva de direitos.

§ 1º. Se o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-ão aplicadas, cumulativamente, as sanções a elas cominadas.

§ 2º. A advertência será aplicada pela inobservância das disposições desta Lei e da legislação em vigor, ou de preceitos regulamentares, sem prejuízo das demais sanções previstas neste artigo.

§ 3º. A multa simples será aplicada sempre que o agente, por negligência ou dolo:

I - advertido por irregularidades que tenham sido praticadas, deixar de saná-las, no prazo assinalado por órgão competente do Sisnama ou pela Capitania dos Portos, do Ministério da Marinha;

II - opuser embaraço à fiscalização dos órgãos do Sistema ou da Capitania dos Portos, do Ministério da Marinha.

§ 4°. A multa simples pode ser convertida em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente.

§ 5º. A multa diária será aplicada sempre que o cometimento da infração se prolongar no tempo.

§ 6º. A apreensão e destruição referidas nos incisos IV e V do caput obedecerão ao disposto no art. 25 desta Lei.

§ 7º. As sanções indicadas nos incisos VI a IX do caput serão aplicadas quando o produto, a obra, a atividade ou o estabelecimento não estiverem obedecendo às prescrições legais ou regulamentares.

§ 8º. As sanções restritivas de direito são:

I - suspensão de registro, licença ou autorização;

II - cancelamento de registro, licença ou autorização;

III - perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais;

IV - perda ou suspensão da participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito;

V - proibição de contratar com a Administração Pública, pelo período de até três anos.


Referencia: Catástrofe no Rio Paraíba do Sul.

A ONG MEAM, sediada em São Fidélis, representa a região norte e noroeste no Estado do Rio de Janeiro.
Convida o diretor desta empresa a um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), com o intuito de uma ação civil pública, ou uma parceria, onde através de um entendimento, possa ser encontrado um meio de reparação a degradação ambiental da biodiversidade aquática e um entendimento com os pescadores, que se encontrarão a deriva quando acabar esta piracema.
Certo que a justiça será feita cabe aos responsáveis por esta empresa, uma retratação, onde possivelmente poderá ser resolvido o problema, realizando projetos objetivando a restauração do meio ambiente e uma melhor qualidade de vida à população.
Sendo assim, em oportunidade esta organização dispensa protestos de estima e consideração.

Assim sendo toma ciência o Sr. Gustavo Henrique de Souza residente no local_SERVATIS S.A.Rodovia Presidente Dutra, s/nº - km 300,5, Bairro Fazenda da Barra, Resende – RJ, CEP: 27.537-000, CNPJ: 06.697.008/0001-35, Telefone: (24) 3358-1000, Fax: (24) 3358-1032.
Identidade nº._________________________Profissão:Assessor de imprensa.

Assina: _______________________________________________.

Orientador:_Genilson de Souza Cabral__Função: Presidente __ONG nº_006____.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Auditoria ambiental independente na Servatis começou nesta segunda-feira

25/11/2008
Empresa vai reforçar política de gestão de risco e ampliar investimentos em meio ambiente
A MRH Engenharia Ambiental, com supervisão da Feema, iniciou nesta segunda, dia 24, Auditoria Ambiental de Conformidade Legal na Servatis, tendo como base a Diretriz 056 da Feema. A contratação de uma auditoria independente foi uma exigência da Secretaria de Estado do Ambiente, após o vazamento acidental do produto Endosulfan, ocorrido terça-feira, dia 18.
Os consultores da MRH e a Feema avaliarão os procedimentos de segurança e gestão de riscos ambientais da empresa e, com base no resultado, a Servatis pretende reforçar ainda mais sua política de Meio Ambiente, que é certificada pela ISO 14001 e pela ISO 9000. Anualmente, órgãos ambientais e clientes realizam auditoria.
O vazamento ocorreu devido a uma falha humana nos procedimentos de uma conexão de um caminhão-tanque e a empresa tomou todas as providências para tornar ainda mais rigorosas suas operações de transportes que serão reforçadas por uma política de gestão de risco.
A Servatis enfatiza que a presença do produto Endosulfan no meio ambiente causa danos graves e imediatos, mas não de caráter permanente. O produto em contato com a água entra, imediatamente, em processo de hidrólise (decomposição pela água), e as constantes análises feitas no Rio Paraíba do Sul confirmaram a ausência de contaminação do produto.
Investimentos em Meio Ambiente
O diretor industrial da Servatis, Uataul Teixeira, anunciou que a empresa pretende ampliar seus investimentos em Meio Ambiente e para isso vai estabelecer uma parceria com a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), Associação Ecológica Piratingaúna, que atua na defesa do Rio Paraíba do Sul, por meio de Centro de Referência de Informação e Educação Ambiental, sediado em Barra Mansa. Entre as medidas de compensação ambiental analisadas estão a reposição de alevinos (peixes), reflorestamento da mata ciliar no entorno do Rio Paraíba do Sul e a implantação de um cinturão verde, que dará cobertura de 20% da área do complexo industrial da Servatis.
Laboratórios à disposição
Desde quando identificou o acidente, a empresa colocou à disposição dos órgãos ambientais, das prefeituras e empresas vizinhas seus laboratórios para análises das águas. Na quarta-feira, a Feema já havia liberado a captação de água do Rio Paraíba do Sul para consumo.
Empregos
A Servatis foi criada há três anos por meio de um EBO (Employee Buy Out) - a fábrica, que iria fechar, foi comprada pelos seus próprios funcionários. Atualmente, entre empregos diretos e indiretos, são 650 empregos gerados, o que significa que duas mil pessoas dependem economicamente da empresa


Fonte: Servatis.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Catástrofe em São Fidélis no Rio Paraíba do Sul.

A ONG MEAM com três anos de existência, infelizmente pôde presenciar mais uma “Catástrofe” no Rio Paraíba do Sul, também viu mais uma vez o desespero da sociedade fidelense, que nos tempos passados viu entrar água em suas casas, agora sofre com a falta dela em suas torneiras, onde os pescadores, humildes, respeitando a época da piracema, para terem em sua profissão sua fonte de subsistência, sentiu no peito a dor e o desespero, que mais uma vez, ocasionado pela imprudência e negligência de alguém, da catástrofe devastadora, que varreu o Rio Paraíba do Sul, levando a morte milhares de peixes, das mais variadas espécies.
O fato foi tão horrendo, que os pescadores, liderados pelo heróico Presidente da Colônia de Pescadores Z-21, Joaci, o qual vem travando junto com o seu Vice-Presidente, Dominguinhos, várias batalhas em prol deste rio e de seus companheiros, manifestando se com indignação, por ver que tudo ocorre e que ninguém faz nada.
Neste mesmo momento, o Presidente da ONG MEAM, Genilson de Souza Cabral e o Sr. Caio Fotógrafo, junto ao pessoal dos Guardiões do Rio Paraíba do Sul, num barco conduzido pelo Sr. Moadir, monitoravam e aconselhavam as pessoas que tentavam arrecadar os peixes para seu consumo, a não consumirem. Foi abordado por um pescador, que quase chorava indignado com tanto peixe morrendo. Naquele instante, foi avistado o prefeito eleito o Sr. Fenemê, Sr. Dadau e o Sr. Itamar, que também estavam indignados com tamanha mortandade dos peixes. O pescador indagou sobre o que poderia ser feito, o Sr. Fenemê, informou que tanto a ONG, quanto ele estavam esperando a resposta de uma solicitação que havia feito, de um profissional, que daria um laudo, que apontasse o que melhor deveria ser feito para amenizar esta situação. Colocou também a sua intenção de tirar exclusivamente a capitação de água do Rio Paraíba, e de repente colocar em um dos nossos mananciais, o que daria mais autonomia ao município e melhor qualidade da água.
A maior indignação é a seguinte: “ Ao pescador que não respeita a Piracema, a ele é imposta toda a força da Lei, mas o que será feito em seu beneficio, uma vez que cumprindo seus deveres, não há previsão de sua sustentabilidade, por causa da negligência de alguém!
A ONG MEAM espera que justiça seja feita, e todos pescadores sejam indenizados, tal qual todos os usuários de água tratada, como também a CEDAE que foram vitimas incondicionais de uma catástrofe ambiental, onde seus direitos constitucionais, estão previstos no Art. 225. Esperando agora que se faça cumprir o Art. 54, Inciso III (causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público de água de uma comunidade) e V, (ocorrer por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos:Pena – reclusão, de um a cinco anos) da Lei 9605/98, Art. 264, Art. 269, Inciso III, Art. 275, Art. 276, Art. 279 e Art. 280 da Constituição Estadual.
Sendo assim, espera que através de um TAC (Termo de Ajuste de Conduta), da Lei 7347/83 e do Art. 73 da Lei 9605/98,(os valores arrecadados em pagamento de multas por infração ambiental serão revertidos ao Fundo Nacional do Meio Ambiente, criado pela Lei nº 7.797, de 10 de julho de 1989, Fundo Naval, criado pelo Decreto nº 20.923, de 8 de janeiro de 1932, fundos estaduais ou municipais de meio ambiente, ou correlatos, conforme dispuser o órgão arrecadador) .
Onde todos sejam, pelo menos, indenizados de alguma forma.

Genilson de Souza Cabral nº 006
Presidente da ONG MEAM.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Vazamento de pesticida em rio Afluente do Paraíba do Sul recebeu 1.500 litros de produto tóxico

Resende - Vazamento de 1.500 litros de pesticida, ocorrido na madrugada de terça-feira, foi o responsável pela grande quantidade de peixes que apareceram mortos na manhã de ontem no Rio Pirapetinga, afluente do Rio Paraíba do Sul, em Resende. A Agência de Meio Ambiente da cidade divulgou alerta para que não sejam consumidos peixes e águas do Paraíba do Sul.
Técnicos na Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente) constataram que o produto da marca Endosulfan vazou durante o descarregamento de um dos caminhões da Servatis, indústria de produtos químicos que fazia o transporte. Já autuada pela Feema, a indústria espera agora que a Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) determine o valor da multa.
FEEMA TRANQÜILIZA
Devido ao acidente, a captação de água do Paraíba do Sul foi suspensa em uma estação de tratamento de Barra Mansa. Em nota, a Feema esclareceu que o rio não será afetado pelo vazamento. O bombeamento na estação elevatória de Santa Cecília foi interrompido momentaneamente. Ela é a responsável pela transposição de parte da vazão de água do Paraíba do Sul para o Rio Guandu, que abastece o Rio.

Fonte: http://odia.terra.com.br/rio/htm/vazamento_de_pesticida_em_rio_213968.asp

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

VAMOS ZELAR PELOS PONTOS TURISTICOS NATURAIS DE SÃO FIDÉLIS.

Esta é a Cachoeira do Recreio, não é linda?
Mas lindo mesmo é vê-la de perto.
Fotos de Caio Fotografias: Tel. ( 22) 9946-0859

CURSO DE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL APLICADO NO COLÉGIO ESTADUAL DE SÃO FIDÉLIS.


Executivo responde por poluição atmosférica anterior à lei de crimes ambientais

31/10/2008
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a continuidade da ação penal em que um executivo do Grupo Votorantim é processado por dano ambiental. A Quinta Turma considerou que, dada a natureza permanente do delito, não é relevante que os fatos narrados na denúncia tenham começado antes da vigência da Lei n. 9.605/98, a Lei de Crimes Ambientais. Conforme constatou o relator, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, as atividades poluidoras seguiram desde outubro de 1986 até julho de 2004.
A Companhia Paraibuna de Metais foi adquirida pela Grupo Votorantim em 8 de maio de 2002, e passou a integrar a Votorantim Metais, maior produtora de zinco da América Latina. A defesa do executivo argumentou que ele não poderia ser parte na ação com relação a fatos anteriores à aquisição. Sustentou que não poderia ser atribuída a ele responsabilidade penal objetiva, na medida em que o executivo foi denunciado apenas por ser sócio ou diretor da empresa, sem descrição de qualquer conduta e sem fatos mínimos a justificar a ação penal.
De acordo com a análise feita pelo ministro relator, a denúncia atende os requisitos de lei, pois, ainda que de forma resumida, contém a exposição clara dos fatos, a qualificação dos acusados e a classificação dos crimes. O importante, conforme destacou o ministro Napoleão Maia Filho, é que os fatos sejam narrados de forma clara para que o direito de defesa possa ser exercido amplamente.
O ministro Napoleão Maia Filho ainda acrescentou que a alegada ilegitimidade do executivo para integrar a ação como acusado só poderia ser verificada após análise das provas, o que não cabe em julgamento de habeas-corpus. Além do que, a defesa do executivo contesta este ponto com relação aos fatos anteriores à aquisição da indústria pelo Grupo Votorantim, subsistindo eventual participação do executivo nos fatos posteriores a esta data.
A denúncia do Ministério Público narra que, pelo menos desde outubro de 1986 até julho de 2004, na indústria situada em Duque de Caxias (RJ), os denunciados [entre eles o executivo do grupo] teriam causado poluição com o lançamento de óxido de zinco para a atmosfera, bem como o lançamento de água para a lavagem do sistema lavador de gases diretamente para a rede de esgotos sem tratamento, em desacordo com as exigências estabelecidas, causando danos diretos à saúde da população (problemas respiratórios). A quantidade de óxido de zinco lançada na atmosfera era tamanha que os carros estacionados nas proximidades da indústria ficavam cobertos de um pó branco.


Fonte: REBIA Sul / STJ - oordenadoria de Editoria e Imprensa

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Projeto quer que crianças e jovens sejam aliados no combate ao tráfico de animais

21/10/2008
Teve início ontem (20) o projeto A Escola é o Bicho que faz parte das ações da Campanha Nacional de Proteção à Fauna, lançada da semana passada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelos Ministérios do Meio Ambiente e Educação.
O objetivo do projeto é conscientizar crianças e jovens sobre a importância de se combater o tráfico e evitar maus-tratos de animais silvestres e capacitar professores como multiplicadores da ação.
Durante este ano, dez escolas particulares do Distrito Federal serão visitadas. A expectativa é levar informação a cerca de 2 mil estudantes. "O Ibama está trabalhando fortemente em projetos de reintrodução de animais à natureza, mas tudo tem como aliado uma ampla campanha de conscientização da população. E nada melhor no início dessa conscientização que o trabalho nas escolas. É onde nós esperamos mudar essa realidade", afirma o coordenador de Fauna do Ibama, João Pessoa Moreira.
Durante todo o período da manhã, alunos do 5° ano de uma escola particular de Brasília tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre o trabalho do Ibama e a importância da preservação do meio ambiente. No evento, eles assistiram a palestras de agentes do órgão e de organizações não-governamentais que trabalham em prol da natureza, além de apresentações de peças de teatro sobre o tema.
De acordo com dados do Ibama, por ano, cerca de 50 mil animais silvestres apreendidos chegam ao centros de triagem do órgão. "São dados muito preocupantes, que levam ao aumento do número de espécies ameaçadas de extinção", alerta João Pessoa.
Segundo o coordenador disciplinar da escola, Luciano Brandão Gallo, o trabalho com os alunos é feito de duas maneiras: conscientização e contextualização, por meio de palestras, pesquisas e saídas de campo, nas quais o aluno vivencia o que aprendeu em sala de aula. "Uma instituição de ensino forma cidadãos, então a vontade de ajudar a sociedade, de melhorar o mundo que a gente vive, faz parte da própria existência da escola. O trabalho do Ibama é muito importante e vem dar um amparo técnico e suporte para desenvolver esse trabalho de educação ambiental dentro da escola", considera Gallo.
Ibama espera levar o projeto a outras 20 escolas públicas do Distrito Federal. Para isso, está em negociação um acordo com a Secretaria de Educação para a realização de ações nas escolas da rede de ensino local. "Nós já estamos com um acordo de cooperação para ser assinado com o GDF [Governo do Distrito Federal] e pretendemos concluí-lo até o final do ano", revela Moreira.
Depois do projeto-piloto em Brasília, A Escola é o Bicho deverá ser estendida aos demais estados do país a partir do início do próximo ano.
foto: O coordenador de Fauna do Ibama, João Pessoa Moereia, fala na cerimônia de lançamento da Campanha Nacional de Proteção à Fauna, nas escolas. O Colégio Leonardo da Vinci será o primeiro em Brasília a receber a campanha cujo tema é A Escola é o Bicho (Marcello Casal)
Fonte: Blog Eco Agência / Agência Brasil.

Plano de Manejo da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema é oficializado

21/10/2008
Documento, que foi ratificado em agosto pelo Diário Oficial da União, é o principal instrumento de gestão da Resex, segunda do país a ter seu plano de manejo aprovado
Bruno Taitson
Após ratificação pela Casa Civil em agosto, o Plano de Manejo da Reserva Extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, localizada no estado do Acre, começa a ser colocado em prática. O documento, produzido com participação dos moradores da reserva, estabelece a regulamentação e o zoneamento da Resex, além de instituir programas de desenvolvimento social, econômico e ambiental e de estabelecer um conjunto de normas comunitárias (Plano de Uso).
Das mais de 50 reservas extrativistas existentes no Brasil, apenas a Resex Chico Mendes, também no Acre, tinha o documento elaborado e ratificado pelo Governo Federal. Para Juan Negret, biólogo do WWF-Brasil e membro do Conselho Deliberativo da Resex Cazumbá-Iracema*, o plano de manejo é um documento essencial para que a unidade de conservação seja de fato implementada.
“De acordo com a legislação ambiental em vigor no país, todas as reservas extrativistas devem ter planos de manejo elaborados e aprovados em até cinco anos após a decretação da unidade de conservação. Mas, na prática, isso não tem acontecido, e o processo de construção dos planos, via de regra, tem sido lento e burocrático”, avalia Juan Negret.
O documento foi construído com a participação de vários setores da sociedade local, especialmente os moradores da reserva. O Conselho Deliberativo da Resex, composto por moradores e lideranças locais, representantes de ONGs, órgãos federais e estaduais que trabalham com temáticas ambientais na região, aprovou o plano no dia 11 de março e aguardava a ratificação e a publicação no DOU por parte do Governo Federal, por intermédio da Casa Civil.
O líder comunitário Aldeci Cerqueira, o Nenzinho, destaca o caráter participativo na elaboração do documento. “A comunidade participou da elaboração do plano em vários momentos: no zoneamento, na elaboração dos programas de desenvolvimento e, principalmente, na construção do Plano de Utilização”, salientou Nenzinho.
Segundo o chefe da Resex e funcionário do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Arlindo Gomes Filho, o modelo tem o potencial de ser replicado em outras áreas. “A boa experiência da Cazumbá-Iracema poderá estimular positivamente outros processos de implementação em reservas extrativistas e outras unidades de conservação de uso sustentável”, afirmou.
A aprovação do plano marca o inicio de uma fase trabalhosa de implementação das ações previstas, ou seja, de colocar o conteúdo do documento em prática. Um plano de manejo deve ser permanentemente revisado, não se tratando de um documento estático e definitivo. Espera-se que nos próximos anos se aperfeiçoem os programas, as regras e os demais componentes a partir do aprendizado do dia-a-dia.
Os próximos passos estão sendo dados pelo Conselho Deliberativo da Resex, que convoca moradores, organizações parceiras e demais setores da população local a trabalhar na implementação da unidade de conservação.
Localizada no Acre, com uma área de 750 mil hectares nos municípios de Sena Madureira e Manuel Urbano, a Resex Cazumbá-Iracema abriga cerca de 270 famílias (aproximadamente 1,3 mil habitantes), que vivem do extrativismo de castanha-do-Brasil, pesca, artesanato de borracha e sementes, agricultura e pecuária de subsistência.
O WWF-Brasil atua nas reservas extrativistas em diversas regiões da Amazônia, apoiando instrumentos de gestão como conselhos deliberativos, capacitando comunidades locais em cadeias produtivas sustentáveis (castanha-do-Brasil, óleo de copaíba e látex) e contribuindo para implementar as reservas por meio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).
* O Conselho Deliberativo é composto por representantes comunitários das cinco grandes associações de moradores da Reserva, além do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Sena Madureira e associações do entorno, a ONG WWF-Brasil e organizações governamentais como as Secretarias Estadual e Municipal de Meio Ambiente, o Incra, o ICMBio e o Ibama.
Fonte: WWF Brasil.

Debate Público sobre "Plano Nacional sobre Mudanças do Clima" acontece hoje em Brasília

21/10/2008
Acontece hoje (21), às 19h30min, na Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UNB), um debate público sobre o "Plano Nacional sobre Mudanças do Clima". O evento contará com a participação do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a Secretária Nacional de Mudanças Climáticas, Suzana Khan e o professor Antônio Brasil, chefe do Departamento de Engenharia Mecânica da UNB. Qualquer pessoa está convidada a participar do evento.
Organizado pelo Ministério do Meio Ambiente, o debate tem o intuito de envolver a sociedade na contribuição do conteúdo do projeto, que atualmente encontra-se em fase de consulta pública. Outro debate será realizado no dia 27, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, às 9h30min, contando também com a presença do ministro Minc e da secretária Suzana Khan.
Amplamente criticado, o plano é o resultado do trabalho do Comitê Interministerial sobre Mudanças do Clima e tem como principal objetivo eliminar o desmatamento de qualquer área verde sobre o território nacional até 2015.
O texto do Plano está em discussão desde 25 de setembro, e pode ser acessado via internet até dia 31 de outubro. Após este período, o Comitê se reunirá para averiguar as sugestões recebidas e posteriormente encaminhará o Plano à Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece em dezembro na Polônia.
Fonte: Amazônia.org.br

Aqüicultura: entre o entusiasmo e a cautela

21/10/2008
Por Marcela Valente* Buenos Aires, (Terramérica) - A aqüicultura avança na América Latina, alimentada por um mercado mundial que enfrenta a estagnação da pesca. Entretanto, há os que alertam para as limitações da criação industrial de espécies aquáticas e de seus riscos ambientais e sociais. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), 45% do pescado consumido no mundo provêm de criadouros. Hoje são 48 milhões de toneladas, e até 2030 será preciso duplicar devido à redução da pesca e à maior demanda de uma população crescente.
No México, a aqüicultura remonta à época pré-hispânica. Os historiadores asseguram que várias espécies eram cultivadas em criadouros e que os maias faziam a reprodução em mananciais. Hoje, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, México e Peru obtêm em criadouros volumes que são vistos com admiração por produtores argentinos. Entretanto, neste país, o mais austral do continente, as condições climáticas e a topografia não são tão favoráveis a um desenvolvimento de grande magnitude. Porém, os ambientalistas dizem que os danos sociais e ambientais, que a implantação da aqüicultura na Argentina pode representar, não justificam sua promoção industrial e recomendam o incentivo à pesca responsável em mares e rios que ainda têm uma rica biodiversidade.
Com 710 mil toneladas anuais, o Chile é o maior produtor de peixes e moluscos em cativeiro da região e um dos dez maiores do mundo, junto com China e Índia. Também é o segundo produtor mundial de salmão e trutas (ambos da família Salmonidae) em criadouro, sendo a Noruega o primeiro. Mas a atividade não está isenta de risco. Em 2007, a irrupção da anemia infecciosa do salmão fez com que fossem fechados muitos estabelecimentos no Chile. Dos 55 mil empregos, mil foram perdidos, segundo o governo, embora os sindicatos falem em três mil desempregados.
A Argentina tem seu potencial, “mas não é igual ao do Chile ou do Brasil”, disse ao Terramérica a diretora nacional de Aqüicultura, Laura Luchini. “Alguns governos provinciais incentivam esta atividade, mas nossa tarefa é fazer as pessoas terem os pés no chão”, afirmou. O Chile tem uma extensa costa com fiordes no sul do Oceano Pacifico “muito propícia para a atividade”, explicou Luchini. Por outro lado, no litoral argentino do Atlântico não há locais abrigados, com exceção da Terra do Fogo, a província mais austral do país, onde são cultivados mexilhões.
A piscicultura se desenvolve em pequena escala na Argentina. São criações de trutas, linguados (Paralichthys patagonicus) e mexilhões (família Mytilidae). A produção não chega a três mil toneladas anuais, volume insignificante se comparado com a pesca, que proporciona entre 850 mil e 1,1 milhão de toneladas de pescados e moluscos silvestres. “Nosso país tampouco pode se comparar ao Brasil, que possui águas tropicais”, disse Luchini. O Brasil produz cerca de 250 mil toneladas por ano de pescado e camarões provenientes de fazendas de água doce e no litoral, em uma enseada perto da cidade de Florianópolis. Luchini acredita que o entusiasmo de produtores argentinos, que vêem um enorme potencial na aqüicultura, responde ao ritmo de crescimento mundial da atividade.
“Enquanto, a produção pesqueira está estagnada e a da carne bovina sobe ao ritmo de 2,5%, a aqüicultura aumenta 8,5% por ano, há oito anos”, afirmou a funcionária. Esta atividade está em alta pela maior demanda mundial por alimentos e pela possibilidade de estabelecer o “rastreamento”, procedimento para conhecer a história, localização e trajetória de um produto ao longo da cadeia de fornecimento. Até 2045, a FAO estima que as produções pesqueira e aqüífera estarão equiparadas. E os produtores argentinos acreditam que com créditos, subsídios e melhor tecnologia poderão aproveitar a oportunidade de fazer bons negócios, disse Luchini. Contudo, não há soluções mágicas.
Claudio Baigún, doutor em Ciências Biológicas e especialista em Recursos Pesqueiros de Água Doce, concorda que a expectativa dos produtores não leva em conta as limitações da Argentina. “Guiam-se por países como Brasil e Chile, mas a Argentina é diferente. Há projetos para criar pacu (Piaractus mesopotamicus) em Rosário (na oriental província de Santa Fé). E, enquanto no Brasil e na Bolívia, com água quente, a espécie cresce em oito meses, aqui são necessários 18. A Argentina está no limite para as espécies cultivadas em países sul-americanos de águas quentes”, afirmou.
De todo modo, o especialista alerta que a aqüicultura não é uma panacéia. Existem as doenças, o custo da energia e dos alimentos, e também os riscos associados à falta de variedade genética dos exemplares criados em cativeiro. “Acredita-se que a criação solucionará tudo, mas é preciso preservar o que temos, promover um manejo responsável da pesca e não acreditar que a aqüicultura é o que vai nos salvar”, alertou Baigún, pesquisador do Instituto Tecnológico de Chascomús.
Do ponto de vista ambiental, Jorge Cappato, diretor da Fundação Proteger, afirma que é preciso diferenciar entre a aqüicultura comunitária e a industrial, que é a que pode ter impacto social e ecológico negativo. A organização trabalha na preservação da biodiversidade e em pesca sustentável. Em conversa com o Terramérica, Cappato ressaltou que “os produtos químicos utilizados na criação – antibióticos, pesticidas, fertilizantes – têm efeitos na água. Comunidades locais, como as de pescadores artesanais perdem o acesso aos recursos e correm o risco de serem transformados em criadores”.
Na Colômbia, são produzidas 70 mil toneladas anuais de peixes em cativeiro, segundo dados de 2006 do Instituto Colombiano Agropecuário. Quando desapareceu o bocachico (Prochilodus magdalenae), principal espécie de água doce, os pescadores artesanais passaram por uma reciclagem, lembrou Cappato. “Ganham menos, são mais pobres e se alimentam pior”, acrescentou o especialista, que percorreu os criadouros do Rio Sinú, no departamento de Córdoba. Cappato também mencionou o caso do Equador, onde foi promovida a produção intensiva do camarão em zonas costeiras de florestas de mangue. As empresas “destruíram 60% dos mangues, deixaram sem ocupação as mulheres que coletavam camarões e quando apareceu um vírus foram embora, deixando os tanques de concreto vazios”, afirmou.
A destruição de mangues também é um problema no México, que em 2007 teve produção aqüífera de 261 mil toneladas, com o camarão em primeiro lugar. A indústria do camarão responde por grande parte do desaparecimento destes ecossistemas, segundo o Grupo Ecológico Mangue. Em 2007, de acordo com um inventário oficial, os mangues haviam diminuído 27% em relação a 2000 na costa mexicana do Pacifico, no Golfo do México e no Caribe.
* A autora é correspondente da IPS.

Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS).
Fonte: Envolverde / Terramérica.

Compra de terra por estrangeiro deve ter lei única

21/10/2008O governo quer uma regulamentação única para a compra de terras por estrangeiros no Brasil que inclua situações totalmente distintas, como a aquisição em zonas de fronteira e em regiões consideradas estratégicas para o desenvolvimento do país, como a Amazônia.
A determinação de uma regra única partiu da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, após uma série de reuniões com vários ministros interessados na questão. O problema é que existem pelo menos três posições distintas sobre o assunto dentro do governo e, com isso, a tendência é não sair nenhuma regulamentação.
A Advocacia-Geral da União (AGU) concluiu, num parecer, que devem existir limitações às aquisições feitas por companhias cujo controle não é de brasileiros. O Ministério da Justiça é contrário a restrições, mas acredita que deveria existir uma diferenciação para as compras realizadas na Amazônia, limitando-as através de lei. O Ministério da Defesa entendeu que, hoje, a Constituição permite a aquisição por empresas estrangeiras e, portanto, nem um parecer da AGU nem um projeto de lei seriam suficientes para resolver a questão. Apesar das diferenças, os dois ministérios estão trabalhando para que seja adotada uma regra única sobre o assunto, conforme determinou a ministra Dilma. A dúvida está entre propor emenda constitucional sobre o assunto, como defendeu o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ou enviar um projeto de lei ao Congresso, como propôs o ministro da Justiça, Tarso Genro.
Enquanto os ministérios debatem a melhor forma de regulamentar o assunto, a Consultoria-Geral da União - órgão ligado à AGU - concluiu um parecer impondo restrições para empresas estrangeiras.
O problema chegou para a AGU no ano passado, por causa das discussões envolvendo a nova matriz energética proveniente de biocombustíveis, como a cana-de-açúcar e a mamona. Vários órgãos do governo, como o Gabinete de Segurança Institucional, os ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Justiça, a Casa Civil e o Tribunal de Contas da União (TCU), que é órgão do Legislativo, procuraram a AGU para obter uma orientação legal sobre o assunto. Neste ano, as discussões foram retomadas com a crise mundial de alimentos. Em março, integrantes da AGU estiveram em duas comissões do Senado (Agricultura e Meio Ambiente) e relataram a linha geral que estavam desenvolvendo sobre o assunto.
Eles explicaram que a legislação prevê que, em setores considerados imprescindíveis ao desenvolvimento nacional, só empresas de capital nacional poderiam fazer aquisições de terras. Após as audiências, lobistas de companhias estrangeiras buscaram outros órgãos do governo para defender a liberação, mas a AGU manteve a sua posição.
Em setembro, o consultor-geral da União, Ronaldo Jorge Araújo Vieira Júnior, apresentou parecer em que distinguiu quatro tipos de empresas. Primeiro, as empresas 100% nacionais que não teriam nenhum impedimento para comprar terras. Em segundo lugar, as empresas de capital misto que possuem pelo menos 51% de seu capital votante controlado por brasileiros. Essas empresas também não teriam restrições em nenhum setor ou região do país. O problema, segundo o consultor-geral, está em outros dois tipos de empresas: as companhias com 51% ou mais de controle por estrangeiros e as totalmente estrangeiras. Nesses dois casos, Ronaldo concluiu que existem limitações impostas por uma lei de 1971.
A lei nº 5.709, de outubro 1971, prevê que, em setores imprescindíveis ao desenvolvimento, apenas empresas de capital nacional poderiam comprar terras. Isso significa que os negócios com terras brasileiras estariam restritos às companhias que possuem controle efetivo em mãos de brasileiros. Pelo menos 51% do capital votante deve ser de brasileiros. De acordo com o consultor-geral, a lei de 1971 é compatível com a Constituição de 1988 que possui diversos dispositivos nacionalistas, como o artigo 190 que prevê a aprovação de lei para limitar a aquisição de terras por estrangeiros.
Porém, o assunto é tão polêmico que o parecer ainda não foi assinado pelo advogado-geral, o ministro José Antonio Dias Toffoli. Ele entendeu que existem posições distintas no governo e, portanto, preferiu aguardar uma orientação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre como agir.
Dilma pediu uma regra única após o assunto ser debatido, em reuniões interministeriais, quanto a episódios de aquisições de terras totalmente diferentes. Primeiro, o governo discutiu a compras de terras na fronteira do Uruguai pela companhia sueca Stora Enso. Trata-se da maior fabricante de papel da Europa, que quer mais terras para plantar eucaliptos. O Incra do Rio Grande do Sul foi contrário à companhia que, mesmo assim, comprou 46 mil hectares de imóveis rurais em 11 municípios do Estado. O problema é que, sem uma definição legal, a Stora registrou parte das propriedades em nomes de sócios brasileiros e diretores da companhia.
O outro caso envolve o investidor sueco Johan Eliasch. Em 2003, ele constituiu uma companhia em São Paulo para adquirir terras, a Empresa Florestal da Amazônia. Dois anos depois, já possuía 160 mil hectares na Amazônia, área maior do que a capital paulista. Eliasch alegou que as aquisições foram realizadas para preservar a floresta e fundou uma ONG - a Cool Earth.
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) iniciou uma investigação contra o sueco. Os negócios de Eliasch chegaram ao TCU que determinou ao Incra a realização de levantamento de todas as terras controladas por estrangeiros no país e pediu a adequação da legislação no sentido de proteger a soberania nacional.
Foi por causa de Eliasch que integrantes do governo sugeriram a Dilma uma proposta de proibição da aquisição de terras por empresas de capital estrangeiro, mesmo que nacionais, em regiões consideradas estratégicas. Por outro lado, o caso da Stora Enso sinalizou a necessidade de liberação, já que a empresa quer fazer grandes investimentos no Sul do país e, dessa forma, irá gerar empregos e divisas à região.
Numa reunião, Jobim argumentou que a Emenda nº 6, aprovada em 1995, acabou com a distinção entre empresas brasileiras de capital estrangeiro e aquelas com capital nacional e, ao fazê-lo, liberou os negócios por estrangeiros. Ele defendeu que eventuais proteções para regiões estratégicas só poderiam ser fixadas pela aprovação de nova emenda constitucional, em substituição a anterior. Um técnico do governo sugeriu o envio de projeto de lei, que exige quórum simples para ser aprovada no Congresso e não três quintos dos parlamentares em duas votações na Câmara e no Senado, como ocorre com as emendas. Jobim insistiu na necessidade de emenda, com um argumento de autoridade: "Tu tens seis votos no Supremo?", perguntou ele, que, por dez anos, foi um dos 11 ministros da mais alta Corte do país.
A assessoria do ministro da Defesa informou que Jobim não defendeu a emenda, mas apenas deu uma explicação jurídica sobre o assunto. Segundo o ministro, a definição está com a AGU que, por sua vez, espera pelas ordens do presidente Lula sobre o assunto. Daí, a expectativa de que a regularização deve demorar para sair.
Fonte: Celulose Online / Valor Econômico.

Aquecimento global ameaça cangurus, diz estudo

21/10/2008
Cangurus ameaçados por mudanças climáticas
- Uma pesquisa feita na Austrália diz que o aumento na temperatura média em apenas dois graus poderá ter um efeito devastador para a população de cangurus, ícones da fauna do país.
Os pesquisadores da James Cook University se debruçaram por três anos em observações de campo e usaram modelos de cálculos em computadores, considerando as alterações de temperatura prováveis neste século, para prever o que acontecerá com quatro espécies de cangurus.
"Nosso estudo oferece evidências de que as alterações climáticas têm a capacidade de causar impactos de grande escala, bem como a possível extinção de uma espécie da família dos macropodidae (marsupiais, que incluem cangurus, wallabies e wallaroos) no norte da Austrália", afirmam os autores do estudo, Euan G. Ritchie e Elizabeth E. Bolitho.
Os maiores impactos do aquecimento global não atingirão os cangurus propriamente, mas seus habitats, colocando em risco a disponibilidade de água.
Habitat
De acordo com o estudo, um aumento de apenas 0,5º Celsius já será suficiente para diminuir a área onde vivem os cangurus. Se a temperatura média subir 2ºC poderá reduzir os campos em quase pela metade, 48%.
Em uma situação ainda mais dramática, um aumento de 6ºC será capaz de encolher as áreas em 96%. "Isso poderá resultar na fome e inibir a reprodução do animal, além de provocar a morte devido à desidratação das espécies que se movimentam menos entre os habitats", diz Ritchie.
Apesar dos cangurus terem mobilidade para deixar áreas mais afetadas pelas mudanças climáticas, a vegetação da qual se alimentam, não se adapta na mesma velocidade.
O antilopine wallaroo, um tipo de canguru mais adaptado para viver em climas úmidos e tropicais, seria a espécie mais ameaçada de extinção, segundo o estudo.
Os pesquisadores alertam que os cangurus são valiosos tanto para a economia, como para o ecoturismo e o comércio de carne na Austrália, além "de serem uma importante fonte de alimento para os povos aborígenes".
De acordo com modelos climáticos aceitos no meio científico, a temperatura no norte da Austrália deve subir 0,4 a 2ºC até 2030 e, entre 2 e 6ºC até 2070.
O estudo sobre as conseqüências do aquecimento global será publicado na edição de dezembro da revista Physiological and Biochemical Zoology.



Fonte: Estadão Online Ciência / BBC Brasil.

BR-319: a grande ameaça ao estado mais preservado na Amazônia

20/10/2008
Vista aérea de trecho da BR-319, que corta o estado do Amazonas
Internacional — Asfaltamento da rodovia, que teve licenciamento suspenso, coloca em risco a uma grande área de floresta intacta na região.
Duas semanas depois do Ministério do Meio Ambiente suspender o processo de licenciamento da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, o Greenpeace sobrevoou a região para conferir as condições da rodovia, prestes a ser asfaltada. Construída na década de 70, durante a ditadura militar, e posteriormente abandonada, a BR-319 corta uma imensa região de floresta primária no Amazonas, estado que tem a maior área de floresta intacta na Amazônia.
Apesar dos impactos causados pela expansão do arco do desmatamento ao sul e pela ocupação das margens da rodovia no entorno de Manaus, a paisagem predominante ao longo da BR-319 ainda é bastante preservada: um mosaico de florestas, campinaranas, campos e afloramentos rochosos. Nas proximidades de Manaus, em uma faixa de 200 a 300 quilômetros a partir das margens da estrada, o desmatamento já é bastante intenso embora sem sinais aparentes de ocupação (pecuária, agricultura etc).
Entre os municípios de Borba e Novo Aripuanã, no sudeste do Amazonas, vários desmatamentos pequenos e recentes expõem a dinâmica de ocupação da estrada, incentivada pelo simples anúncio da pavimentação. Na porção mais central da BR-319, grandes áreas desmatadas por conta da abertura da estrada e posteriormente abandonadas se mostram complementamente regeneradas. Já nas proximidades de Humaitá, o cenário é bem diferente, com madeireiras operando ao longo da estrada e áreas sendo abertas e preparadas para agricultura e pecuária.
“Os impactos do asfaltamento da BR-319 já são visíveis e incluem grilagem, desmatamento e aumento dos casos de malária. O fato dos solos da região serem pobres e muito pouco apropriados à agricultura também é preocupante, pois contribuirá para acelerar a conversão de florestas em áreas degradadas, precocemente abandonadas pela agricultura e pecuária”, completa Raquel Carvalho, ecóloga da campanha da Amazônia do Greenpeace, que participou do sobrevôo.
A destruição avança até mesmo no interior das Unidades de Conservação, criadas como parte da estratégia para conter o desmatamento. Além disso, a pavimentação da BR-319, a exemplo de todas as estradas na Amazônia, acarretará o surgimento da 'espinha de peixe' – ou seja, a abertura de várias vicinais a partir da rodovia principal, potencializando o avanço da devastação florestal. Ao todo, seis estradas vicinais ligando sedes de municípios à rodovia já estão projetadas, porém apenas a estrada que liga Manicoré à BR-319 foi aberta, mas está intrafegável por falta de manutenção.
Aberta entre os anos de 1972 (680 quilômetros) e 1973 (197 quilômetros), durante o governo militar, a BR-319 foi pavimentada às pressas. Sem fluxo e sem manutenção, foi se degradando pouco a pouco ao longo dos anos até tornar-se intransitável. Em 1988, a linha de ônibus Manaus-Porto Velho foi desativada, restando o trecho entre Porto Velho e Humaitá, e cerca de mais 200 quilômetros após este município, ainda trafegáveis. A reconstrução da BR-319 vem sendo agendada e adiada desde 1996, quando foi incluída como uma das metas do Plano Brasil em Ação, do governo FHC.
A ressurreição da BR-319 veio pelas mãos de Alfredo Nascimento após assumir o Ministério dos Transportes mas, em 2005, após anunciar publicamente o início das obras, uma ordem judicial adiou novamente os planos do ministro. O processo de licenciamento está, nesse momento, suspenso por 60 dias para que o Ministério do Meio Ambiente analise as alternativas e proponha as medidas necessárias para conter os altos níveis de desmatamento projetados para a área e todos os outros problemas sócioeconômicos gerados pela pavimentação da estrada.
Para o Greenpeace, o asfaltamento da BR-319, no momento em que o mundo discute a absoluta necessidade de parar o desmatamento como contribuição para reverter os efeitos das mudanças climáticas, seria um contra-senso ambiental e econômico.
Fonte: GreenPeace Brasil.

O DESAFIO DE ESCOLHER

20/10/2008
O Escritor e Jornalista Vilmar Berna, em entrevista ao Jornal Monitor Campista, fala sobre o seu livro, O DESAFIO DE ESCOLHER. Segue abaixo a reportagem completa.
Reporter Alicinéia do Jornal Monitor Campista
O DESAFIO DE ESCOLHER
1 – Bom, sobre o seu livro “O Desafio de Escolher”. Ele chegou ao mercadoeditorial este ano?
VB: sim, está sendo lançado agora.
2 – Sobre o que fala a obra?
VB: No livro O DESAFIO DE ESCOLHER abordo com mais profundidade sobre o direito que temos de escolher o que é melhor para nossa vida. Trata-se de um tema que já havia tratado brevemente em meu outro livro O DESAFIO DO MAR, que está em sua 17ª edição, com mais 100 mil exemplares vendidos, e que retomo agora.
3 – Quanto tempo você levou para fazer?
VB: simplificando quanto ao processo de criação, meu livro divide em conteúdo e forma, ligados à inspiração, e a escrita efetivamente, que é a transpiração. Alguns autores dizem que na primeira parte o escritor gasta 10% do seu tempo e 90% no restante. É mais ou menos isso. Na verdade, o conteúdo diz respeito à mensagem, a moral da história. E aqui não é possível se medir em tempo, por que o tempo que se leva é o de uma vida inteira, e por mais que tenhamos vivido muitas experiências, cada dia é dia de um novo aprendizado. Quanto à forma, é a idéia de como o conteúdo será passado, se na forma de poesia, prosa, história, etc., se a mensagem terá o apoio de ilustrações, etc. Aqui também não dá para se medir em tempo por que depende de inspiração, e esta surge a qualquer momento, ou quase nunca, então é preciso estar atento. Finalmente, o tempo de colocar no papel tudo isso. Engana-se quem pensa que um escritor, só por que tem talento, escreve rapidinho e manda para a editora. Não é assim. A gente literalmente briga com o texto, garimpa as palavras, escreve e reescreve várias vezes até que o livro ganha vida própria e resolve se livrar da gente...
4 – Como está a repercussão do livro?
VB: Muito boa! Só para dar uma idéia, nesta semana, estou em Campos naquarta e viajo já no dia seguinte para São Luis, no Maranhão, onde darei palestra e autógrafos na Feira de Livro de São Luis. Na seqüência, vou direto para São Paulo antes de voltar para Niterói, onde moro. Ainda este mês tenho viagens programadas para Curitiba. São indicadores que revelam o interesse de livreiros, leitores, organizadores de eventos.
5 – Qual é o seu objetivo com este livro?
VB: estimular o gosto pela leitura e escrita e a reflexão sobre o fato de que não temos de ser marionetes ou vítimas do destino, de nossa própria natureza humana ou das circunstâncias da vida - por mais que elas exerçam influência sobre nós -, pois temos alternativas de escolher o que é melhor para nossa vida. Mas, escolher inclui riscos, e por isso é preciso aprender a escolher com cuidado, desde as mais simples decisões sobre o nosso cotidiano, como escolher uma roupa, ou o que comer, até decisões que nos seguirão por toda a vida, como a profissão, um novo relacionamento, a educação dos filhos, a relação com o mundo, com o outro, com o meio ambiente.
6 – Você já veio a Campos em outras ocasiões? Se sim, que lembranças guarda daqui? Se não, qual a sua expectativa para o lançamento?
VB: Em agosto de 2006, tive a honra e a alegria de pronunciar palestra naAcademia Campista de Letras, na ocasião em que lancei meu livro “Pensamento Ecológico”. Mas Campos faz parte de minha história. Em meu livro “Ecologia Para Ler, Pensar e Agir”, que está esgotado, publico uma foto de uma das vezes em que estive em Campos em ações em defesa do meio ambiente, em parceria com amigos como o Soffiati e do CNFCN. Numa dessas ocasiões, conseguimos descobrir onde morava o ‘rei do desmatamento’ que acabou preso pela Justiça. Voltei a Campos para organizar um abraço ecológico ao Parque Estadual do Desengano entre outras lutas.
7 – Você é gaúcho. Há quanto tempo mora no Estado do Rio?
VB: São mais de 30 anos. Vim do Rio Grande do Sul para viver no Rio de Janeiro na década de 70, para servir o Exército. Eu tinha quase 18 anos. Quando dei baixa, um ano depois, continuei por aqui e só volto ao Sul a passeio.
8 – É verdade que você vive numa comunidade de pescadores artesanais? Você resolveu morar nesta comunidade por opção ou foi alguma “obra do acaso”?
VB: sim e foi resultado meio de escolha meio de acaso. Na verdade já haviatomado a decisão de viver mais perto de uma comunidade, pois os bairros de classe média em que sempre vivi as pessoas parece que procuram se evitar, vivem anos a fio parede colada e não se conhecem. Quando me separei de minha primeira esposa achei que era a hora, mas não queria morar numa casa, propriamente, mas num barco, uma traineira de pesca que eu adaptaria como casa. E foi atrás de um barco assim que comecei a procurar, mas acabei encontrando uma casa, junto à Baía de Guanabara que o dono me facilitou o pagamento e do balanço do mar acabei me fixando como um molusco na rocha.
9 – Pelo que li a seu respeito, você é um defensor da cidadania ambiental no planeta e já teve seu trabalho bastante reconhecido, inclusive, pela ONU. Gostaria que você comentasse um pouco sobre isso, destacando o que mudou na sua vida após esses reconhecimentos.
VB: a história do meu envolvimento com a causa ambiental começou quando eu tinha 16 anos e era interno no Novo Lar de Menores, em Viamão (RS), um colégio interno para menores oriundos da FEBEM, como eu. Os padres costumavam levar os menores para caçar nos banhados do sul, nas épocas próprias de caça e com todas as licenças devidas. Era um grande evento para os menores, por que era também o único em que todos saiam do Novo Lar de Menores. Portanto, um grande acontecimento para todos. Menos para mim. Ia para a caçada a contragosto, preferia não, mas como todos iam, não tinha com ficar. Como me recusava a pegar em armas e ir com o grupo caçar, ficava responsável por ficar ‘cuidando’ do acampamento. Vi ao longe o movimento, os tiros, os gritos de alegria diante da caça abatida, e tudo aquilo me deixava chateado. Até que numa ocasião, ao olhar o grupo de caçadores que vinha em direção ao acampamento onde eu estava, bem junto de mim, numa moita a uns 2 metros de distância, uma família de ratões do banhado, com filhotes e tudo pararam apavorados diante de mim e ficaram paralisados, olhando fixamente para mim. Peguei umas pedras e joguei mo mato para que os animais saíssem dali para não serem caçados. Jamais esqueci do olhar apavorado daqueles animais. Comecei a me interessar e a ler sobre o assunto meio ambiente, mas era difícil obter bibliografia naquela época. Então, numa dessas buscas, acabei tendo acesso a tal carta do índio Seatle, e aí descobri o que queria fazer com o resto de minha vida.
Dois anos depois me mudei para o estado do Rio de Janeiro, fixando residência em São Gonçalo, município da região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. Em janeiro de 1982, me uni a outros companheiros e fundei a organização não-governamental UNIVERDE, com a proposta de conscientizar a sociedade para a urgência e a importância da cidadania ambiental ativa e participativa como solução para os problemas ambientais. Em janeiro de 1984, fundei com demais companheiros, na Cidade do Rio de Janeiro, a organização não-governamental Defensores da Terra, quando atuei intensamente em campanhas para tirar as unidades de conservação do papel, em defesa dos rios e lagoas, entre outras, e que resultou na maior conscientização da sociedade para as causas ambientais, tendo por conseqüência, entre outras, no aumento da pressão junto às autoridades, parlamentares que passaram a incorporar a questão ambiental em suas atividades. Aos poucos a tema ambiental passou a fazer parte com cada vez mais freqüência da pauta dos veículos, levando otema ambiental a ganhar cada vez mais importância junto à sociedade e àimprensa. Iniciava aí o embrião da futura REBIA – Rede Brasileira de Informação Ambiental www.portaldomeioambiente.org.br/rebia/conheca.asp ), com o propósito de envolver cada vez mais pessoas e instituições com foco na democratização da informação ambiental no Brasil, promovendo sua ação articulada, difundir a “Cultura de Rede” e o fortalecimento dos laços entre os produtores e difusores de informações ambientais no Brasil, editar a Revista do Meio www.portaldomeioambiente.org.br
10 – Sustentabilidade, responsabilidade ambiental, aquecimento global são assuntos bastante discutidos hoje em dia (se comparados há alguns anos). Mas, em sua opinião, isso indica uma mudança de comportamento real, na prática, ou ainda está muito no campo teórico?
VB: A conscientização do brasileiro em relação ao Meio Ambiente aumentou 30% nos últimos 15 anos. (MMA/Iser 2005), o que nos dá motivos para ter esperanças, pois isso tem motivado mudanças concretas como a maior organização da sociedade na luta por seus direitos ambientais com as chamadas ONGs, organizações não-governamentais, dedicadas às lutas ambientais. Surgiu ainda uma legislação ambiental, que se torna mais rigorosa a cada dia. O próprio surgimento da mídia ambiental e o aumento do espaço para a pauta ambiental nos veículos da chamada Grande Mídia. A cada dia são criados novos cursos na área ambiental e realizados feiras, seminários, palestras sobre meio ambiente. Outro indicador importante é o número de novos livros dedicados ao tema ambiental. Os políticos e administradores públicos estão cada vez mais envolvidos com a causa ambiental e preocupados em dar retorno ao seu eleitorado. As empresas, mesmo as mais poluidoras, estão adotando sistemas de gestão ambiental, estão buscando a ecoeficiência, valorizando selos e prêmios ambientais, combatendo a poluição. Definitivamente, este é um caminho sem voltas, pois a tendência é de aumentar a cada dia a consciência ambiental na sociedade. Resta saber se o Planeta conseguirá sustentar a vida humana pelo tempo necessário até que todas as mudanças que estão em curso consigam produzir seus efeitos. Torço para que tenhamos tempo. Na verdade, trabalho por isso, pois tenho netos, e quero o melhor para eles e os filhos deles.
11 – Por fim, e com a bagagem que você tem, que mensagem deixaria aos campistas a respeito da preservação do meio ambiente? O senhor arriscaria apontar uma solução?
VB: Perguntaram uma vez isso ao Confúcio: “Mas, por onde eu devia começar? O mundo é tão vasto, começarei com meu país, que é o que conheço melhor. Meu país, porém, é tão grande. Seria melhor começar com minha cidade. Mas minha cidade também é grande. Seria melhor eu começar com minha rua. Não: minha casa. Não: minha família. Não importa, começarei comigo mesmo.” É preciso, na verdade, é urgente, mudar nosso estilo de vida a fim de assegurar a preservação do meio ambiente e isso além de não ser uma tarefa pequena, não é nada fácil, por que estamos falando de mudança, e mudar não é fácil, ainda mais quando o tipo de mudança necessária requer não apenas nosso esforço pessoal, mas também o esforço de toda uma coletividade planetária. O que está em jogo não é sobrevivência de um ou outro indivíduo, ou mesmo de um coletivo nacional, mas da espécie humana inteira, sem exagero! Os limites de nosso crescimento e a mudança na maneira de produzir e consumir os recursos do Planeta precisa ser negociado com a sociedade, por isso é tão importante e estratégico mantê-la bem informada. Se as informações forem falsas, incompletas, mentirosas ou baseadas em fantasias e mitos, nossas escolhas serão influenciadas por elas. Todos nós dese­jamos viver num mundo melhor, mais pací­fico, fraterno e ecológico. O problema é que as pes­soas sempre esperam que esse mundo melhor comece no outro. Por exemplo: preferem esperar que um vizinho ou amigo con­vide para plantar uma árvore ou começar uma coleta seletiva de lixo, em vez de tomar a iniciativa.
12 – Lembrei-me de outra coisa: qual a sua formação?
VB: Sou autodidata. Jornalista.
Vilmar Sidnei Demamam BernaEscritor e Jornalista Vilmar Sidnei Demamam BernaEm 1999 recebeu no Japão o Prêmio Global 500 da ONU site http://www.portaldomeioambiente.org.br/noticias/2008/outubro/20/9.html#PORTAL DO MEIO AMBIENTE (http://www.portaldomeioambiente.org.br/) REBIA – Rede Brasileira de Informação AmbientalContribuindo para a democratização da informação ambiental em nosso país.
chetan tarshito - mboé


Fonte: Ramon Lage Mendes.

Pequenos passos para contribuir com o meio ambiente

20/10/2008
Alex Steffen diz que pessoas têm de traçar planos ousados para contribuircom o ambiente e não se contentar com pequenos passos
Pequenos passos são insuficientes, diz ativista sobre soluções para o ambiente
Chega de falar de problemas e não apontar soluções. Munido com essa convicção, o jornalista norte-americano Alex Steffen, 40, abandonou os trabalhos que realizava junto a organizações de preservação ambiental e decidiu construir uma frente de batalha própria: o site Worldchanging (http://www.worldchanging.com/).
Desde 2003, o site --que conta com cerca de 50 colaboradores em todo o mundo-- noticia iniciativas em prol de uma civilização "mais inteligente, mais eficiente e que trabalhe de forma mais harmônica com a natureza", segundo define seu criador.
O caldeirão de idéias, pesquisas e propostas em temas tão diversos como design e empreendedorismo social também desembocou em um livro, "Worldchanging: A User's Guide for the 21st Century" (Worldchanging: guia do usuário para o século 21 --ed. HNA Books; US$ 21,83; 608 págs.). Incensado por publicações como a "New York Review of Books", foi classificado como imprescindível para os "heróis cotidianos" de que o mundo precisa, nas palavras de Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA, autor do prefácio.
Para o jornalista, o movimento ecológico vem se transformando porque seus porta-vozes compreenderam que todos desejam conforto e prosperidade. E, para os tempos que correm, defende outra mudança no discurso verde: o estímulo a ações de impacto imediato e amplo.
'Pequenos passos não são suficientes. Prefiro ver alguém pensando em uma grande mudança, em como modificar a companhia em que trabalha, por exemplo.' Leia a seguir trechos da entrevista que Steffen concedeu à Folha, de seu escritório em Seattle.
Folha - Por que o ativismo do passado não funcionou, como você diz?
Alex Steffen - Tratava-se, majoritariamente, de um movimento de crítica. Acho que a grande mudança dos últimos dez anos é que muitos ambientalistas se tornaram conscientes de que, sim, é necessário protestar contra a destruição da natureza, mas muito mais importante agora é tentar imaginar que tipo de sistema pode substituir aquele que temos hoje, de forma que haja prosperidade para mais pessoas. Ser ecológico tinha muito a ver com voltar ao passado, viver de modo simples, e as pessoas não têm grande interesse nisso. Na maioria dos lugares e das vezes, as pessoas querem opções para viver de forma mais moderna e próspera. Parte da questão hoje é ser realista sobre o que pode ser abandonado. Como, sabendo que as pessoas querem determinadas coisas, podemos redesenhar nossa civilização material para fazê-la mais inteligente, mais eficiente e trabalhar de forma mais harmônica com a natureza.
Folha - Quais são os principais desafios dessa tarefa?
Steffen - Há uma tendência hoje em falar de pequenos passos, do que você pode fazer para viver de forma mais ecológica, e que são coisas boas e que devemos fazer. Mas não são suficientes. Prefiro ver alguém pensando em algo grande, em como modificar a companhia em que trabalha ou o sistema educacional de onde vive. Os maiores desafios têm a ver com mudar o pensamento. Todos crescemos em sociedades em que se agia como se tudo fosse ilimitado. Se todos queremos ser ricos, temos que pensar de forma diferente. Nos Estados Unidos, por exemplo, tivemos problemas de energia. O que precisávamos fazer seria uma grande transição na maneira como criamos energia e em quão eficientemente a usamos, mas, em vez disso, o debate político por aqui são os motivos de não podermos explorar mais petróleo. A transição de que precisamos não vai se dar com pequenas reformas. Necessita da disseminação de uma onda global de inovação. O desafio é que nunca fizemos isso antes.
Folha - Qual será o melhor presidente para os EUA em termos de políticas ambientais?
Steffen - Worldchanging é apartidário, então talvez seja melhor dizer o que creio que precisa acontecer. Quem quer que ganhe em novembro, os EUA precisam mudar completamente sua abordagem em relação ao ambiente. Somos os piores poluidores do planeta. Somos o lar da maioria dos cientistas e de muitas das universidades 'top' do mundo, e muitos pesquisadores estão mergulhando nessa questão. O planeta como um todo tem a oportunidade de mudar. É necessário que o mundo inteiro se comprometa com esse tema, mas especialmente os EUA, para liderar o caminho. É nossa obrigação nos tornarmos sustentáveis primeiro. Será em benefício de nós mesmos se o fizermos. E se os EUA e a Europa liderarem o caminho rumo à sustentabilidade, o mundo os seguirá e terá muito mais ferramentas para trabalhar.
Folha - Qual a sua opinião a respeito do debate sobre desenvolvimento e preservação na Amazônia?
Steffen - A Amazônia é um dos grandes patrimônios da humanidade, e os brasileiros têm que cuidar dessa área de forma responsável. Sabemos que uma das maiores causas para a mudança climática é o desmatamento. A resposta não é desenvolver a Amazônia ou ser pobre, essa não é a escolha. Há alternativas para preservar a Amazônia e criar riqueza. É o caso em que, novamente, é necessária a colaboração internacional. Se os brasileiros desejam se comprometer com a preservação da Amazônia e iniciar um novo modelo de desenvolvimento, que a comunidade internacional leve isso em conta em negociações, em programas de desenvolvimento, em mecanismos de transferência de tecnologia etc. A Amazônia é muito importante para todo o planeta, e há melhores soluções do que a lotear. O tipo de desenvolvimento que o Brasil vai ter será muito melhor se o país buscar um caminho sustentável agora do que se tentar seguir um modelo baseado na disponibilidade de recursos por mais algumas décadas.
DENISE MOTAcolaboração para a Fonte: Folha de S.Paulo


Fonte: Blog Aquecimento global urgente.

A vida moderna e seus venenos obrigatórios (III)

20/10/2008
Por Najar Tubino*
É difícil definir o que é mais perigoso, complexo ou arriscado, no tema dos químicos sintéticos. Mas, sem dúvida, o mais sensível, está ligado à alimentação. Como são produzidos os alimentos que consumimos, principalmente, hortifrutigranjeiros – verduras, legumes? Quais venenos são usados, de que forma? Qual a quantidade de resíduo encontrado? Quem fiscaliza? São perguntas objetivas, que trazem respostas, as vezes, escandalosas, no caso brasileiro.
Em primeiro lugar: o Programa de Controle de Monitoramento e Controle de Resíduos, da Agência de Vigilância Sanitária(Anvisa), do Ministério da Saúde, iniciou apenas em 2001.
Envolve 16 estados. As amostras são coletadas em supermercados. No relatório divulgado em abril deste ano, sobre resíduos em nove produtos –alface, batata, morango, tomate, maçã, banana, mamão, cenoura e laranja- com 1.198 amostras, a ANVISA encontrou o seguinte. Citando apenas três produtos de grande consumo: tomate, morango e alface. Das 123 amostras de tomates, 55 estavam irregulares. Técnicos encontraram um inseticida organofosforado (monocrotofós), teve seu uso proibido em novembro de 2006.
Usam os proibidos
Também encontraram outro inseticida organofosforado (metamidofós) no tomate de mesa, e ele só é autorizado na cultura de tomate industrial. A ANVISA autoriza a utilização de 128 produtos químicos na plantação de tomate. O metamidofós também foi encontrado no morango e na alface, mesmo não sendo autorizado nestes plantios. O agrônomo, Dalmo Polastro, em sua tese de mestrado "Ecologia de Agrossistemas" – estudo de casos de intoxicação ocasionada pelo uso de agrotóxicos no Paraná, no período 1993-2000 – apresentada na ESALQ(Piracicaba), em 2005, apontou, os agrotóxicos organoclorados BHC, Aldrin e DDT, como a quinta causa de intoxicações. Os três foram proibidos em 1985.
Receituário Ignorado
Uma das maiores conquistas no controle do uso e das quantidades de agrotóxicos, o Receituário Agronômico, implantado legalmente a partir de 1989, está sendo ignorado.Virou rotina burocrática. Não têm dados digitalizados, não tem um sistema de informação nacional. A professora da Faculdade de Medicina, da Universidade Federal de Pelotas(RS), Neice Müller Xavier Faria, fez um estudo sobre "os sistemas oficiais de informação e desafios para realização de estudos epidemiológicos", decorrentes do uso de agrotóxicos. Ela também realizou uma pesquisa com agricultores familiares e trabalhadores rurais na serra gaúcha, nos municípios de Antônio Prado e Ipê.
Conseguiu analisar informações de receituários agronômicos de 1996, foram digitalizados pelo CREA-RS: 217 mil formulários.
- A tentativa de controle destes produtos, diz a professora, iniciada a partir do RS...este instrumento tem sido criticado por ter se desviado de seus objetivos originais, se resumindo atualmente em um mero ritual burocrático sem eficácia, como forma de controle do uso de agrotóxicos".
Quantas toneladas?
Dos 217 mil receituários analisados 18% não registraram o município de origem da venda, 58% não tinham a quantidade de área e 63,5% não tinha a quantidade prescrita do produto químico. Dos preenchidos corretamente concluíram que os agrotóxicos comercializados eram: 54% herbicidas, 24% inseticidas e 13% fungicidas. A média de utilização por 1 mil hectares de lavoura estava distorcida. O IBGE calcula em 21,9 ton/1000ha para a soja e 11,5 ton/1000ha para o milho. No caso dos receituários pesquisados as quantidades estavam invertidas: 10,7 ton, no caso da soja e 26,2ton, no caso do milho.
Neice Faria, que atualmente trabalha na vigilância sanitária de Bento Gonçalves(RS), também constatou a dificuldade de saber a quantidade total de agrotóxicos empregados no agronegócio brasileiro. O Sindag (Sindicato Nacional das Indústrias de Defensivos Agrícolas), até 2006 publicava os números de quantidade por estado, produto e princípio ativo. Não existe mais esta informação. O número usado por Neice Faria é de 2001, quando o Brasil consumiu 328.413 toneladas. No mundo são mais de 3 milhões de toneladas. O Brasil, na época, era considerado o quinto mercado consumidor de agrotóxicos. Agora é citado como o segundo.
Mudança na classificação
Mais importante: em 1992 o Ministério da Saúde, através da portaria número 3 de 16/01/1992, alterou as regras de classificação toxicológica para se adequar aos padrões internacionais. Os agrotóxicos são definidos por quatro classes: I (extremamente tóxico),II (altamente tóxico), III (moderadamente tóxico), IV(pouco tóxico).
Um exemplo de agente químico alterado, o Glifosato, da marca comercial Roundup (Monsanto), era classe II e atualmente é classe IV. Casualmente, logo em seguida, começou a campanha de liberação dos transgênicos, cujo produto mais requisitado, como herbicida, é o glifosato.
Sindag suspendeu reavaliação
Como dizia um jornalista, na época em que investigavam as coisas, em alguns caos não existe coincidência, é armação mesmo. É como assistir a morte de uma testemunha importante, que morreu de dor de barriga, acidentalmente. Porém, no caso da indústria química, ela não deixa dúvidas sobre sua atuação histórica.
Em julho de 2008, o Sindag conseguiu uma liminar na 13ª Vara da Justiça Federal de Brasília, com objetivo de suspender a reavaliação de agrotóxicos, que a ANVISA iniciou a partir de 2001. Este ano ocorreu uma mudança. Ao invés de apenas os organismos oficiais, como os ministérios da saúde, agricultura e IBAMA, participarem da análise – além da indústria -, foram instaladas audiências públicas, com a participação de outras entidades da sociedade civil.
Inseticida Proibido
A ANVISA tinha programada a reavaliação de 14 substâncias. O Sindag conseguiu bloquear nove princípios ativos: triclorfom, parationa metílica, metamidofós, fosmete, carbofurano, forato, endossulfam, paraquat e tiran. No Brasil o registro de um agrotóxico não tem prazo de validade definido. Na Europa são 10 anos, podendo ser alterado, a qualquer momento. Nos Estados Unidos, a Agência de Proteção Ambiental(EPA) está realizando um amplo programa de reavaliação sobre efeitos de agrotóxicos no ambiente e na saúde humana. Estão sob análise 1.150 princípios ativos, organizados em 613 grupos. Nos últimos anos a EPA cancelou 229 registros.
Só para atualizar: o endossulfam, em 2004, foi o segundo inseticida mais usado no Brasil, é considerado cancerígeno, e afeta o sistema nervoso. Foi proibido na Europa em 2005. A parationa metílica foi proibida na Europa em 2003, é um inseticida organofosforado, citado como quarto na lista da comercialização, e é empregado no cultivo de algodão, alho, arroz, batata, cebola, feijão, soja, milho e trigo.
Crianças e adolescentes
A atividade agrícola é uma das mais perigosas no mundo. Anualmente, no mínimo, três milhões de trabalhadores ou produtores são contaminados, com 220 mil mortes, segundo a Organização Mundial de Saúde. No Brasil, com forme o IBGE, mais de 18 milhões de pessoas trabalham na atividade agrícola, sendo cerca de quatro milhões crianças e adolescentes.
O índice de analfabetismo na faixa de idade, acima de 15 anos, na área rural, é de quase 28%, enquanto na urbana, cerca de 10%. Ler, neste caso, é uma questão de vida ou de morte. De sofrer uma intoxicação aguda ou crônica.
Ler o rótulo
Um grupo de pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) , pesquisou durante cinco anos (1998 a 2003), os 600 moradores do Córrego São Lourenço, a 45 km de Nova Friburgo (RJ). A região é a maior produtora de hortifruti e de flores do Rio de Janeiro. 32% dos adolescentes eram analfabetos, e 58% da população em geral. Eles produzem 1.750 toneladas de tomate e 600 toneladas de couve-flor, usam mais de 100 formulações químicas –durante o ano.
Um dos agrônomos oficiais, responsável pela orientação técnica, dizia em palestra aos trabalhadores: leiam o rótulo direitinho. O Brasil é um dos maiores produtores de grãos e carne do mundo. Entretanto, no quesito saúde e controle de resíduos está na pré-história.
* O autor é jornalista no Rio Grande do Sul e palestrante sobre meio ambiente.

Fonte: Envolverde / Ecoagência / Liz - Agente da Paz.

III Evento Brasileiro de Créditos Ambientais

20/10/2008
A relevância do Meio Ambiente e da sobrevivência do Homem em busca de solução e consonância sustentável para o seu desenvolvimento sócio-econômico gerou a necessidade em se unir e criar tratados ambientais como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCCC, sigla em Inglês).
O Evento Brasileiro de Créditos Ambientais, nesta sua terceira edição, reunirá experts de vários setores em Sustentabilidade e Projetos que podem conceber Créditos Ambientais (Créditos de Carbono e Créditos non-CO2), provenientes dos Gases de Efeito Estufa (GEE): dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), Hidrofluorcarbontetos (HFCs), Perfluorcarbonetos (PFCs) e Hexafluoreto de Enxofre (SF6) e seus precursores; objetivando disseminar entre os participantes conhecimentos e informações de ponta que oportunizem e aprimorem iniciativas sustentáveis na área ambiental e financeira.
Serão enfatizadas informações de convenções da UNFCCC como: Accra (Guana), Poznań (Polônia) e Copenhague (Dinamarca); que regem o Mercado de Créditos Ambientais (Créditos de Carbono e non-CO2), assim como os resultados para a Sustentabilidade e o equilíbrio do Meio Ambiente.
O evento contará com importantes palestras:
Convenções da UNFCCC (Accra, Poznań e Copenhague) e seus impactos nos diversos setores Brasileiros e Projetos de MDL;Um Negócio Sustentável de Sucesso;Agroenergia: Agricultura Sustentável e Biocombustíveis;Reflorestamento: Escalas, Barreiras e Oportunidades de Créditos de Carbono (MDL); Financiamentos para Projetos de Créditos de Carbono (MDL) Indústria, energia, etc...;Créditos de Carbono, Projetos de MDL de Pequena e Grande Escala;Construções Sustentáveis: Projeto e questões socioambientais;Reconheça o ser Patrimônio Ambiental – Demonstre sua Sustentabilidade;Água: Projetos Sustentáveis e Créditos para Agricultura;Energia e Sustentabilidade;Transportes e Mudanças Climáticas; eCases de Sucesso Biomassa e Tratamento de Efluentes para obtenção de Créditos de Carbono através de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo -MDL
Confira toda a programação através do link: Programa do Evento*.*Sujeito à modificações.
Haverá uma demonstração de como as atividades empresariais/institucionais podem contribuir para o meio ambiente de forma sustentável, demonstrando transparência para o mercado e obtendo resultados positivos para o seu patrimônio de forma ambiental e financeira, através do curso:
“Compreenda as Ações Socioambientais que possam levar sua Instituição/empresa à uma imagem de sustentabilidade e enquadrar-se no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, Créditos de Carbono do Protocolo de Kyoto.”
O evento oportunizará que os seus participantes inscrevam artigos/projetos de cunho cientifico que expressem as condições básicas necessárias para a propositura de um Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL como: Adicionalidade (addcionality), Linha de Base (Baseline) e/ou apresentação de uma nova metodologia, contagem carbônica inventariada (demonstração de quantidade de CO2e); que serão submetidos à análise para aprovação e os aprovados serão publicados em forma de pôster no evento de acordo com as informações descritas no link Inscrição de Artigo(s)/Projeto(s).
Também oportunizará aos participantes uma amostra de produtos ligados principalmente a área sócio-ambiental, como lazer, equipamentos, serviços e investimentos.
Os participantes ainda poderão desfrutar de um pouco da arte e da cultura da região, através de uma peculiar amostra específica que a realizadora do evento estará propiciando simultaneamente.
Público-Alvo:
Economistas, engenheiros, consultores, administradores (setor público e privado), gestores, investidores de mercados, executivos da área bancária, corretores e analistas de mercado de capitais, advogados, biólogos, executivos e técnicos de empresas, psicólogos, químicos, etc...
Bancos, corretoras de investimentos de mercado de capitais, indústrias (cerâmica, têxtil, metalurgia, papel e celulose, siderurgia e alimentos), mineradoras, agronegócio (suinocultura, sucroalcooleiro, orizicultura), (re)florestamento (desenvolvimento florestal), co-geração, comercialização, infra-estrutura (saneamento, óleo, gás, energia e aterros sanitários), órgãos governamentais; etc...
Fonte: proclimacapacita / http://www.creditosambientais.com.br/

Experiência de sucesso une dois mundos

20/10/2008
Isabel Gnaccarini“O que pensa o paulista quando imagina a Amazônia? Vou ganhar uma graninha! E o Amazônida, quando vê um paulista passeando por lá, pensa a mesma coisa!”
A piada encerrou, na tarde da quarta-feira passada, no Seminário “Conexões Sustentáveis: São Paulo Amazônia”, e resume o essencial da discussão. É preciso repensar as relações predatórias que estamos acostumados a ver há tempos. Tanto em nossas vidas, como na natureza.
A brincadeira de Magnólio Oliveira, ‘palhaço’ e coordenador de comunicação do Projeto Saúde e Alegria (Santarém), traduz a relação ‘prostituta’ que ocorre entre as duas regiões. Para ele, o problema de relacionamento deve se transformar. “É preciso que haja amor entre as duas partes, do contrário não haverá casamento possível”, disse Magnólio, que arrancou gargalhadas ao fechar a segunda parte do Painel Alternativas e Soluções iniciado na manhã de ontem (15).
A mesa apresentou experiências exitosas de conexões entre mundos. Caso da Campanha Y Ikatu Xingu, do Instituto Sociambiental (ISA), que luta pela preservação das cabeceiras do rio Xingu no Mato Grosso. A iniciativa apresentada pela coordenadora do Programa Amazônia do ISA, Adriana Ramos, é o exemplo mais acabado de como a construção de pontes entre atores, os mais divergentes, pode se transformar na solução para a sustentabilidade do planeta.
A Campanha, iniciada em outubro de 2004, “abriu o campo de colaboração entre todos os atores, onde conversamos e não mais nos atacamos, como já aconteceu em campanhas realizadas no passado”, resumiu Adriana. Hoje, conversam produtores rurais e assentados, organizações da sociedade civil e prefeitos de vários municípios no entorno do Parque Xingu, indígenas, fazendeiros e empreendedores. Quando começaram, ouviram dos índios: “Será que o branco vai recuperar o que destruiu?” Eles se referiam à poluição espalhada pelas 22 mil nascentes existentes e ao desmatamento em toda a área contígua ao Parque Nacional do Xingu – a destruição pulou de 2,38 milhões de hectares em 1994, para 5,43 milhões em 2005.
A experiência foca na conservação da água, que é um bem comum a todos os atores, e insiste em estimular o uso das áreas já devastadas com replantio, por pequenos e grandes produtores. Mas também martela no fato de que o investimento socioambiental agrega um valor intangível à agrobiodiversidade característica do lugar – a região possui três Unidades de Conservação, 12 Terras Indígenas (com 18 povos), 35 municípios, 46 nascentes e 270 milhões de habitantes. Afinal, valorizar a soja em termos socioambientais é ao mesmo tempo uma garantia para o mercado exterior e para a sustentabilidade deste trecho de Amazônia.
O Painel seguiu com duas demonstrações de empresas que tomam o partido da natureza e da certificação florestal, passando a discussão para o problema central do uso predatório da Amazônia – a questão da regularização fundiária.
Tanto Orsa Florestal quanto Mil Madeiras são emblemáticas no uso sustentado dos recursos naturais da Amazônia. A Orsa Florestal, com o Projeto Jari (que ocupa 1,5 milhão de hectares de florestas na fronteira do Amapá e Pará) é uma das mais recentes iniciativas empresariais certificadas pelo FSC (Conselho de Manejo Florestal) – a empresa do ramo da celulose possui 515 mil hectares desse território destinado à exploração certificada de madeira serrada e outros bens da floresta. Já a Precious Wood, ou Mil Madeiras, foi a primeira a receber a certificação FSC para a exploração madeireira. Instalada na região de Manaus, fornece hoje 80% da energia utilizada pela cidade vizinha de Itacoatiara só com a queima de resíduos de sua serraria. Em ambos os casos, a novidade foram as recentes entregas de títulos definitivos de terras aos moradores de comunidades vivendo secularmente nos territórios de suas propriedades.
Para Rubens Gomes, recém eleito presidente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e integrante do Conselho Diretor do FSC, estes são exemplos de que o processo de certificação e a justiça fundiária podem estar do mesmo lado: o lado dos movimentos sociais que ele representa desde que chegou ao Acre na década de 70, onde acompanhou a luta de Chico Mendes (Rubens Gomes é fundador e Secretário Executivo da OELA - Oficina Escola de Lutheria da Amazônia, Manaus). Para ele, “o processo de certificação é um ganho social e um valor agregado”. O selo garante a conexão entre a economia, o meio ambiente e a sociedade. “Na época das lutas dos seringueiros por uma vida digna não havia alternativas ao ‘correntão’ e ao corte raso da floresta. Se há de existir alternativas econômicas, que sejam controladas, com efeitos mitigados. A certificação nos dá a segurança de erradicar a praga do trabalho escravo e infantil. Garante a defesa dos direitos de trabalhadores e dos povos da floresta...”, esclarece ele enfatizando a responsabilidade de cada um, esteja ele na Amazônia, ou em São Paulo.
“Se você não conhece a origem de um produto, não compre!”, diz Rubens Gomes, que recebe o Eco do Greenpeace com o programa Cidade Amiga da Amazônia. Não ser tolerante com crimes de nenhuma natureza é o que prega o programa desde 2003, também apresentado na última tarde do seminário “Conexões Sustentáveis”. Depois de conectar a Amazônia às prefeituras de 37 municípios e seis capitais pelo Brasil, o projeto tomou o governo do Estado de São Paulo como piloto para ampliar suas fronteiras. O compromisso assumido pelo poder público das cidades amigas em não gastar seu dinheiro com produtos produzidos ilegalmente na Amazônia ganhou o compromisso aliado do estado de São Paulo na fiscalização e apreensão de depósitos ilegais que abrigam de fato os 80% de madeira ilegal que sai da Amazônia diretamente para o consumidor paulista.
Com o pacto firmado entre 28 empresas intermediárias da madeira, pecuária, soja e redes de comércio direto com o consumidor, o Movimento Nossa São Paulo, o Fórum Amazônia Sustentável e outros atores sociais unem não apenas as pontas das cadeias produtivas, mas cerram os laços de amor com a maior floresta tropical que, em última instância, garante o bem-estar de muita gente da cidade grande. (Mercado Ético/Envolverde/Nossa São Paulo)
Fonte: Agência Envolverde / Liz - Agente da Paz.