terça-feira, 14 de março de 2017

 QUASE TUDO VAI BEM.

Nesse dia, onde a estrela nasceu bem forte, em seu estado de sol a pino, ardiam os olhos e a pele! Entretanto, agora por volta da tarde, está uma terça-feira chuvosa e com bastantes nuvens! 
Faz pensar o que é a natureza, se não, algo lindo, que ainda por entender, não modifica qualquer ação sem razão.
Entretanto, uma força tão frágil e modificada por homens, que embora fracos, se  nutrem com atitudes vans. As quais se fazem mister, a necessidade de defendê-la.
Situação diversa acontece devido à natureza estar: doente e fraca. Incapaz de se regenerar totalmente em sua biodiversidade.
Mesmo assim nos fornece a cada dia um espetáculo, onde devemos agradecer e lutar contra um possível dia de amanhã. Quando poucos poderão desfrutar de imenso prazer.
Genilson de Souza Cabral nº 006
ONG MEAM.

terça-feira, 7 de março de 2017



ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL – MEIO AMBIENTE
ONG - MEAM
FUNDAÇÃO EM 14 DE NOVEMBRO DE 2005
SOB CNPJ Nº 07.693.051/0001-95
AVENIDA 7 DE SETEMBRO Nº 156, CENTRO , SÃO FIDÉLIS, RJ.
UTILIDADE PÚBLICA MUNICIPAL Nº 1.092/06
UTILIDADE PÚBLICA ESTADUAL Nº 5.475/09
O RETORNO DE UMA  ESPERANÇA.

Estamos no ano de 2017, onde muita coisa aconteceu, nos dando uma total insegurança do presente e, pior ainda, do nosso futuro!
Embora tenhamos vivido épocas boas, neste período de século XX a XXI, muitos dos atos impensados, incalculados e egoístas, que a geração atual tem vivido. Direciona-nos a uma realidade dolorosa e alarmante. Pois houve muita extração, desmatamento, poluição: do solo, da atmosfera, hídrica e desequilíbrio biológico. Em sua maior parte por ações antrópicas, no uso de agrotóxicos e pesticidas.
Então, sabemos que tudo isso foi uma ação em busca de progresso e prosperidade. Entretanto, tais conseqüências tornam se alarmantes, visto que não há mais na natureza capacidade autônoma de regeneração em qualquer parte.  Ainda assim, muitas das áreas degradadas, são recuperadas, mas com deficiências. Por isso, precisamos ter conosco, uma consciência ambiental, por causa da reação natural que sofremos, com enchentes, terremotos, aquecimento global e até tsunamis.
A ONG MEAM, entidade institucional, sem fins lucrativos, destinada à educação ambiental, veio para participar de toda e qualquer mudança de comportamento contraria a deletéria ocasionada por uma geração desmedida, ignorante e quem sabe até, inocente.  Que sem perceber, diminuem seus dias na terra e dificulta a qualidade de vida de todos os seres, principalmente do ser humano.
A ONG foi fundada em 14 (quatorze) de novembro de 2005, tendo como um dos seus primeiros presidentes o senhor Genilson de Souza Cabral, que agora, retornará possivelmente a presidência. Substituindo a senhora Lussimar Therezinha Assunção, em uma possível reeleição.
Uma instituição filantrópica que age em defesa do meio ambiente, dos direitos coletivos, dos direitos constitucionais e suas garantias universais previstas nas mais diversas leis.  Sendo assim, muito em breve, estaremos dando os primeiríssimos passos em defesa da natureza, não como ela é, mas como ela deveria ser.

Genilson de Souza Cabral nº 006

ONG MEAM.

domingo, 12 de abril de 2015

RURAL: Prazo para aderir ao Cadastro Ambiental Rural acaba no dia 5 de maio

23 DE MARÇO DE 2015 20:590 COMENTÁRIOS
O CAR é um registro eletrônico obrigatório para todos os imóveis rurais criado pela Lei 12.651/12 (Novo Código Florestal). O objetivo é formar uma base de dados estratégica para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa do Brasil, bem como para o planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais. O prazo para envio do CAR pela internet se encerra no dia 5 de maio.
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) formou, com o apoio da Universidade Federal de Lavras, 31 mil pessoas pelo curso de capacitação do CAR (CapCAR), além de outros 10 mil agentes públicos em prefeituras pelo Brasil, ao longo de 2014 e início de 2015.O cadastro é autodeclaratório (nos moldes do imposto de renda) e totalmente gratuito. Aqueles que têm dificuldade de acesso à internet ou quaisquer outras dúvidas podem pedir auxílio à secretaria de Meio Ambiente da sua cidade ou junto a sindicatos, associações e demais órgãos representativos de classe.
Maiores informações: http://www.car.gov.br
FONTE: Portal Brasil

segunda-feira, 23 de março de 2015

Dia Mundial da Água: sociedade civil se mobiliza para torneira não secar

22/03/2015 08h41 - Atualizado em 22/03/2015 08h54


Em meio a mais grave crise hídrica já vivida por São Paulo, cidadãos agem de forma inédita para pressionar o poder público e conscientizar a população sobre falta d'água.

BBC
Edison Urbano criou uma minicisterna de baixo custo e agora ensina outros a construí-la (Foto: BBC Brasil)Edison Urbano criou uma minicisterna de baixo custo e agora ensina outros a construí-la (Foto: BBC Brasil)
Edison Urbano ainda estranha ser chamado de professor, mesmo quando está diante de uma turma em uma sala de aula em um centro cultural na zona norte de São Paulo.
Na quinta-feira (19), ele ensinava moradores da região a captar água da chuva para usar se a torneira secar - algo comum em muitas partes da capital paulista desde meados do ano passado, quando foi aplicada uma diminuição da pressão na rede de abastecimento.
Urbano aprendeu por conta própria a fazer uma minicisterna com tonéis, tubos de PVC e telas de mosquito para coletar, filtrar e armazenar a água da chuva.
Há cinco meses, dedica-se quase integralmente a ensinar como montar este sistema como um dos coordenadores do Movimento Cisterna Já, uma das várias organizações sociais criadas em São Paulo desde que a água começou a faltar, no ano passado.
Os reservatórios baixaram a níveis inéditos e, neste domingo (22), o estado passa pelo segundo Dia Mundial da Água - celebrado todo 22 de março - consecutivo em meio a uma crise hídrica sem precedentes.
"Quis agir para reverter ou amenizar a situação. Temo que, sem água, a gente acabe em uma guerra civil, porque vai faltar alimento também. É esse medo que me move", afirma Urbano.
"Já o que me move é o desespero", diz a psicóloga Camila Pavanelli, autora do Boletim da Falta D’Água, um blog em que ela reúne e comenta em postagens semanais as mais recentes informações sobre a crise hídrica.
Esse trabalho começou em outubro passado, quando Pavanelli decidiu listar em um post no Facebook o que havia lido sobre o assunto. Em meio a curtidas e compartilhamentos, também vieram pedidos para que disponibilizasse a pesquisa de uma forma que fosse mais fácil encontrá-la. Para quem já tinha um blog pessoal, fazer outro sobre a falta de água foi natural.
"Fazer o blog me faz sentir viva. Não cogito morar em São Paulo e não discutir este problema", diz Pavanelli.

Sinal de alerta
Estas iniciativas são recentes em São Paulo. A cidade já tinha ONGs voltadas para temas como moradia, combate à violência, mobilidade, educação e saúde, entre outros.

Mas tamanha mobilização social em torno da água é novidade, porque “só agora se faz necessária”, como explicou Pablo Ortellado, professor de Gestão de Políticas Públicas da USP, em aula sobre a crise hídrica realizada no fim de fevereiro no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), palco de nove em cada dez manifestações na região central da cidade.
O primeiro alerta soou em dezembro de 2013, quando choveu 72% abaixo do normal. Aquele foi o verão mais quente desde 1943, quando começaram as medições. Nos dois meses seguintes, a média de chuvas foi 66% e 64% menor, respectivamente, fazendo com que São Paulo enfrentasse a estiagem mais intensa desde o início do registro de chuvas, em 1930.
Em fevereiro de 2014, o nível do Sistema Cantareira, que abastece 6,2 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, atingiu 14,6%, o mais baixo desde sua criação, em 1974.
A Sabesp, empresa de abastecimento de São Paulo, informou à BBC Brasil que vem realizando uma série de medidas para ampliar a disponibilidade de água e reduzir a dependência da região metropolitana do Cantareira. Em comunicado, a empresa ainda afirma "seguir rigorosamente as determinações de órgãos reguladores".
Uma destas medidas foi a autorização para usar duas cotas do volume morto do Cantareira, nome dado à água que ficava abaixo do nível de captação. Mas, na ausência de chuvas capazes de recompor o sistema, seu nível continuou a baixar a patamares inéditos.

Mobilização
No entanto, para Ortellado, existe uma percepção por parte de alguns de que as autoridades não agiram de modo adequado em relação à crise, o que teria catalisado a mobilização social em torno da água.

"Se as pessoas acreditam que não é possível contar com o governo, isso cria um sentimento de urgência que faz a sociedade civil agir por conta própria, usando suas habilidades em prol desta causa", afirma Ortellado.
Marussia Whately coordena a Aliança pela Água, organização que reúne mais de 40 ONGs (Foto: BBC Brasil)Marussia Whately coordena a Aliança pela Água, organização que reúne mais de 40 ONGs (Foto: BBC Brasil)
Para a urbanista Marussia Whately, isso significa coordenar o trabalho de mais de 40 ONGs reunidas pela Aliança pela Água, organização criada em outubro passado para cobrar ações do governo, elaborar projetos para atenuar o impacto da falta de água e informar a população de seus desdobramentos.
Especializada em gestão de recursos hídricos, ela já atuou como consultora de ONGs, como a Imazon e o Instituto Socioambiental, e à frente da Aliança Pela Água tornou-se uma das principais vozes da mobilização da sociedade civil em torno da crise.
"Tínhamos organizações muito dispersas. A Aliança cria o espaço para elas interagirem e criarem uma agenda mínima de ações e propostas, além de uma força-tarefa para monitorar o respeito aos direitos dos cidadãos e impedir um retrocesso das conquistas", diz Whately.
Para ela, o fato de São Paulo passar por uma situação sem precedentes torna a solução ainda mais complexa, na qual a participação de cidadãos é imprescindível.
"O debate não pode ficar restrito ao que a Sabesp planeja fazer. O problema vai muito além das represas”, diz Whately. "Temos que engajar a sociedade e fazer com que as pessoas revejam sua postura política e seus hábitos. Por ser uma crise grave, a solução não virá de um único ator."

Minicisterna
Urbano diz acreditar que está fazendo sua parte com os cursos sobre a minicisterna. Nesta semana, ele deu dois dias de aula para uma turma de 20 pessoas, entre jovens, adultos e idosos, que moram na Zona Norte de São Paulo, uma das regiões mais afetadas pela falta de água.

Primeiro, Urbano ensina a teoria, que inclui conceitos de sustentabilidade, saúde pública e hidrologia, enquanto vai construindo a minicisterna diante dos alunos. “Não fiquem esperando uma ação do governo. Tomem uma atitude, porque é nossa saúde que está em risco", diz para a turma.
Urbano criou este sistema por necessidade. Técnico em eletrônica, ele viu seu trabalho minguar com a "chegada dos aparelhos da China". Acabou demitido e, com dificuldade para conseguir um emprego, decidiu criar formas de economizar dinheiro.
Inventou um aquecedor de água com energia solar, um sistema de horta caseira e uma série de outros projetos que passou a divulgar por meio do site Sempre Sustentável, enquanto também dava cursos.
No ano passado, aceitou a sugestão de um amigo, o engenheiro Guilherme Castagna, de adaptar a minicisterna de acordo com as normas técnicas de reuso de água e ensinar como construí-la. Cinco meses depois, exibe com orgulho as fotos enviadas por ex-participantes do curso com suas próprias minicisternas.
"Fico muito grato. Sinto que estou fazendo alguma coisa. Se você reunir todas as minicisternas já feitas, vira uma cisterna gigante que eu não conseguiria construir sozinho", diz ele.
Já Camila Pavanelli diz que contribui para sanar a crise ao organizar a "loucura de informações" em torno da crise hídrica. No início, ela publicava seu boletim diariamente, mas, desde o início do ano, mudou a tática. Passou a reunir reportagens e documentos por meio de uma conta no Twitter e a dedicar o domingo e parte da segunda-feira a escrever um post semanal.
"Não existe um interesse em se informar e há uma dificuldade em perceber que faltam políticas públicas para a água,assim como ocorre com a violência, por exemplo. Quero que as pessoas se mobilizem mais", afirma Pavanelli.
"Seria arrogante pensar que vou conseguir fazer isso. Tem quem me critique. Mas também há muita gente que me agradece por usar meu tempo para fazer este trabalho."

A psicóloga Camila Pavanelli publica semanalmente um boletim com as informações mais recentes da crise (Foto: BBC Brasil)A psicóloga Camila Pavanelli publica semanalmente um boletim com as informações mais recentes da crise (Foto: BBC Brasil)


Desafios
Pablo Ortellado, da USP, diz que a mobilização social é importante para canalizar a insatisfação da sociedade civil e impedir que ela gere uma "selvageria, com quebra-quebra e saque de água", como ocorreu em Itu, no interior de São Paulo, no ano passado. No entanto, também afirma que as organizações criadas em torno da crise hídrica enfrentam algumas dificuldades.

"É difícil mobilizar a população quando a insatisfação está mal distribuída pela cidade, já que falta água em alguns bairros e em outros não. E, como nunca vivemos uma crise assim, falta um grupo de referência, com legitimidade para mobilizar, como ocorre com outras questões sociais", afirma o especialista.
"As pessoas só vão para rua quando confiam nas organizações que se manifestam por isso. É importante que estes grupos comecem a construir essa legitimidade para representar a insatisfação da população."
Em meio à crise e a mobilização provocada por ela, surgiram boas notícias. Chuvas acima da média histórica em fevereiro fizeram o nível dos principais sistemas que abastecem São Paulo voltar a subir. Atualmente, os reservatórios do Cantareira estão em 16%. Com isso, a Sabesp afirmou que a região metropolitana está livre de racionamento até o segundo semestre.
No entanto, Urbano, do Cisterna Já, diz ter "plena consciência de que a situação vai piorar” - opinião compartilhada por Whately, da Aliança pela Água. "Vamos chegar à estação da seca numa situação igual ou pior do que no ano passado, porque as represas estarão com um nível mais baixo”, diz Whately.
O desafio para estas organizações agora é conseguir mobilizar a população, já que o interesse pelo tema diminui diante de um aparente risco menor de restrição no abastecimento. O Movimento Cisterna Já teve de cancelar um curso, porque o número de inscritos foi insuficiente. Por sua vez, o Boletim da Falta D’Água, que chegou a ter posts compartilhados 1,5 mil vezes, hoje não atinge 200.
"Ninguém mais quer saber de falta de água. Não consegui nem convencer meus vizinhos a instalar uma cisterna no prédio", diz Pavanelli, que ainda assim não pretende abandonar o blog.
"Sinto-me um fracasso completo, mas isso me motiva. Outro dia, encontrei um vídeo dizendo que o Cantareira está cheio e que a crise é uma farsa. Foi visto por mais de 1 milhão de pessoas. Enquanto isso existir, é sinal de que preciso continuar. Se eu não fizer, quem vai fazer?"
Urbano planeja aumentar o número de cursos gratuitos para driblar a falta de interesse e aumentar a divulgação do projeto.
Por sua vez, Whately se diz otimista: "Trabalho há vários anos com a questão da água e finalmente começo a ver pessoas sabendo que Cantareira não é apenas o nome de uma serra, revendo seus hábitos e mais ligadas em um assunto tão importante. Ainda temos mais dois anos de crise pela frente pelo menos. A mobilização só começou."
Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/03/dia-mundial-da-agua-sociedade-civil-se-mobiliza-para-torneira-nao-secar.html

Dia Mundial da Água reacende urgência de sanar 'injustiças hídricas'

Professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece) critica a desigual distribuição da água para o agronegócio no estado e no país e que também privilegia o setor industrial
por Edwirges Nogueira, da Agência Brasil publicado 22/03/2015 10:43
RAZÃO / ABR
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Pequeno agricultor no interior do Ceará faz manutenção em cisterna: concentração desigual de recurso essencial
Brasília – A agricultora Márcia da Silva Lopes, 46 anos, moradora da comunidade de Bom Jardim, em Quixadá, perdeu quase tudo o que tinha plantado em janeiro esperando que chovesse no início de fevereiro, primeiro mês da quadra chuvosa no Ceará. As chuvas só chegaram no fim do mês, fazendo com que ela tivesse que voltar a plantar as sementes de milho, feijão e gergelim. Se não chove, Márcia depende da água de enxurrada acumulada na cisterna para irrigar a plantação.
Os setores da agricultura mecanizada não costumam se preocupar com a chuva, já que a irrigação é feita por tecnologias que aspergem água independentemente do período do ano. O diretor de Operações da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), Ricardo Adeodato, estima que 70% da água dos reservatórios do estado são usados pela agricultura – mesmo percentual calculado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em relação ao uso da água de todo o planeta por essa atividade.
Para Adeodato, a geração de empregos por essa atividade justifica a destinação de um alto percentual de água para a agricultura. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya, diz que a produção de alimentos é o motivo e a justificativa para o uso da água em larga escala.
Para o professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece) Alexandre Costa, entretanto, a desigual distribuição da água – feita também a favor da indústria – é uma “injustiça hídrica”, principalmente em um estado de clima semiárido.
“É um absurdo você usar água do semiárido, na quantidade que é usada no Ceará, para a fruticultura irrigada. O primeiro discurso é sobre a produção de alimentos, mas quem produz os alimentos que nós consumimos são os pequenos agricultores, que não têm acesso à irrigação”, critica Costa que é PhD em ciências atmosféricas.
Segundo dados da Cogerh, estão em vigor atualmente cerca de 3,5 mil outorgas (autorizações) de uso da água dos reservatórios públicos, mas o diretor de Operações da companhia garante que o fornecimento de água para os setores produtivos sofreu redução devido à seca. O presidente da Faec estima que, com essa redução, o uso da água na agropecuária esteja em 40%, mas ressalta que, mesmo sem os cortes, o setor não consome mais do que 50%. “Setenta por cento é uma estimativa mundial. Não significa que, no Ceará, consuma-se essa quantidade de água”, afirma. Segundo estudos do professor Alexandre Costa, esse consumo chega a 60%.
Para o especialista da Uece, regular o uso da água, priorizando a distribuição para o consumo humano, deve estar no centro de qualquer plano estratégico. No dia 25 de fevereiro, o governo do estado apresentou o Plano Estadual de Convivência com a Seca que elenca uma série de ações emergenciais (a exemplo da perfuração de poços e da instalação de adutoras de montagem rápida) e estruturantes, como o Eixão das Águas e o Cinturão das Águas.
O Eixão das Águas transpõe as águas do Açude Castanhão, um dos maiores do estado, para Fortaleza e região metropolitana e para o Complexo Portuário e Industrial do Pecém. O Cinturão das Águas, ainda com trechos em construção, deverá receber as águas da transposição do Rio São Francisco e distribuí-las nas bacias hidrográficas do estado.
Embora reconheça a importância da interligação das bacias, o professor destaca a necessidade de que essas águas sirvam prioritariamente à população – o que não está expresso no plano. “Continua-se falando em garantir água para a indústria e para o agronegócio. Esse é o nó: precisamos, sim, de obras de adutora e de interligação de bacias, mas desde que elas sejam planejadas e voltadas realmente para atender à demanda da população. Mas não é só obra que resolve. É política hídrica, com a substituição das atividades produtivas que são grandes consumidoras de água por atividades sustentáveis.”
Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2015/03/dia-mundial-da-agua-relembra-debate-sobre-injustica-hidrica-9683.html

terça-feira, 21 de outubro de 2014

17/10/2014 14h46 - Atualizado em 17/10/2014 19h56

Ministra do Meio Ambiente diz que Sudeste vive seca ‘fora da curva’

Izabella Teixeira sobrevoou Serra do Cipó, atingida por incêndio há 7 dias.
Ela estima que chamas queimaram cerca de 10% do parque nacional.

Pedro Ângelo Do G1 MG
Ministra avalia que seca no Sudeste é fora da curva (Foto: Pedro Ângelo/G1)Ministra avalia que seca no Sudeste é fora da curva
(Foto: Pedro Ângelo/G1)
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nesta sexta-feira (17) que o Sudeste vive uma estiagem “fora da curva”. A declaração foi feita após ela sobrevoar o Parque Nacional da Serra do Cipó, na Região Central de Minas Gerais, área que é atingida por incêndio há uma semana.  “É uma época de muita seca, talvez uma seca única, do ponto de vista do que está acontecendo aqui no Sudeste. É uma seca realmente fora da curva. [...] O Brasil precisa ter chuva”, disse.
Durante a coletiva de imprensa, no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a ministra também avaliou a situação da Serra do Cipó. Segundo ela, até o último dia 14, o fogo havia atingido cerca de 2,5 mil hectares.  A estimativa atual, conforme Izabella Teixeira, é que as chamas já tenham atingido 3 mil hectares, o que corresponde a cerca de 10% da área total do parque nacional. Já fora dele, na área de proteção ambiental, a estimativa repassada pela ministra é que tenham sido queimados de 5 a 7 mil hectares.
Segundo ela, a causa do incêndio ainda é desconhecida. As chamas começaram na região do Morro da Pedreira, onde o fogo já foi controlado, assim como na área conhecida como Travessão. A ministra disse que o local de maior complexidade para o combate é perto do Rio Preto, por se tratar de um local de difícil acesso.
Ministra estima que incêndio atingiu 10% do Parque Nacional da Serra Cipó (Foto: Reprodução/TV Globo)Ministra estima que incêndio atingiu 10% do Parque Nacional da Serra Cipó (Foto: Reprodução/TV Globo)
O trabalho do controle do incêndio na Serra do Cipó não conta com bombeiros militares. Aproximadamente cem brigadistas, entre combatentes do Instituto Chico Mendes, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e moradores da região, estão mobilizados. Três aeronaves – um helicóptero e dois air tractors – auxiliam o combate.

A ministra informou que mais 15 brigadistas do Ibama serão deslocados nos próximos dia para a Serra do Cipó. Eles trabalhavam na região de São João das Missões, no Norte de Minas, onde o fogo já foi extinto. "O que nós estamos tendo necessidade agora é de substituir as pessoas que estão lá, que estão exaustas, estão dormindo na mata. (...) Eles acampam lá, eles ficam lá combatendo e tem um sistema de rodízio”, pontuou a ministra.

De acordo com Izabella Teixeira, ainda está sendo avaliado o impacto do incêndio à fauna da Serra do Cipó, região que abriga “uma diversidade biológica enorme”.
Cerca de cem brigadistas atuam no combate ao fogo (Foto: Reprodução/TV Globo)Cerca de cem brigadistas atuam no combate ao fogo (Foto: Reprodução/TV Globo)
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Impacto à fauna da região da Serra do Cipó ainda é avaliado (Foto: Reprodução/TV Globo)Impacto à fauna da região da Serra do Cipó ainda é avaliado (Foto: Reprodução/TV Globo)
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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O que é meio ambiente?

Estação Ecológica de Águas Emendadas 4 (Evando F. Lopes)
O meio ambiente, comumente chamado apenas de ambiente, envolve todas as coisas vivas e não-vivas ocorrendo na Terra, ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos.
O conceito de meio ambiente pode ser identificado por seus componentes:
Completo conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural mesmo com uma massiva intervenção humana e outras espécies do planeta, incluindo toda a vegetação, animais, microorganismos, solo, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus limites.
Recursos e fenômenos físicos universais que não possuem um limite claro, como ar, água, e clima, assim como energia, radiação, descarga elétrica, e magnetismo, que não se originam de atividades humanas.
Na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente celebrada em Estocolmo, em 1972, definiu-se o meio ambiente da seguinte forma: “O meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas.”
A Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) brasileira, estabelecida pela Lei 6938 de 1981, define meio ambiente como “o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.
O ambiente natural se contrasta com o ambiente construído, que compreende as áreas e componentes que foram fortemente influenciados pelo homem.
  • Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0
Fonte: http://www.ebc.com.br/infantil/voce-sabia/2014/09/o-que-e-meio-ambiente

SAIBA MAIS SOBRE ONGs

http://www.afroreggae.org/wp-content/uploads/2014/05/InfoReggae-Rio-Ed.-33-Panorama-das-ONGs.pdf

terça-feira, 2 de setembro de 2014

CIDADANIA E JUSTIÇA

Ministério do Meio Ambiente debate uso da biodiversidade na alimentação

Sustentabilidade

Discussões envolvem a participação do Brasil no projeto mundial em prol da conservação e consumo sustentável de espécies nativas
por Portal BrasilPublicado02/09/2014 12:52
Segue até o próximo sábado (6), no Ministério do Meio Ambiente, a 2ª Reunião do Comitê Nacional de Coordenação do Projeto “Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade para a Melhoria da Nutrição e do Bem-Estar Humano”.
O encontro, iniciado nesta segunda-feira (1º), conta representantes de cinco ministérios e instituições nacionais e internacionais, para debater a participação do Brasil no projeto mundial para a conservação e aproveitamento de espécies nativas na alimentação.
O Brasil foi convidado pelo Bioversity Internactional (Instituto Internacional de Recursos Genéticos Vegetais/IPGRI) e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) para fazer parte do projeto, que é integrado também pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Além do MMA, participam do comitê os Ministérios do Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Agricultura, Educação e Saúde.
Na reunião em Brasília, estão presentes representantes de universidades e instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Federação Nacional dos Nutricionistas. A iniciativa é uma das decisões da VIII Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, realizada no Paraná, em 2006, e que tem metas até 2018.
Saúde e meio ambiente        
“Um dos nossos objetivos é a promoção de dados sobre o valor nutritivo das espécies nativas”, ressaltou o gerente de Projeto, do Departamento de Conservação da Biodiversidade, do MMA, Lídio Coradin. Na abertura do encontro, ele explicou que a valorização nutricional das espécies nativas é importante para a saúde humana e para a conservação da biodiversidade.
O MMA coordena ações voltadas para a identificação e divulgação da importância econômica de plantas nativas que são pouco exploradas no País. Essas informações são fundamentais para estimular a conservação da natureza nos territórios em que possa ser ampliada a sua produção.
O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Paulo Guilherme Cabral, comentou sobre o engajamento das diversas áreas do governo federal e da sociedade organizada para o sucesso do projeto internacional. E ressaltou a importância da agricultura familiar na produção de alimentos.
Confira a programação desta terça (2):
8h-12h: Visita à Embrapa Hortaliças
12h: Viagem para Goiânia (visita a Centros Colaboradores de Alimentação Escolar, do MEC)
20h: Jantar típico (Pamonharia Frutos da Terra)

31/08/2014 14h41 - Atualizado em 31/08/2014 14h41

Lixo jogado em nascente de água afeta meio ambiente em Itapetininga

Pneus, garrafas entre outros deixam o cenário lamentável.
Moradores reclamam da falta de conscientização de alguns.

Do G1 Itapetininga e Região
Lixo e entulho estão jogados em uma nascente de água no Jardim Cambuí, emItapetininga (SP). Pneus, garrafas e outros lixos causam dano ao meio ambiente e geram reclamações de moradores. Um desses moradores que não se conformam com o descaso e a falta de conscientização de parte da população é o motorista Moisés Rodrigues. “Eu estava limpando até a rua e o vinho falou: ‘cade a prefeitura para limpar?’. Mas se eu não limpar vai ficar um chiqueiro”, reclama.
Com a chuva, a preocupação com os problemas é ainda maior. Isto porque o lixo vai parar na nascente com mais facilidade, pois desliza pelo barranco. O motorista Univaldo Delgado trabalha numa empresa de construção. Indignado, sempre que pode recolhe o lixo da nascente com o caminhão do serviço, mas não adianta, o cenário volta a ficar lamentável. “Com uma máquina eu empurro o lixo longe da nascente, mas depois de horas está tudo cheio de lixo de novo”, afirma.
Problemas ambientais também existem no Jardim Eldorado. Entulho, pneus, roupas, sapatos e até um sofá fazem com que a Avenida Costabile Matarazzo pareça-se com um lixão. O local virou depósito e constantemente é alvo da falta de consciência de alguns moradores. “Tem cachorro que às vezes aparece, bichos peçonhentos. Então não é um lugar agradável”, conta o aposentado Antônio Carriel.
O lixo esta espalhado por toda a avenida, em alguns trechos, a sujeira até invade a pista, atrapalhando a passagem de veículos. Os motoristas precisam fazer o desvio e muitas vezes é necessário dirigir na contramão.
O consultor de seguros Renato Murat tem chácara na região e diz que constantemente vê pessoas despejando lixo na maior tranquilidade. Segundo ele, a prefeitura faz a limpeza, mas como não existe fiscalização, o trabalho não dura muito tempo. “Uma vez a prefeitura estava limpando em um trecho e tinha gente jogando lixo em outro lugar. Acredito que falta um pouco de fiscalização, porque tem uns horários, normalmente na parte da manhã ou tardezinha, que o pessoal vem  e descarrega entulho. Nunca vi alguém fiscalizando aqui”, lamenta.
A prefeitura informou que terminou a limpeza do Jardim Eldorado e no Jardim Cambuí esta semana, mas que a população também precisa colaborar. Disse ainda que tem feito limpeza constantemente em todos os bairros do município e que a população pode levar os materiais ao ecoponto, que fica na Rua Orlando Scotto, s/n°, na Vila Arlindo Luz.
Quem descarta lixo ou materiais velhos em vias públicas pode ser multado entre R$ 50 e R$ 200. Em caso de reincidência a multa dobra.
Nascente de água é suja por pneus e garrafas, em Itapetininga (Foto: Reprodução/ TV TEM)Nascente de água é suja por pneus e garrafas, em Itapetininga (Foto: Reprodução/ TV TEM)Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2014/08/lixo-jogado-em-nascente-de-agua-afeta-meio-ambiente-em-itapetininga.html